Coleção pessoal de Lulena

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Campo em flores vem,
A saudade que fica,
Perfume no ar.


Lu Lena / 2026

Vento forte leva,
A imagem lúgubre,
Flores do luto.


Lu Lena / 2026

Orquídea se abre,
Sobre a pedra rochosa,
Belo que nasce.


Lu Lena / 2026

Pálpebras fecham,
O sono que é profundo,
Noite sorri à lua.


Lu Lena / 2026

Silêncio vazio,
Cigarra que canta só,
Alma que acorda.


Lu Lena / 2026

Vem a chuva forte,
Molha a roupa do varal,
Livre a alma voa.


Lu Lena / 2026

Cacos pelo chão,
Estilhaços do autismo,
Meltdown, explosão.


Lu Lena / 2026

Mãe, vazio de mim,
No cordão umbilical
Rompido no adeus


Lu Lena / 2026

Borboleta branca,
Bate as asas pelo ar,
Faz pouso no ombro.


Lu Lena / 2026

Árvore sangra
O machado lacera
Choro da terra

Lu Lena / 2026

Galo que canta
Corpo que se espreguiça
Nasce a manhã

Lu Lena / 2026

Vem o vento frio,
Leva a saudade pra longe,
Lágrimas no mar.

Lu Lena / 2026

Pipa colorida
Dança livre pelo céu
Infância que volta.

Lu Lena / 2026

Cheiro de café
Papel branco sobre a mesa
Verso que nasce

Lu Lena / 2026

Rompe-se o elo
Filho um mundo só seu
Vento de maio

Lu Lena / 2026

O GRANDE VAZIO DIGITAL

O mundo digital virou uma Matrix que esvaziou a realidade. As ruas estão cheias de pessoas, mas sinto que falta alma, falta calor humano. Tudo ficou frio, distante e superficial — tanto fora quanto dentro das telas. É impressão minha ou o "mundo real" está desaparecendo?

Lu Lena / 2026

Se você não acredita em seu potencial, você é apenas um mero sobrevivente...

Lu Lena / 2026

Não existe nada mais revelador que ouvir nosso próprio vácuo no silêncio...


Lu Lena / 2026

O ELO INVISÍVEL
(Onde o suspiro encontra o sagrado)


Cada passo dado com presença é uma oração dita sem palavras: uma mão toca o céu e a outra, o chão. Não existe separação entre o comum e o sagrado, pois o divino não habita apenas o silêncio dos castelos medievais desenhados em sonhos; ele está neste suspiro que acabas de dar.
É o estar permanentemente consciente no aqui e agora


— porque o amanhã não tem hora.


Lu Lena / 2026

O CORDÃO QUE SE ROMPEU


(Onde a biologia termina, a saudade transborda)


Sinto um vazio em mim, você levou junto meu cordão umbilical,


me sinto avulsa no mundo, devolva minha essência para que através dela eu volte a dormir em posição fetal,


do mesmo modo que me protegias no líquido amniótico de teu útero...


Mãe!


Lu Lena / 2026