Coleção pessoal de Line_star
Queria viver intensamente, seja na alegria ou na tristeza não importa a situação sentir aquilo que eu nunca senti me arrepender e depois rir mais meu medo já me impede de usufruir do prazer que é viver de ser feliz.
O porquê do conhecer surge quando nos perguntamos sobre aquilo que não conhecemos. Logo, o porquê de eu existir surge quando não sei o porquê. Mas, se não sei o porquê e procuro conhecê-lo, encontro respostas ao me perguntar sobre esse porquê.
Então percebo que o porquê não está em você, não está no céu nem no mar, não está no sol nem na lua. Talvez estivesse em mim. Mas saí procurando o porquê, me perdi no caminho e agora nem eu sei qual é o porquê.
Mas, antes que seja tarde, você deve descobrir sozinho o porquê da sua vida, pois talvez seja justamente nessa busca que esteja o sentido do existencialismo.
Talvez o sentido já estivera em mim mais sai procurando-o por ai, talvez você leitor encontre o sentido no amor, talvez as estrelas saibam o sentido do brilhar, talvez a lua sinta a dor de não poder nadar no mar apenas o observar, talvez nem o sol suporte o seu calor, mais não é sobre astros é sobre como talvez você se incomode com o sentido de ser você em um mundo que julga até a sua própria dor.
Eu quero no final me arrepender, me arrepender de ter feito tudo quero sentir essa lacuna sendo preenchida e não esquecida que eu me arrependa de ter feito mais nunca de não ter tentado. Que eu antes de dormir lembre das vergonhas, risadas e mancadas mais depois durma tranquila por ter tentado.
Sinto uma vontade desesperadora de nadar até o fundo do mar. Há algo assustadoramente confortável nesse sentimento, e talvez seja isso o que mais dói em meu peito. Carrego um sentimento sem nome, sem direção, sem origem aparente. Não sei para onde apontar, por onde começar ou o que dizer. Só sei que estou cansada de lutar contra algo que nem consigo explicar.
É uma agonia enorme que sorri e me impede de continuar, mas eu sigo em frente, vivendo dessa forma monótona e consciente de que, muitas vezes, o arrependimento de não explorar esse mar é menor do que deixar-me afogar.
Quando a música provoca sentimentos nunca sentidos afetando a profunda camada da sua alma, seria talvez o despertamento lento de uma vida passada?
Como explicar que sou por composta bilhões de vasos sanguíneos individuais, centenas de veias principais, com em média, 86 bilhões de neurônios e ainda me sinto vazia por dentro.
“Aprendo todos os dias a viver, e ainda assim sinto que não entendi. Sou feita de melancolia e de breves instantes de felicidade. Talvez te perguntes, leitor, como se vive assim. Eu diria: não vivo — espero. Espero a onda forte que me arraste ao fundo, pois é no afundar que encontro o impulso para voltar à superfície e lutar. Mas, ao retornar, sinto saudade da dor que me agoniza — e então volto à tristeza, como se nela estivesse a prova de que ainda estou viva… e, paradoxalmente, onde reconheço a minha alegria.”
"A melancolia me traz alegria, não desejo este sentimento, mas não sinto arrependimento. Quero poder sentir outras ilusões esperançosas, mas, nessa realidade inconsistente e indiferente, sinto o desespero ardente pelo que é diferente."
"A dor que sinto não expresso, apenas vivo. É nessa dor que encontro o único ponto que me conecta a você. Então, me aconchego e sinto o conforto; não tento lutar, apenas me afogo nesse mar que mata lentamente, submersa nesses pensamentos, recusando-me a nadar."
A beleza da melancolia, um sentimento que me destrói aos poucos por dentro, mais algo tão discreto desperta em mim uma curiosidade que me puxa pra perto.
