Coleção pessoal de LeoniaTeixeira
Não proíbo meus pensamentos
nem mudo minhas escolhas,
Deus me deixou dois caminhos:
escolhi,
amar, amar e amar !
Os loucos não perdoam a ignorância
não desculpam as maldades dos lúcidos
nem se atraem,
viva a minha loucura
viva a minha falta de juízo,
viva a minha insensatez !
Leônia Teixeira
Acordei,
dançando em teu corpo
cantando teus olhos
viajei,
lindos sonhos
despertei, dormi...
de novo te amei.
Tatuei teus olhos
dancei,
marquei tua pele
passei em tua cama
deixei beijos, abraços
dei cantadas,
abri os olhos e fechei
sonhei de novo,
em teus lençóis despertei
fui a lua,
pisei o sol
quente, ardente...te toquei !
Não quero perdão
pelas minhas cantadas
nem que desculpe
meu mal jeito,
é que no amor, na paixão...
tudo é certo, direito.
Se me condenas por amar
não me absorva,
tou presa nos meus sonhos
contigo,
é meu abrigo
minha estrada...
Todo caminho me leva
me entrega,
Não quero desculpas
não peço mais nada
em troca, de volta...
o que te dei te pertence
o que roubei
é meu,
pecado, veneno !
Deixe
que o violão toque,
role,
nossa canção.
Entregue nossos medos
segredos,
fale
palavras loucas
erradas,
errantes...
goze por entre dedos
cordas,
Paixão !
Não entendi nada
também não quero mais entender,
deixa rolar...
um dia passa !
Se não passar tou nem vendo
vou fazer lero-lero, pirraça.
Vou aprender a me acostumar
já dizia um velho ditado:
de amor não se morre,
de saudade também não.
Dói...machuca o peito
sangra a alma,
mas não mata !
Vê se dá jeito nessa bagunça
se arruma essa saudade
desajeitada,
vê se conserta as batidas
do coração,
se ajeita meu sorriso
se coloca juízo no meu peito
vai tempo,
vê se manera
coopera,
tou ficando louca
ariada
perdida na vontade daquele cara
vem cá tempo
vê se deleta aqueles olhos
dos meus,
se apaga aquela voz...
risca da minha mente
exclui dos meus ouvidos,
Por favor tempo
ajuda-me,
liberta-me desse amor doente
louco,
inconsequente !
Toca lá escuto cá
mexe o corpo, o juízo !
É doideira na pele
arrepios na mente
zoeira,
remexe, balança...
sacode,
danço !
Fazer o que
se o coração não quer pensar
se manda e desmanda na minha mente,
se apaga qualquer vestígio de medo
se quero só,
um momento com você
um segundo da tua pele para me fazer eterna
em ti,
quero descansar minha loucura
te entregar meu desejo
rolar,
de baixo do chuveiro
no chão do quaro
no tapete,
na sala de jantar
fazer o que ?
Se minha loucura é a direção
que me leva
carrega,
no caminho da tua lucidez
me joga,
te faz carinho
dengo
Fazer o que,
se o perigo é sedução
se quero tomar gole
me embriagar
saciar meus anseios,
devaneios...
fazer o que ?
Se o verão está frio
se quero fazer do teu corpo
meu agasalho
abrigo,
se minha boca pede teu toque
teus beijos
carinhos,
viajando, sussurrando...
cheiros
me embriagando
consumindo
incendiando
quero fogo
vinho !
Meu olhar é criança carente pedindo colo
é carência de ganhar um beijo,
beijo de garoto maroto,
menino homem.
Meu desejo é vontade dos teus olhos
é querer saciar fome, de matar sede.
Minha sede é pedido de carinho
busca de chamego !
Não tenho religião
busco seguir mandamentos,
me sinto em casa em qualquer Igreja
Templos.
Deus "...é meu pastor... " fiel
amigo,
" nada me faltará "
todas as horas está comigo.
Pai que me guarda e me livra
dos maus, dos males...
me dá força e coragem
me ajuda a carregar os fardos
aliviar as dores,
é quem me guia
me guarda
das maldades, dos desamores.
Deus me dá o sol, o céu, o mar...
é dele todas as coisas,
dono do universo das flores.
Só Deus é meu Rei,
Professor que me ensina
perdoar, amar...
sem olhar a quem
sem julgamentos,
Deus é VIDA e me deu a VIDA.
Me fez mãe
De Maria sou filha,
me deu irmãos;
no Pai, no Filho e no Espírito Santo.
Guardo-te em gavetas que ocultei na sala da minha mente, em cantos da minha alma...de ti tenho lembranças ocultas,
escondidas em mim !
Não duvido de nós em outro tempo, sinto-te como quem já viveu em mim: dividimos histórias, palavras, silêncios...tua face vive em pensamentos meus a séculos passados...é marca presente, que habita e dorme nos sonhos meus !
És moldura que habita a parede do meu quarto e reside na mesma morada de mim. Somos nós no mesmo espaço, habitando a mesma casa,
porém, não dormimos na mesma cama, não comemos no mesmo prato nem bebemos na mesma taça. Não brindamos com o mesmo vinho, não cantamos a canção de nós nem vivemos os mesmos sonhos !
Só por agora:
Me cante, bagunce
minha mente, minha pele.
Arrepie meus olhos
dance no meu corpo
penetre,
abafe gemidos, mate vontades.
Só por um segundo:
mergulhe na minha boca
se afogue, grite.
Nos meus ouvidos,
se esfregue, se cole...
perfeito encaixe:
se envolva,
galope, cavalgue...
descanse
acalme desejos
se perca, se entregue,
se ache...
Não há versos sem teus olhos
não há festa sem tua boca
não há cheiros nem graça,
não há flores sem teu perfume
não há palavras com teu silêncio
não há olhares sem teu corpo
não há dança nem música,
não há toques nem chamego
não há sorrisos nem esfrega,
não há lero-lero nem te quero
não há sonhos nem fantasias
não há calor na madrugada
não há lençol, cama amassada.
Não há beijos de até logo
não há chau na despedida
não ha lembranças sem teu nome
não há nada quando some.
A loucura me abraça, me aperta com jeitinho...me entrego, me dou !
Me viro de todos os lados, me deixo fazer chamego, dengo...
a loucura é cúmplice de mim e aliada do meu jeito.
