Coleção pessoal de LeoniaTeixeira
Nessa dança de mim comigo mesma tento sempre da o primeiro passo, se correto ou equivocado, só o tempo vai dizer. Tempo, resposta certa para tudo !
Não posso te perder de vista meus olhos não suportariam essa saudade. Me olha vai, nem que tenha que fazer de conta que não me viu !
O silêncio da noite trouxe um grito de saudade: Ouvi tua voz, senti teu toque, uma música tocou meu corpo, o frio chamou teu nome, meus olhos procuraram os teus e nesse delírio de sonhos alucinantes me vi agarrada em você !
Mesmo sem te ter Vou te amar, assim mesmo: pelo tempo que te ver, que existir...vou te amar por todo o tempo porque estou sem tempo para te esquecer.
A loucura foi sempre para mim o melhor prato. Sabor incomparável, delícia... me lambuzo, danço no gelo, planto bananeira. O mundo vejo de ponta-cabeça. Me faço loucuras, ser louca é meu estado normal.
Fiz dos teus olhos o meu caminho, sem eles, estou perdida. Foi neles que descobri o que se chama: paixão !
Sempre que tento abri a porta pra nós você joga na minha cara a tua indiferença. Machuca viu, mas tudo bem deixa pra lá...um dia chega a minha vez !
Quantas mulheres em mim houver, todas serão iguais: firme, frágil, forte, meiga, suave, felina, doce, voraz...menina, mãe, esposa, amante. Amada, desejada, não querida, não lembrada. Mulheres, tantas que sou: mentira, verdade. Mulheres que choram lembranças, que sorriem saudades, que brincam feito criança, moleca. Mulheres de cabeça, sem noção,perfeitas, perdidas...coração.
Mulheres que tem seu dia, mas sabem, que todos os dias é mais um dia de ser o que somos: MULHERES !
Parabénssssssssssss a nós.
As vezes sou estranha, se confundo... me busco ao atravessar ruas e me acho ao virar esquinas. Até me vejo por vezes no retrovisor, mas perco, na próxima parada !
Quanto mais tento me entender mais descubro nas páginas de mim que sou livro escrito em vários idiomas...palavras não entendidas, letras não decifradas.
Sinto cheiro de gente de longe. Não sou fácil de me enganar: gente tem perfume de mato, gosto de flores, sabor de verde, frescor da manhã, aroma de chuva, beleza do mar...tem brilho da lua, simplicidade que transborda pelos poros, salta no olhar.
Gente não me confunde, me ganha !
Sempre que busco uma saída você está na porta. A chave está na sua mão. Até tento pular a janela, mas o ferrolho não abre.
Converso com flores, mar e ventania
fala com folhas, pétalas, maresia
Sinto luzes, ouço silêncios, vejo o invisível.
Corro a minha frente e me vejo no retrovisor do tempo
Sorrio de mim, de loucuras que faço, sonhos que tenho.
Sou assim: esquisita, desconhecida, não entendida
Sou verso de um poema sem rima, de música sem letras
As vezes me sinto gente que luta,sofre...
Gente que acorda e corre contra o tempo, horas que se perdem
Dias temerosos nesse mundo doente.
Pessoas não mas se amam, não mas se veem...não se encontram !
Sinto saudade de coisas que não senti, de horas que não vivi.
Sou um pouco de tantas pequenas coisas que me cercam
que me seguem, que não sinto.
Sim, sou assim: nem mesmo sei quem sou
Mas no fundo me acho dentro de mim !
Tudo em mim é saudade mesmo quando estou vivendo. É como se o presente fosse nada mais do que esqueci de viver. Olho para trás e me vejo, me reconheço, me encontro. Sou passado que vive !
De repente a mesma canção rolou. Coincidência, ou um escutava o outro ?
Música pensa, sente ao longe, conversa em segredo...é telepatia.
Olhos pensam, sentem...olhos enxergam coração, alma.
Olhos, leem pensamentos.
Olhos escutam silêncio, falam saudade...
Olhos choram lembranças !
Não estou pedindo pra voltar...não quero viver o que passou mais uma vez.
Queria apenas que soubesse, que o passado ficou em mim, marcou !
É nódoa, cicatriz, tatuagem, ferida aberta que dói, machuca, sangra...
Mais não quero viver nada mais, outra vez !
Há pessoas que usam máscaras de janeiro a janeiro. O carnaval não se acaba na quarta- feira de cinzas. Dói saber !
