Coleção pessoal de LeoniaTeixeira
Digo que os poetas são loucos apaixonados e que a poesia é alma do poeta se abrindo, se entregando a esse grande amor.
Eu enlouqueço com o cansaço que encontro nos teus olhos, com a tristeza que vejo no teu olhar e me desespero por não puder te fazer chamego, te colocar nos meus braços, te pôr no meu colo, te ninar no meu peito...e descansar o teu corpo no meu.
Belo menino de olhar cansado, lindo rapaz de olhar carente vê se me toca, me carrega...vamos a onde só a lua possa nos ver, só o mar possa nos encontrar, onde as estrelas sejam nossa cama, onde o rio se faça nossa rede, onde as flores sejam nossos lençóis e os jardins testemunhas desse enlouquecido amor.
Desajeitada, sou assim:
Mulher sem graça
Que ri de tudo por onde passa
Brincadeira de criança
Pés na lua, cabeça no chão
Chocolate, sorvete e algodão
Doce feito mel, azeda como limão
Depende, depende da ocasião !
Garota sem jeito, menina moleca
Sobe rios, desce mares
Moça desmantela,
Sonha de qualquer jeito,
Pula de ponta cabeça
Corre no ar, levada...
Arranja mil desculpas,
Inventa, cria histórias
Maluca, doida...
Pra roubar,
Roubar teu coração.
Sabe aquela saudade que chega de repente sem te dar o direito de se preparar para recebê-la, para abrir a porta e mandar entrar, tipo assim: visita indesejada, penetra...e aí, se apossa dos teus sentidos, invade tua mente e rouba tua paz.
Saudade que pode ser chamada de ladra, bandida e muito mais.
Saudade que deixa o corpo em chamas, a alma em brasa.
É essa saudade que bate em mim o dia todo, todos os dias.
Saudade...de você !
Mania de rolar olhares, mania de flertar com tua boca, mania de desejar teu toque, mania de querer teu riso, mania de ouvir tua voz... " mania de você, tardes mania" deixar rolar...no ar, eu e você.
Escancarei sorrisos
Sair cantando
Abracei o frio
Senti a brisa,
O sol piscou
Me namorando,
Flertando,
Dancei com o mar
Fui as ondas
Viajar,
Viajei sonhando
Encontrei flores
Cantei poemas
Revivi amores
Subi no vento
Desci no ar
Pisquei pra lua
Me paquerar
Contei segredos
Dividi com o tempo
Sorri lembrando
Lembrei,
Das nossas tardes
Tardes mania,
Deixando rolar
Músicas
Arrepios,
Bateu saudade
Te ter de novo
Te namorar.
Esquecer teus olhos ? Bota o cavalinho na chuva e aguenta as olhadas. Comigo é assim: nem que tussa a vaca, nem que boi berre, nem que a galinha cante, nem que o pavão voe.
Quem tiver seus maus humores que corra para longe de mim. Não abraço caras feias...não dou guarida, pão nem comida a quem de viver não sabe nada.
Vez em quando as lembranças me pegam no peito: corro nas memórias, viajo em pensamentos...chego a saudade e te aperto de jeito.
Der sorrisos para vida, gargalhadas...agradeça o sol, a lua o ar. Grite aos ventos tua felicidade, escancare a alegria. Rodopie feito flores, cante feito mar. Xingue a tristeza, mande-a embora sem pedir licença, faça birra..ame, ame muito...viva, viva cada instante eternamente, cada segundo feito horas, dias, anos...se encontrar pessoas sem sonhos, sobrevivendo apenas, atravesse a rua, desvie o caminho... evite se encontrar com pessoas amargas, mal amadas...que fazem da inveja seu prato predileto, que se delicia com a maldade, que alimenta o preconceito... corra, voe para longe. Não receba má energia, não prove desses frutos: fruto de intolerância, ignorância, arrogância, prepotência...falta, muita falta de amor.
Ser silêncio quando todos gritam
Ser flores, quando te jogam espinhos
Ser mar quando se sentir naufragar
Ser sonhos, viajar nas ondas
Ser borboletas e dançar no ar
Ser rosas e perfumar o mundo
Ser peixes e cantar nos rios
Ser lua e nascer nos montes
Ser sol, iluminar os cantos
Ser pétalas, pássaros...voar,
Teu silêncio é como faca cortante, o vazio que faz sangrar... corta pedaços de mim e arranca lágrimas dos olhos meus.
O erro fatal do ser humano é achar que não precisa de ninguém, que se basta...é acreditar que sabe tudo e que o mundo não dá o troco.
A loucura me permite ser livre, me dá o direito de sonhar nas alturas...a loucura, são pássaros em voo.
Exalo cheiro de poemas por onde passo
Deixo rastro de gargalhadas por onde vou,
Se me olhar um pouquinho, verá em mim
Notas de letras cantadas, rosas faladas
Se prestar um pouco a mais de atenção
Se perder um tantinho do seu tempo
Descobrirá, que sou pedaços,
Retalhos de cores,
Versos, flores...
Jardins, canção.
Nunca fui de roubar a cena, não possuo atrativos para isso: não tenho olhar de sereia nem andar de gazela, não ando de sapato alto, não uso vestido comprido, nem tem perfume o meu cheiro. Nunca fui de fazer ninguém olhar para os lados, olhar duas vezes para o meu canto...nunca fui sonhos. Sou o que resta do nada que nunca tive, sou o que fica nas memórias de quem não tem lembranças...Não sou de me fazer notar nas calçados que ando, nas ruas que passo. Parece-me que sou um ser invisível, um ser que não sente...avenidas, ruas, vielas...não há lugar onde eu seja vista, não há canto onde alguém me veja.
E veio ele se aproximando com sorrisos francos, olhos tristes, andar em galopes...e veio ele, sem disfarce, sem medo. Mais que ligeiro galopamos na mesma estrada, seguimos o mesmo desejo e dividimos momentos pra ficar em nós.
E ai, o tempo não espera...corra, abrace seus sonhos e viva. Viver é arte, nem todos sabem interpretar, ser personagem de sua própria história. Há pessoas passam sem deixar marcas...deixam apenas rastros, sombras do que não viveu.
