Coleção pessoal de leandromacielcortes
A gente leva tempo para aprender, entender e amadurecer. Não é o tempo, nem o amor que nos muda, transforma, mas sim as relações. O amor toca, o tempo mostra, mas as experiências deixam suas marcas.
Apenas sei que dizem, que quando acaba, morre, vira pó! Talvez não morra, adormeça ai dentro em algum lugar. Num quanto qualquer dessa sala vazia. Talvez vire retrato na parede, livro de cabeceira ou sonhos na madrugada. Pode ser! Mas se morre, porque vive na memória e nas lembranças. Porque dói tanto a saudade de ver portas e janelas se fechar? O abraço afanado, o beijo por dar, o andar que se perde e a voz que se cala. Ainda penso, ainda sinto, mesmo morrendo, ainda vivo tudo isso aqui dentro. Mesmo sabendo que virou estrela cadente! Posso fazer um pedido? Faça? Me acorde quando isso tudo acabar!
A gente nunca sabe quando os ventos vão mudar, quando as pessoas mudam ou quando o fim se aproxima. Elas simplesmente esfriam, tornam-se geladas e perdem o brilho no olhar.
Talvez ela tenha sido boba, ingênua e um pouco previsível, mas como toda mulher ela deseja apenas ser feliz. Mesmo que isso custe algumas desilusões e dores.
Ninguém vai entender suas neuroses, TPMs, fugas e deixas fatais. Porque as pessoas te compreendem apenas na tua doce normalidade, se é que me entende!
Tolo é aquele que se ilude com elogios vazios e despidos de qualquer sinceridade. Pois a inveja elogia desejando abocanhar!
Ela tem o dom de despertar em mim uma tresloucada curiosidade por seus segredos. Sei lá o que ela guarda naquela caixa emotiva e recheada de pensamentos. Só espero que me surpreenda. E que seja uma doce surpresa. Aliás que tudo nela seja docemente encantador.
O amor é um sentimento tão passível de mudanças. Circunstancial frágil e quebrável. Que amar torna-se um ato contínuo de provas e contraprovas.
Há horas em que sinto que já vivi esse momento, mesmo que aqui dentro em meus mais íntimos e desvairados sonhos.
Que teu riso seja fácil e teus abraços inquebráveis. Que não te falte atitude e te sobre coragem. Que leve consigo tudo que de mais leve há ai dentro e que não se canse de reconstruir sua fe-li-ci-da-de, quantas vezes mais forem necessárias.
Saudades de sentir borboletas no estômago. Arrepios desvairados. Beijos desconcertantes. Abraços recheados de calor. Palavras doces. Saudades de sentir aquela ansiedade que antecede àquela hora. Aquela ligeira inquietação. Aquele suor nas mãos. Aquele tremor que se sente tomar o corpo inteiro e que não se doma, nem se monta, mas nos desmonta. Ultimamente tem sido tudo tão mórbido e morno. Sempre a mesma coisa. Figurinhas repetidas. Amores irônicos e cômicos. Paixões passageiras e superficiais. Corações vazios, mas vazios de sentimentos. Corações que erguem muros ao seu redor. Saudades dessa tal felicidade!
Vai acumulando tanta mágoa, tanta raiva, tantas coisas ruins e vai-se ferindo com a ponta dessa farpa.
A saudade é uma impecável e indigesta sensação de vazio preenchido. Uma intransponível ponte dividindo dois mundos.
Abandone velhos pensamentos e deixe entrar novos sentimentos. Permita-se viver novas emoções e tresloucadas sensações. Não se prenda ao que não te prende mais . Livre-se da falsa ilusão à qual se prende o coração e não se deixe levar pela emoção. Não se condoa com o que não se doa mais a você. Deixa partir. Deixa! Permita-se ver o sol nascer de outro ângulo, outro horizonte. Na vida tudo passa. Passa e trespassa. Desprenda-se desse vício ou irá viver eternamente esse círculo vicioso da dependência de alguma coisa que já morreu fisicamente. Mas, que de alguma forma, vive e alimenta-se do que ainda resta desse amor ai dentro em algum canto, nesse bagunçado coração.
Se me prometer que tudo vai acabar bem no final. Que essa história, não será mais uma estória, abro o pára-quedas e abandono esse avião carregado de meias ilusões.
Teria dito pausadamente para você ouvir. Teria sim! Mas, foi-se matando lentamente o amor. E matou-se o amor sufocado, de tanto asfixiar-se por um amor sádico e doentio. Teria enganado essa sua desmedida vontade em ouvir isso de mim. Mas, tive de ser cruel e vazio por um instante. Pois, às vezes é bom sentir a dor de uma verdade palavreada. Dói. Eu sei que dói. Doeu em mim e sei que está doendo em você. Mas, é dor que passa e trespassa. Te amo. Amo sim! Amo, o suficiente para deixar-te livre para partir. Mesmo, gritando silenciosamente aqui dentro que fique. Desejo a você, os melhores sorrisos. Os melhores abraços. Os melhores toques. Os melhores afagos. As melhores palavras e melhores histórias. E que esse tudo seja docemente acolhedor! Que vá e sejas feliz!
Entendo perfeitamente essa sua insaciável vontade re-amar e remar para uma ilha deserta, livre de tudo que possa te trazer de volta a essa tênue realidade. Livre-se de toda essa bagagem sentimental, antes de embarcar em uma nova aventura. Não inicie pelo fim. Pois, todo fim vem sobrecarregado de intempestivas emoções, saudades e lembranças desnecessárias. Extravasa e liberta tudo que te prende nessa maleável linha chamada tempo. Sua vida é um livro aberto e inacabado. Risca, rabisca e se preciso arranca e joga fora. Deixa ir, partir o que não te pertence mais. Abandone esse insano vício de viver de estórias Permita-se recomeçar a mobiliar seu interior com novos pensamentos e leves emoções. Uma porção de sorrisos, abraços e uma doce e redecorada história.
Deixa adentrar tantos pensamentos indigestos. Alimenta uma eterna bagunça interna. E vai-se deixando levar por todas essas tranqueiras que insistem em jogar pra dentro. Vive desistindo de tudo e nesse desistir aprende a resistir ao que insiste em despejá-lo.
Eu teria resistido até o fim. Teria lutado bravamente por nós. Teria segurado com todas as minhas forças esse nó.
