Coleção pessoal de leandromacielcortes

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E acontece naturalmente. Vai acontecer. Vai dar certo. Eu sei que vai. Basta crer. Eu creio! E você?

Então, ao ouvir pela milésima vez, alguém sussurrar baixinho: Força e coragem! Passo a entender a força desse peso, dessa dor. Mas, ele, Deus! Vem e torna tudo mais leve, suave e traz paz. Paz interior, paz ao coração e acalma essa tempestade interior. Renova e revigora minha fé uma vez mais.

E a desilusão vem sempre depois. Depois de uma noite. Depois daquele: Eu te amo! É como se fosse um jogo de damas, xadrez. E vai se jogando com a sorte, até a próxima rodada. Toda sorte do mundo é o que te desejo!

Talvez entendesse, talvez não. Talvez vivesse, talvez apenas desfrutasse. E foi uma relação bonita. Às vezes é amor, em outras não. E vai se tentando. Nesse tentar, são tantas as tentações. Livrai-me de todas as ciladas e tudo que possa me atrasar e travar o andar senhor. Amém!

Se tiver que mudar, mude, reorganize, troque de lugar, transforme, borde, pinte. Só te peço, por favor, não se perca no meio do caminho. Não perca a essência. Não me perca de vista.

Ela quase nunca sabe se vai ser completo ou se vai vir em partes, pequenas porções. E quase sempre se entrega de corpo e alma. Vai vivendo, somente vivendo sem criar expectativas. Nada que possa trazer dor no fim. Porque todo fim dói. Por vezes internamente, em outras por fora, além da epiderme.

Você nunca vai entender o sorriso que ela carrega no rosto. Nunca vai saber a força que ela tem. Nunca vai compreender sua felicidade. Nunca! Porque nunca mergulhou, louca e intensamente no seu mundo. Nunca sentiu com o coração. Nunca foi além dessa superficialidade. Nunca passou de um sentimento normal. Nunca passou de um quase amor, como os demais.

Tenta, tenta, tenta novamente e se não der certo, troca. Não adianta insistir em algo que não passa de uma tentativa. Se não acrescenta, não faz falta. Se não toca, não é amor. Amor é sentimento que floresce naturalmente de dentro para fora.

É o telefone tocando, mensagem chegando, a música rolando, o vento soprando, as ilusões dançando, o coração rodopiando, o amor interior badalando solitariamente. Lá fora, observa pela janela entreaberta o tempo passar. E nesse passar, passam tantas coisas e pessoas. Sentimentos e emoções. E lá se vai o amor em meio à multidão.

Daria voz aos pensamentos, traria para
Fora as emoções e sentimentos
E daria férias à alma.

No interior vazio e silencioso, carente
De suas crianças arteiras e levadas,
Trocaria o fundo fosco.

Faria dos cacos e da sujeira entranhada
Uma fogueira. A mais bela luz
E brilho aos olhos.

Plantaria girassóis, rosas e pintaria,
Pintaria esse céu interior,
Trocaria o cinza pelo azul.

Redecoraria o interior com sorrisos,
Os mais belos. Obra prima de
Deus doada à humanidade.

E no reencontro entre almas brindaria
O amor, a vida, a continuidade
E nossas metamorfoses.

Nesse momento ouve um silêncio suprimido pelo encontro de nossos lábios. Não disse nada. Ela também não. E esse espaço em branco foi intensa e densamente preenchido pelo encontro de nossos corpos mudos e desnudos.

A gente nunca sabe onde parou.
Sabe apenas que recomeçar
É pular linhas, burlar o tempo,
Ludibriar o pensamento.

É a sequência, a continuidade, ir em frente.
É escrever histórias, viver amores,
Emoções, sem pontos, sem fins,
Apenas continuar.

É a perda da realidade, sem fugas,
Sem sonhos. É não ver mais
Com os olhos, mas sentir
Com o coração.

É deixar de fazer perguntas e silenciar.
Tornar calmo esse mar revolto
Internamente. É deixar fluir
Esse rio, mar, oceano.

É viver de projeções, o real
Dentro do surreal. O sentir
Além da pele. É sentir
Com a alma.

Me encanta o metamorfosear, a capacidade do ser humano de ser doar, de se transformar e acolher o próximo a qualquer tempo.

Era do teu cheiro, do teu calor, do teu olhar, do teu sorriso, do teu abraço, do teu beijo, da tua essência, que eu precisava naquela hora. Naquele momento. Talvez bastasse, talvez não.

O que dói, não é o fim. É a saudade que vem depois. O não ter mais, a ausência, a chegada, a saída que se perde. O riso que se apaga, o olhar que se põe e não nasce mais ao amanhecer. É a espera, de algo, alguém que nunca vem. Que não mais voltará. Os dias que se sobrepõem nesse amontoado de memórias que se acumulam com o tempo. Quisera ter tempo para uma palavra mais. Ouvir uma vez mais. Nem pensamentos, nem emoções, lembranças se propagam interiormente e trazem a luz girassóis. É mais um dia de sol, o qual reina soberano, sob nossas cabeças. Fé em Deus! Fé na vida!

De vez em quando é felicidade, volta e meia vontade, em outras saudade. Agora, por exemplo, só quero o silêncio de um sorriso, que me lace, abrace e não largue mais.

Tudo se torna especial, coisas, pessoas, momentos, quando passamos a valorizar o amor, a vida. Quando passamos a viver, somente viver, sem amarras, sem pesos desnecessários, sem nada que nos prenda ao passado. Somente com a leveza do presente, o agora, sem a necessidade da espera, sem a ânsia pelo porvir.

Não era necessidade. Não era
Carência. Era além, bem além
Do prazer. Era amor.

Ia além da cama, dos lençóis,
Do cheiro, do vestígio da
Estada. Era essência.

Foi além do entrelaçar de corpos.
Bem além da atração, do calor,
Do êxtase, do deleite.

Foi amor. Era amor. É amor.
Sem cobertas, descoberto,
Desnudo mesmo.

Às vezes é a voz de Deus, em outras somente vozes exteriores semeando a discórdia. Mas, não há mal que vingue onde existe amor é fé. Apenas que prevaleça o bem, é o que peço todo dia a Deus!

Preciso sim! Preciso tanto de alguém que preencha meus vazios. Alguém que de vida aos meus silêncios. Alguém que acabe essa linha e pule para o próximo parágrafo, sem a ânsia do capítulo seguinte. Preciso de um plantonista para minhas urgências. Preciso tanto de alguém que me desconcentre e bagunce esse meu mundinho perfeito. Alguém que transforme meus dias, essa minha insana rotina de sonhos inacabados, fantasias e ilusões fatigadas.