Coleção pessoal de leandromacielcortes

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A gente vive uma vida inteira se desculpando, pedindo perdão por erros não cometidos muitas vezes, talvez pelo medo de perder, da solidão, do conforto adquirido ou pela aterrorizante ideia de ter de recomeçar a re-amar. O certo é que cada fim, nos possibilita novas oportunidades de corrigir velhos erros.

Teria mil motivos para um drinque, mas optei pelo silêncio do meu quarto. Amor? Há momentos em que a gente necessita de um breve momento de solidão, palavrear a sós com o eu interior. Acalmar tempestades e apaziguar alma e coração. Poderia estar ouvindo uma música qualquer, mas optei pela canção de minha preferência. Companhia? Alguns pensamentos em polvorosa, algumas emoções indecifráveis e uma insônia de lascar.

Tampouco faria diferença seus argumentos, ela estava decidida a largar a pontinha desse fio que os unia, mesmo que isso viesse a doer no fim. Talvez isso seja clichê, mas apenas saiba que isso passa e depois que passa faz um bem danado.

Nunca entendi o silêncio forçado, o afastar despretensioso e o tchau forjado do adeus. Aquele eu te amo, com riso cínico e o para todo sempre, que dura o tempo de um momento, uma noite e nada mais. Coisas que a gente vai vivendo ludicamente, até que a brincadeira machuque e cause dores. Aliás, entendo, mas às vezes é bom não entender, pois a gente só aprende quando dói demais.

Toda mãe está de alguma forma certa, mesmo estando errada aos nossos olhos. Eis uma constatação, um fato!
Somente ela é capaz de sentir nossas angustias, abraçar nossos medos e tomar nossas dores para si.
Ela e somente ela é vidente, tem além do sexto sentido, talvez o sétimo, ou um GPS capaz de nos localizar interna e externamente.
Talvez você não lembre, mas eu me lembro, lembro muito bem, daqueles conselhos e ásperas palavras.
Dos inúmeros nãos. Não faça isso e seria o certo, seria se não fossem minhas insistentes manias em contrariá-la, em desdizer tudo.
Porque mãe é mãe! Alguém já dizia quando novo e depois de velho, velhos conselhos me perseguem.
Vigiam meus passos, como um anjo sem asas. Teria sido diferente se tivesse escutado e acatado suas sábias palavras, ou talvez não.
Não seria a solução para minhas equações, problemas e dilemas, mas teria feito uma grande diferença, aliás, tem feito!
Ela fala sem parar, bate mesmo palavreando, xinga, grita cobra, reclama tudo demais, mas me ama demais e eu também (Eu amo minha mãe).
Mesmo com suas imperfeições, suas piadas em hora imprópria, colocações pouco convencionais deixas fatais.
“Porque no meu tempo”! Se fossemos conjugar os tempos passados, não sei, sinceramente não sei, quando chegaríamos ao presente e se existiria futuro.
Porque o sonho de toda mãe é ter seu pupilo por perto, mesmo desejando que crie asas, mesmo fechando a porta, ela sempre nos da à chave, seu coração.
Porque mãe é mãe! Mãe é furacão, vento, ventania que logo vira brisa leve, uma doçura, o nosso doce.
Somente ela é capaz de nos amar incondicionalmente, independentemente de nossas escolhas.
Porque mãe é mãe!

Por mais que pareça algo idiota e previsível, me faz uma falta danada aquele sorriso!

Eu vou estar aqui e pela milésima vez vou te olhar, abraçar seus medos e acolher seus sonhos.

Nunca tive problemas com chegadas e saídas. Não! Simplesmente deixo a porta aberta, que entre e feche ou vá e deixe-a como encontrou.

O impossível, nada mais é que uma oportunidade para os que ousam desafiar o dito improvável. Pois, não há limites para quem tem fé!

Apesar de ainda me surpreender com o ser humano, não perco a esperança nesses seres que se dizem racionais.

Que o amor chegue e fique e tudo que tiver de ir embora, seja breve em sua partida. Que o sorriso seja leve, o abraço seja forte e a felicidade se multiplique.

Nunca sei quando é amor! Apenas sinto! Não sei se sente o que sinto, mas se sente, por favor, me diga como é sentir?

Porque tudo que era certo ontem, hoje virou pó nessa tênue linha do tempo. As pessoas evoluem, os pensamentos amadurecem e os rumos mudam. Simples assim!

Sempre haverá outros amores e outras dores, e apesar das desilusões cultivo uma fé enorme no amor!

Bonito mesmo é quando o silêncio sufoca as palavras e nos rouba o ar, devolve o brilho no olhar e o prazer em viver em paz.

A gente cai, se machuca e dói. Dói muito e mesmo doendo a gente segue andando, porque a vontade de viver é maior que todas as dores que tentam nos derrubar.

Ser inteligente é saber calar na hora certa e falar com sabedoria em momento oportuno.

O impossível é aquela pequena semente chamada incerteza que floresce na sua imaginação.

Apenas um conselho: Termine o dia com o mais belo dos sorrisos estampado na face. Sem marra, nem amarras. Pois, a gente nunca tem a certeza se o dia de amanhã será de sol e céu aberto.

Apenas saiba que uma mentira bem contada fere em dobro. Por isso, prefira uma verdade palavreada, mesmo que doa a sinceridade evita dores desnecessárias!