Coleção pessoal de LEandRO_ALissON

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"George Steiner observa que poucos seres humanos são tão abertos à tentação da violência, da crueldade e do totalitarismo quanto aqueles que vivem protegidos no ambiente artificial e burocratizado das universidades, incapazes de imaginar a 'vida real' senão como inversão truculenta de uma paz que receberam sem esforço."

Cuidado com seus pensamentos, pois eles se tornam palavras.
Cuidado com suas palavras, pois elas se tornam ações.
Cuidado com suas ações, pois elas se tornam hábitos.
Cuidado com seus hábitos, pois eles se tornam o seu caráter.
E cuidado com seu caráter, pois ele se torna o seu destino.

“O que chamamos de educação é, na verdade, ensino. E esse ensino não passa de uma distribuição de promoções sociais em forma de diplomas, na qual ninguém acha que vai aprender coisa alguma”.

“Ou há civilização religiosa,
ou não há civilização nenhuma.”

“Filosofia é a capacidade de olhar e ver o que é.”

“Amar a humanidade é, de todas as formas de amor, a mais estúpida. Porque o sujeito ama a humanidade, mas na verdade não ama nenhum ser humano especificamente. Jesus Cristo nunca amou a humanidade, amava os seres humanos.”

“Somente a partir da perspectiva da morte se pode então produzir alguma compreensão da vida. A morte é uma espécie de grande pedagoga.”

"Nunca saberemos nada, a não ser fragmentos sobre a existência do mundo. No entanto, na nossa dimensão humana isso não é um defeito em si. Não se pode exigir que sejamos como Deus."

“O ser humano precisa descobrir que não é Deus, é criatura.”

A educação é o conjunto das ações e das influências exercidas voluntariamente por um ser humano num outro, em princípio por um adulto num jovem, e orientadas para um fim que consiste na formação, no jovem, de toda a espécie de disposições que correspondem aos fins a que é destinado quando atinge a maturidade.

Só um amor ilimitado ao bem nos dá a força de olhar o mal com a frieza necessária para combatê-lo eficazmente. Se você ainda fica chocado com o mal, é porque resta no seu coração uma esperançazinha de que ele se torne bom.

“Sou jornalista, especialista em idéias gerais. Sei alguns minutos de muitos assuntos. E não sei nada.”

Os sentimentos não são guias confiáveis porque são um tipo de "eco sensorial": eles não determinam o que o sujeito é agora, mas apenas contam algo do que o sujeito já foi. Seguir os sentimentos é como guiar-se por um passado que nunca é reavaliado.

A idéia do "Bem" deveria nos espantar: como pode existir algo que oferece mais do que recebe? É como uma máquina que produz mais energia do que consome. Depois de um trabalho meditativo surge outra idéia espantosa: o "Ser" e o "Bem" são conversíveis; "Ser" e "Ser Bom" são exatamente a mesma coisa.

Você já se observou fazendo algo que você sabe fazer muito bem? As coisas que precisam ser mudadas para obter um bom resultado quase que se destacam sozinhas, de tão impregnado que você está dos princípios formais daquela atividade. Para ter uma vida boa é necessário o mesmo processo: quanto mais você estiver impregnado da idéia do "Bem", mais você vai captá-la nas coisas.

“Com a morte, a opção de vida do homem torna-se definitiva. A sua vida está diante do Juiz. A sua opção que tomou forma ao longo de toda a vida pode ter características diversas. Pode haver pessoas que destruíram em si próprias o desejo da verdade e a disponibilidade para o amor. Pessoas para as quais tudo se tornou mentira”.

O exagero é a marca da insignificância.

Mostrar respeito a quem não o merece é aviltar a dignidade humana. Mas, no Brasil, é a primeira das obrigações cívicas.

Respeito, afinal de contas, é noção hierárquica: sem o senso da distinção entre o melhor e o pior, o alto e o baixo, o excelso e o vulgar, não há respeito possível. Nietzsche já observava: Quem não sabe desprezar não sabe respeitar.

A tentação dos temas vastos e abstratos revela amadorismo, despreparo, presunção juvenil e esterilidade. Nada do que se vem publicando com esse espírito sobreviverá na memória das próximas gerações, por mais que seus autores se badalem uns aos outros até o limite da demência megalômana...

A envergadura de um livro não se mede jamais pelo gigantismo do seu tema, mas, ao contrário, pela destreza com que seu autor chega a verdades essenciais pelo exame de detalhes concretos...