Coleção pessoal de LEandRO_ALissON

681 - 700 do total de 3033 pensamentos na coleção de LEandRO_ALissON

Nas respostas fornecidas pela fé, se abriga a profunda sabedoria da humanidade e que eu não tinha o direito de negá-la com base na razão, e que, acima de tudo, só essas respostas atendem à questão da vida.

Há perigos tão temíveis que infundem no coração, mais que o medo de enfrentá-los, a recusa de enxergá-los.

"Não deixes de imitar a conduta dos santos e dos homens de bem."

"Só há duas fontes de conhecimento: a intuição e o testemunho. Intuição não é 'apreensão pelo subconsciente', 'penetração no interior das coisas', 'sentimento de identificação', nem nenhuma dessas patacoadas. É PERCEPÇÃO IMEDIATA DE UMA PRESENÇA. Um raciocínio ou demonstração lógica não passa de um encadeamento de percepções intuitivas da identidade ou diferença entre proposições (presentes à consciência). Tudo o que não é conhecimento intuitivo é confiança num testemunho. Não há uma terceira maneira de conhecer. Isso NÃO É diferente na religião e na ciência."

Só depois de renunciar a qualquer rancor, que é um dos grandes inimigos interiores, é que o homem encontra a alegria de viver.

A força que tiramos do rancor e da irritação é apenas fraqueza.

Não há nada de errado em celebrar uma vida simples.

Há mais sociologia em Balzac e mais ciência política em Dostoiévski do que em todas as faculdades de ciências sociais do mundo.

"[...] E se é fato que 'chegará o momento em que cada um, sozinho, privado de todo contato material que possa ajudá-lo em sua resistência interior, terá de encontrar em si mesmo, e só nele mesmo, o meio de aderir firmemente, pelo centro de sua existência, ao Senhor de toda Verdade', não é menos verdade que está somente nas mãos de cada qual dizer a este mundo sedutor e ameaçador: [...] 'Podes latir, mas não podes morder, a não ser que eu o deseje'."

Uma sociedade voltada para a busca de um ideal religioso, moral ou cultural universal, e dotada dos instrumentos educacionais capazes de viabilizar a realização humana de seus membros, produz, certamente, uma esplêndida floração de individualidades vigorosas e ricas que, por sua vez, contribuem para o progresso e o brilho da sociedade.

[...] a neurose do idealista exaltado tem sua origem na soberba, pois o ego, ao identificar-se com a imagem do ideal, atribui a si mesmo, atual e efetivamente, qualidades que só lhe pertencem de modo virtual e por espelhismo. É uma forma de autolatria. Quando os teólogos dizem que a soberba é a raiz de todos os pecados, é isto o que eles têm em vista: o idealista exaltado corrompe o bem na sua própria raiz, corrompe-o na medida em que tem por ele um amor egoísta.

A banalização consiste neste nivelamento-por-baixo do sentimento moral e estético. Ela permite que o indivíduo adote, como normais e indiferentes, atitudes e opiniões que antes lhe pareciam imorais e desprezíveis. Não raro a mutação apaga blocos inteiros da memória, de modo que o indivíduo, para sustentar com alguma coerência o seu novo padrão de comportamento, chega a negar os fatos mais óbvios e patentes que presenciou.

A inversão banalizante só pode ocorrer mediante uma mutação súbita, longamente preparada no subconsciente. [...] Quebram-se, assim, inúmeras cadeias de reflexos condicionados que constituíam a base subconsciente do comportamento, e o homem se vê num estado de indeslindável confusão.

Interpretar cada opinião pessoal minha como se fosse instrução disciplinar dada a um grupo militante é coisa de gente que, na cabeça, só tem mesmo discurso militante.

A MÍDIA BRASILEIRA é essencialmente golpista e cúmplice de assassinos em massa.

A exaltação imaginativa é um estado em que a mente, embevecida com o seu ideal, se identifica mais ou menos inconscientemente com ele e atribui a si as perfeições que a ele pertencem, como se já as tivesse realizado. [...] O exaltado toma o potencial por atual, imaginando possuir as perfeições a que aspira.

Encarado psicologicamente ou teologicamente, o ideal de perfeição humana sugerida pela imagem do divino é a meta obrigatória e universal da existência humana sobre a terra, e a perda deste ideal é, segundo [Paul] Diel, a causa das neuroses.

A repressão da consciência moral, como demonstrou Igor Caruso, está na base de muitos distúrbios neuróticos. A neurose apóia-se num complexo jogo de racionalizações e compensações que falseia completamente a posição existencial do indivíduo, como uma bússola viciada.

O ideal é a coluna mestra e a força da personalidade. Traí-lo ou esquecê-lo é entregar-se, de ossos quebrados, nas mãos da contingência e do absurdo.

O ideal é a medida efetiva do tempo existencial, o padrão de intensidade e profundidade da significação dos momentos. Sem ideal, os instantes e os lugares se homogeneízam na massa do indiferente, após a breve excitação casual que os torna interessantes.