Coleção pessoal de LEandRO_ALissON

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No meio de qualquer dificuldade encontra-se a oportunidade.

Não é sinal de saúde estar bem adaptado a uma sociedade doente.

"Alimentar os pobres é uma boa obra, nobre e útil; porém, alimentar-lhes as almas é ainda mais nobre e mais útil"

A verdade não pode ser trazida para baixo; é o individuo que deve fazer o esforço de ascender até ela.

"O que você realmente deve buscar, em um mundo que sempre nos confronta com surpresas desagradáveis, é a integridade intelectual: a predisposição de encarar os fatos, mesmo quando eles estão em desacordo com as suas ideias, e a capacidade de admitir erros e de mudar de rumo.”

Infelizmente, as percepções intuitivas mais vivas e diretas só podem ser expostas em linguagem poética, que é nebulosa, ou em linguagem lógica, que os idiotas tomarão como simples demonstração dedutiva e diluirão em mil discussões cretinas. A marca inconfundível da total inépcia filosófica é a incapacidade de distinguir entre um raciocínio lógico e a transposição lógica de uma experiência intuitiva. Essa incapacidade, às vezes, dá uma tremenda impressão de intelecto sofisticado.

Aquele que espera entender algo da realidade analisando as palavras da Bíblia, em vez de primeiro sondar a sua própria experiência interior para então poder saber do que a Bíblia está falando, esse atua na pura esfera do automatismo verbal desprovido de profundidade e densidade. Isso não é ler a Bíblia: é estragá-la.

Quem se arrepende perante Deus é o topo do seu ser, a sua parte mais elevada e altiva, o núcleo mais luminoso da sua autoconsciência. Se não é daí que vem o arrependimento, não é arrependimento, é só vergonha de estar nu. O arrependimento verdadeiro não se refere a nenhum dos seus miseráveis pecadinhos cotidianos, grandes ou pequenos, mas à suprema e única tentação, da qual nascem todas as outras por reflexo longínquo: a tentação de sentir-se uma entidade espiritual autônoma, sem raiz no eterno.
Só aquele que se conhece, que domina o panorama da sua alma desde o topo da sua autoconsciência pode saber o que é o arrependimento verdadeiro, e esse arrependimento é total e instantâneo, é uma graça indescritível, que muitos só alcançam na hora da morte mas que às vezes, por uma espécie de graça em segunda potência, se torna acessível em vida.

O arrependimento profundo, quando acontece, não tem nada de tristeza e depressão. É um acontecimento cheio de júbilo, no qual a alma, com esperança infinita, se entrega das mãos de Deus, dizendo: "Meu Pai, eu não presto. Refaça-me à Sua maneira."

Iluminismo e liberalismo estão certos nos valores que afirmam e errados naqueles que negam. Leibniz já havia observado que isso acontece com muitas filosofias.

A verdade é como um leão; você não precisa defendê-la. Deixe-a solta, e ela se defenderá a si mesma.

Uma vez mais, estamos perante uma espécie de prostituição semântica, que neste caso tem até nomes muito precisos: relativismo e multiculturalismo. Estas ideologias pretendem fazer-se passar por posições de tolerância relativamente a culturas e práticas e crenças diferentes das nossas; na verdade, no entanto, escondem uma incapacidade radical de compreender e praticar a tolerância. [...] A resposta é que não se trata verdadeiramente de tolerância, dado que eu começo por admitir que não há verdades neste domínio; logo, os outros nunca estão errados. [...] O relativismo e o multiculturalismo são sucedâneos da verdadeira tolerância quando não se tem a capacidade mental para ser verdadeiramente tolerante. A tolerância é tolerar o que consideramos errado.

Você pode ignorar a realidade, mas não pode ignorar as consequências de ignorar a realidade.

Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.

Filosofia não é uma disciplina objetiva, mas a condição de toda objetividade de conhecimento. Não é uma disciplina da "área de humanas", mas a condição para se classificar todas as áreas.
Nesse sentido, eu realmente não consigo entender como um professor de filosofia pode usar sua disciplina para doutrinação ideológica. Ele precisa ser muito pilantra para falsificar a próprio natureza do conhecimento filosófico.

A doutrina cristã do livre artítrio é uma ANTROPOLOGIA FILOSÓFICA, não uma psicologia. Ela se refere à espécie humana enquanto tal, no seu sentido mais universal e genérico, e não ao indivíduo concreto tomado num momento dado da sua existência real. "O homem" tem livre arbítrio, mas ESTE homem, ESTE indivíduo, pode estar privado do exercício do livre arbítrio como está privado, em maior ou menor grau, do uso da razão. É a diferença entre o pecado isolado e o VÍCIO. Dizer que todo pecador tem a qualquer momento a liberdade de se abster do seu pecado vicioso, só não o fazendo porque não quer, é confundir o universal com o particular, o necessário com o contingente, a essência com o acidente, e proceder como os maus pastores de que fala Mateus, 23:4: "Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens. No entanto, eles próprios não se dispõem a levantar um só dedo para movê-los."

No meu modesto entender, todo diploma de letras ou ciências humanas obtido numa universidade brasileira deve conferir ao seu portador o direito de cortar cana pelo resto da sua vida.

Nunca estudei a filosofia de fulano ou beltrano para conhecê-la apenas, mas para ver se com a ajuda dela conseguia apreender algo dos objetos a que se referia. Se não me ajudavam nisso, perdia todo interesse por elas, mesmo porque não estava em busca de um DIPROMA.

Saber o que os filósofos disseram sobre isto ou aquilo é, segundo Aristóteles, o começo da investigação filosófica. No Brasil é a finalidade dela.

Todo sujeito incapaz de apreender um problema filosófico pode, no entanto, perceber por mera leitura como esse problema aparece formulado em Kant, em Hegel ou em Nietzsche. Assim, cria-se uma filosofia sem assunto próprio e reduzida a "uma atividade com textos", como dizia o prof. Gianotti. É um fenômeno exclusivamente brasileiro, desconhecido no resto do mundo.