Coleção pessoal de LEandRO_ALissON
O burguês nada despreza tanto quanto à pobreza, que ao cristão, pelo contrário, inspira uma espécie de temor reverencial como imagem fiel da condição humana inteira. Não foi à toa que a Igreja fez dela uma obrigação sacerdotal. Desprovido da fé cristã, o pobre sente vergonha de não ser um burguês, e, quando não consegue tornar-se um por suas próprias forças, se apega às promessas do socialismo. Se essas promessas sempre falham, não é porque sejam traídas no caminho. É porque são, desde a base e a origem, uma farsa macabra: ninguém pode libertar o oprimido começando por escravizá-lo à escala de valores do opressor.
Em última análise, viver não significa outra coisa se não arcar com a responsabilidade de responder adequadamente às perguntas da vida, pelo cumprimento das tarefas colocadas pela vida a cada indivíduo, pelo cumprimento da exigência do momento.
Nem todo conflito é necessariamente neurótico; certa dose de conflito é normal e sadia. De forma similar, o sofrimento não é sempre um fenômeno patológico; em vez de sintoma de neurose, o sofrimento pode ser perfeitamente uma realização humana, especialmente se o sofrimento emana de frustração existencial. (…) A frustração existencial em si mesma não é patológica nem patogênica. A preocupação ou mesmo o desespero da pessoa sobre se a sua vida vale a pena ser vivida é uma angústia existencial, mas de forma alguma uma doença mental. É bem possível que interpretar aquela em termos desta motive um médico a soterrar o desespero existencial do seu paciente debaixo de um monte de tranquilizantes. Sua função, no entanto, é guiar o paciente através das suas crises existenciais de crescimento e desenvolvimento.
"Amar é a única maneira de captar outro ser humano no íntimo da sua personalidade. Ninguém consegue ter consciência plena da essência última de outro ser humano sem amá-lo. Por seu amor, a pessoa se torna capaz de ver os traços característicos e as feições essenciais do seu amado; mais ainda, ela vê o que está potencialmente contido nele, aquilo que ainda não está, mas deveria ser realizado. Além disso, através do seu amor, a pessoa que ama capacita a pessoa amada a realizar estas potencialidades. Conscientizando-a do que ela pode ser e do que deveria vir a ser, aquele que ama faz com que estas potencialidades venham a se realizar."
Em história, quando você tem de apelar para explicações sociológicas, é porque você não tem a narrativa histórica certa. A explicação sociológica é meramente hipotética.
Há anos eu descobri que isto é um princípio: jamais aceite explicações sociológicas quando elas estão ali para substituir a verdadeira explicação histórica, que é a narrativa real do que aconteceu, efetivamente como se passou.
O Homem não deve perguntar qual o sentido da sua vida, mas ele deve perceber que é a vida é que o pergunta.
Corporativismo universitário existe por toda parte. As atividades intelectuais tornam-se profissões regulamentadas pelo Estado e burocratizam-se até o último grau da chatice. A diferença específica do Brasil é que aqui a corporação é toda de incapazes. É a ignorância espancando a inteligência com um porrete estatal.
"Qual o valor de viver, se não for lutar por causas nobres e tornar este mundo confuso um lugar melhor para aqueles que viverão nele depois de termos partido? De que outra forma podemos nos colocar em uma relação harmoniosa com as grandes verdades e consolações do infinito e do eterno? E eu confesso minha fé de que estamos marchando em direção a dias melhores. A humanidade não será abatida. Estamos prosseguindo, oscilando bravamente para a frente, ao longo da grande estrada, e já atrás das montanhas distantes está a promessa do sol ".
Reconhecemos uma paixão pela facilidade com que, por ela, nos privamos do resto. Ubi amatur, non laboratur. Aut si laboratur, labor amatur.
É a minha prece de sempre: Eu não sei o que é ser bom, mas o Senhor sabe. Faça, portanto, que eu seja bom sem saber.
