Coleção pessoal de lavinialins
Há quem pense que precisa se conhecer...
talvez, precise apenas reconhecer quem já sabe que verdadeiramente é.
Quem disse que a gente não pode errar,
que não pode chorar,
que não pode dançar na chuva?
Quem disse que uma curva é ruim,
que não se pode ser tão feliz assim,
que a vida é curta?
Quem disse, talvez não tenha sentido o doce sabor, mesmo que por fração de segundo, da liberdade de ser quem realmente é...
Fertilizo em mim pensamentos bons. A maldade que há lá fora não germina aqui. Esse é o meu exercício diário...
Psicoterapia é mais do que "se conhecer".
É uma oportunidade para ouvir-se, reconhecer-se... um processo de promoção de autonomia emocional que lhe abre a possibilidades e estratégias para lidar com o que lhe atravessa. E isso é cura!
Lembra daquela criança que corria pela casa, bagunçando tudo, sorrindo à toa, sem medo do amanhã, sem amarras, sem dores?
Ela continua aí, dentro de você. Visite-a. Abrace-a. Seja ela hoje. Só hoje...
Hoje darei a mim um dia sem dor, sem muitas cobranças, sem qualquer sentimento de culpa...
Hoje eu vou me acolher, me abraçar e fazer algo bom por mim mesma/o.
Porque eu posso. E mereço.
Você me pergunta se eu me escondo atrás das palavras.
Eu te digo: sou verso. É você que não sabe me ler...
Dentre as coisas que o isolamento tem nos ensinado, a certeza definitiva de que para se fazer presente não é preciso estar perto...
... e diante de nós mesmas/os, sem a "desculpa" da falta de tempo, da falta de "cabeça", somos convidadas/os a refletir sobre o que nos atravessa, nos assombra, nos move, nos motiva. E isso dá nó na garganta, dá embrulho, faz a respiração mudar. Se pela certeza de que está tudo bem, ou pelo contrário extremo, o parar para pensar é fundamental. O movimento a que ele nos convida é essencial. A vida que passa, no segundo da reflexão, é prova da nossa existência, que há pouco parecia congelada, pois funcionava no automático de uma rotina sem mergulho nos nossos afetos. Crescer dói. Olhar para o reflexo que vem do nosso espelho, por vezes, também. Mas dor passa. Dor pode ter cura, pois somente por meio dela é que a gente descobre que algo precisa ser feito. E que a gente faça, ou hoje ou amanhã... no nosso tempo. Que venha!
Ficar em casa tem sido um desafio - não somente porque nos cansa a eventual rotina da mesmice, mas porque, definitivamente, estamos diante de nós mesmas/os...
Dentre as mil formas de dizer "eu te amo", a que tem sido mais importante nos últimos dias: "como é que você está hoje?"
Se para estar com alguém você precisa esquecer de você, reforça-se a certeza do quão interessante é estar com você mesma/o.
Se as dores do corpo, visíveis que são, precisam de cuidado, imagina as da alma, que nem sempre dão forma à sua dimensão...
Por um mundo com menos pessoas que nos digam o que fazer com o que sentimos, e mais pessoas que nos acolham, sem julgamentos...
Não se trata de alcançar a "cura", mas de encontrar estratégias que possibilitem lidar com a dor de uma forma que ela não impeça mais que a vida aconteça...
Quando se trata de saúde mental, não é a/o cliente/paciente que tem que se adaptar à teoria dominada pela/o profissional.
Em contrário, a teoria e o domínio técnico da/o profissional, junto com sua ética - sobretudo humana - , que têm de somar esforços para gerar significado à intervenção, produzindo efeitos positivos durante o processo e, principalmente, após a sua finalização, em benefício da/o cliente/paciente.
Observe as pessoas bem-sucedidas... elas costumam ter duas características básicas: dedicação e amor incansáveis!
