Coleção pessoal de jucsom
A desigualdade do Brasil é um problema pequeno, pois começa na nossa casa, no nosso trabalho... começa no modo como nos relacionamos com cada pessoa, individualmente, a nossa volta!
Não adianta ter tinder, grindr, badoo, lovoo, blued... Nem tantos outros. Não adianta ter satélite rastreador e nem um programa com afinada capacidade de busca. Enquanto não aprendermos a manter os próximos ao nosso lado a procura nunca vai acabar! É mais fácil preservar o amor que já possui do quem mendigá-lo onde não tem.
Acordei hoje e vi o mundo por uma janela diferente, mas ainda estava no mesmo quarto da mesma casa em que acordo quase todas as manhãs. Deixei o leve toque do sol me aquecer enquanto filosofava na razão por trás de tamanha mudança. Eu certamente não fui arrebatado, nem abduzido. É algo diferente embora o mundo ainda seja o mesmo. Talvez seja mais simples do que eu queria que fosse.
Só uma coisa mudou e não foi a janela por onde olhei e nem o que eu via através dela. Somente eu mudei, estou diferente e por isso eu vejo mais luz agora, não por ter aberto os olhos, mas sim, por libertar minha alma dos medos e inseguranças. Ingenuamente eu acreditava que aquilo tudo me protegia.
Não sou mais um fruto rígido e insosso. Amadureci!
Vejo tudo diferente agora e gosto do que vejo!
Por que sociedade?
Por que quando um soldado morre ele estava cumprindo seu dever e quando um bandido morre ele é vítima do abuso de poder?
Por que o tiro do bandido é um grito de desespero e o do soldado é um ato de crueldade?
Por que sociedade?
Por que acham normal um soldado morrer em serviço deixando a família desamparada, enquanto o bandido dorme e come as custas de quem ele frequentemente rouba?
De que vale escrever nas nossas bandeiras a palavra liberdade se nessa terra precisamos de grades para nos proteger?
Quem realmente está preso? O bandido que tem tempo e energia suficientes para procurar um cidadão indefeso ou o trabalhador que muitas vezes enfrenta duas jornadas (sem tempo e esgotado)?
Até quando aceitaremos o silencioso toque de recolher? Não há gritos nem sirenes marcando a hora de ir para casa, mas nosso cotidiano é certo e quando anoitece, piora, ninguém está seguro. - Volta senhor Liberdade, para seguras e lindas grades de sua restrição, e torça, torça para não ser invadido!
Até quando sociedade?
Até quando vamos esquecer dos soldados que morrem nas guerras do outros?
Até quando vamos dar dignidade para quem rouba sonhos, tesouros e vidas alheias?
Vivemos em uma temporada de caça, mas nem todos os dia precisam ser do caçador!
Precisamos aprender a trocar as póstumas por odes aos heróis.
Acorda sociedade!
Amor é brincadeira séria...
é pega-pega, lutinha, beijos, carinho e abrações,
é cutucar o outro quando está de cara fechada, é risos e, às vezes, arranhões.
Amor é coisa séria...
é a companhia da gripe alheia em dia lindo de sol,
é escolher ficar, mesmo tendo alforria em sua prol.
Amor é historia séria...
é sorrir com a mensagem de "bom dia" e chorar as dores do outro,
amor é coisa de louco, é querer gritar "eu te amo" até ficar rouco.
Amor é mágica séria...
é a luz que afeta os olhos, mas não deixa cego,
é o dom de ver a alma amada além do próprio ego.
Amor, fala sério...
é aquele estranho medo velado sobre o amado,
é temer acordar do sonho sem ter ele ao seu lado.
A gente apaga constantemente os sentimentos com a intenção de se defender e aos poucos precisamos de doses maiores de anestesia para alma, pois qualquer dor parece tortura.
Com a intenção de proteger o coração cingimos sentimentos, mas não importa quão perfeita seja essa cirurgia, sempre há uma cicatriz, um vazio.
A gente se acostuma a não lutar pelo amor que um dia nos torceu o braço e nos jogou no chão.
Por achar que toda relação será igual e por não acreditar em mudanças preferimos lutar contra o amor, contra essa força que comumente confundimos com fraqueza.
Às vezes, quando o amor nos doí, nos fere; é porque o outro lado está morrendo de medo e como um animal, acuado, não faz distinção entre mocinho e vilão, porque assimila todo gesto como uma possível agressão.
Nem toda dor sangra! Criar um futuro que ainda não existe amplifica qualquer sofrimento e reduz qualquer possibilidade.
Esse mundo é de bater ou correr porque ninguém quer apanhar. Fugimos, aos poucos, de nossos sentimentos e usamos como desculpa o temor ao sofrer para justificar a opção covarde de fugir e se esconder...
Chances são como aquelas pedras que jogamos na água tentando fazê-las saltar sem parar o mais longe possível e que se não houver o mínimo de esforço a pedra afunda. Você vai precisar de sorte para que o vento não se torne um obstáculo maior do que a própria gravidade, além disso, se você não transferir força suficiente ou se colocar força demais a pedra não fará nada mais além do que já se espera que uma pedra faça ao tocar na superfície de uma água. Então não jogue qualquer pedra em um momento aleatório. Se as chances são essas pedras a força é sua capacidade de agir sutil porém firme em relação ao momento certo, seja o escolher a melhor pedra, o melhor momento ou simplesmente escolher ser apenas um espectador de quem se atreve nesse jogo.
Na vida temes muito há perceber do universo sem sentido e é nas coisas do coração que a gente fica perdido, pois nele, sem nenhuma explicação há um abismo vasto e profundo onde qualquer detalhe que pesa mais que chumbo.
Para odiar uma pessoa você pode acumular diversos motivos, mas para amar alguém, você só precisa de um: que ele exista!
Amanheceu, na selva de pedra e o rugir do leão ecoa em cada ser, individualmente, ironicamente ninguém escuta. Os leões da selva de pedra gritam mais que qualquer outro, gritam forte. Um bramir imaculado, gritam por liberdade, gritam para dentro dando voz ao interior. E nesse ritmo a selva de pedra cria em cada um o seu mundo particular, e o leão (preso, não cabe na selva, não cabe no mundo) ainda quer se libertar!
Não se fazem filmes de terror como antigamente, assustador hoje em dia são só as notícias de desastres anunciados nos telejornais.
#OMAIOREXERCITODOMUNDO | Enquanto nosso grito for uma causa própria, jamais iremos motivar a maioria.
Chega de dizer não aos problemas que você vive individualmente.
O erro das pessoas não é o abuso de mulheres ou crianças, são todas as formas de abuso.
O desrespeito não é das autoridades ou dos idosos, o desrespeito virou bandeira de todas as formas de rebeldia.
Não é o racismo ou homofobia, o machismo ou tradicionalismo que corroem a humanidade, pois direta ou indiretamente você é ou tem um próximo de outra raça, sexualidade ou gênero e que sofrendo também lhe fará sofrer.
Não é do negro, do índio o problemas de achar que cor é caráter, assim como não é dos homossexuais o problema de achar que amar um igual é pecado.
Não são meus esses problemas, não são deles e sim NOSSOS todos esses problemas e qualquer outro no âmbito social.
Temos que parar de levantar bandeiras caracterizadas pelas cores e marcas de nossas causas limitadas e começar a levantar a bandeira branca que representa a paz em qualquer guerra.
Uma dor não é maior que a outra.
Nenhuma lágrima arde mais que as outras.
Estamos todos calejados pelo egoísmo de lutar para vingar as cicatrizes particulares, enquanto seríamos muito mais fortes se lutassemos todos juntos, unidos contra todas as formas de preconceitos, abusos e doenças da sociedade.
O respeito tem que ser de todos e para todos sem melhores nem piores.
Não se vence uma guerra criando cada vez mais novas intrigas para batalhar.
Sejamos pragmáticos, para que tantas leis e acordos se cada um só conhece e segue a que mais lhe oferece vantagens?
Lute, mas leve seu espirito guerreiro para defender uma causa que seja maior que você, que mude o mundo como um todo e não apenas seu mundinho particular, pois mais humano não é o que sangra e sim o que reconhece a dor das feridas alheias.
