Coleção pessoal de JoseRicardo7

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⁠Quarteto.

Um quarteto sonhado...
Pelo tempo foi engenhado...
Eu...
Minha inspiração...
O poema...
E a poesia...
Ansioso não...
De alma decente...
Sedenta como um dromedário....
Fui buscar uma fonte...
Dentro da minha imaginação....
Sem saber esperar...
Atrelei meu instinto de poeta...
Cujo é ele que me faz chorar....
Intenso é...
O rio que jorra em meu olhar...
A cada segundo eu grito alto...
Digo a ele em murmúrios....
Lava-me oh Rio...
Lava-me oh águas mansas com teu querer...
Eu tenho sede....
Mata a vontade desse poeta...
Minha respiração é ofegante....
Desejando-te em minha inspiração...
Sou eu que te peço....
Mata minhas vontades....
Refresca minh'alma...
Dos meus segredos...
Você sabe de tudo...
Sou possuído por uma força tamanha....
Cala-me então...
Quero te contemplar até chegar ao oceano...
Seguir seu curso até você despejar no mar....
No vagar dos meus olhos...
Te busco em versos...
De ti...
Invento poesias e estrofes...
Tu...
Me conheces bem...
Oh Rio de água doce...
Água que brota nas montanhas....
Sou eu que te quero...
Minha pele e fria...
Mas sou de cabeça quente....
Sou sedento sim....
Estou aqui...
Ao seu dispor...
Estou a deriva...
Eis aqui...
Uma prova do que te escrevo....
O poema é inspirado por mim...
Mas ele e seu....
Pela pureza de ti que cai do céu...
São Águas que sobem e tornam voltar....
Registro esse poema....
De tudo que tu me dás....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Sabores e seus segredos


Os sabores e seus segredos....
Amargas são as ervas medicinais...
O segredo não está no fel....
O beijo roubado não atrai olhos sem uma autorização....
Envelheci foi beijando....
Um verso meu na palma de minha mão...
Está na raiz....
Cada toque tem seus reajustes...
Aos poucos...
Vamos delimitando o botão....
Vidas opostas....
No ramo da conjugação....
Uns faltavam o pensamento voltado ao orçamento...
E o preço...
É aquele que não se clama por valores...
Está na junção....
Bem sei eu....
A dor que uma alma passa...
Entre a folha e a flor...
Duas parceiras que não querem perder a batalha...
Uma exala o ar...
A outra exala odores...
Cresci e presenciei....
Na longa estrada que nunca há de terminar...
Ja perguntei ao chofer...
Onde está o terminal....
Nunca me falaram....
Apenas diziam...
Faça sua conexão...
Ou se escale no corrimão....
Venci a raiva....
Me concedendo o perdão....
Brotou então uma semente....
Venci o palavrão....
No caule da árvore...
Ficou a marca da razão....
Iniciei outra vida....
Dando prazer a essa inspiração....
Regalei minha face....
Dando motivos para essas dores...
Provei do mundo...
Regorgitei o que era doce...
Demorei mas temperei....
E descubri o grande segredo....
Nas doses usadas....
Tive eu uma decisão...
Tudo que é demais...
Faz mal pro coração....
Um novelo....
Um bolo de linhas em mãos...
Agulhas entrelaçando....
Um sentimento sem erosão....
Me vesti....
Nesse trançado bordado....
Degustando o que eu perdi....
E vou assim....
Curvando minhas agulhas...
Esse crochê ainda não terminou...
Porque o real segredo...
Está em não desperdiçar...
O que foi bem temperado...
O futuro nunca terá mágoas...
Na rachadura de um verso....
Posso até ele soletrar....
O-N-D-E.....H-Á....A-M-O-R....
T--U-D-O......T-E-M.....S-A-B-O-R
Se posso chamar isso de poema
Embrulho ele e não vendo...
Até porque...
Meu novelo ainda não terminou...



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Plena

Plena é essa vida....
Plena de amor...
Plena de paz...
Vida gloriosa e honrosa...
E muitos são os seus segredos...
Entre os murmúrios...
Contém Choros ,risos e mágoas...
Temos também o ódio como um oculto companheiro....
Entre os encontros e desencontros da vida....
A ansiedade forçada...
Se faz de morada mortal....
Mas o que fazer para isso cessar...?
As tempestades não são apenas chuvas....
Também podemos interpretar de maneiras diferentes....
Rancores e odores estão em todo lugar...
Em vão seria...
Alimentar o balanço que Insiste em balançar apenas para um lado...
Em nossa existência...
Existem bancos de dados...
Uns são vistos por qualquer olhar....
Outros são criptografados com tecnologia do Criador...
No âmago de cada coração....
Existem lacunas...
Umas abertas demais....
Outras são pausadas e ficam na espera por uma oportunidade....
Na cadeira que sentamos....
Até elas precisamos limpa-las....
Em escritas que foram feitas com pontas finas....
Algumas são agulhas extremamente afinadas....
Essa plena senhora vida...
Devemos nela nos embebedar o tempo todo...
Encantada é a estrela...
Que paira na imensidão...
Sorrir sempre é o que todos nós precisamos fazer...
Em cada face e em cada olhar...
Existem várias interpretações.....
Felizes são aqueles...
Que não rasuram a vida com o lápis desapontado...
E uma vez bem afinado...
São faceis de ver as escritas....
Mas também são visíveis...
As dores das feridas.....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Confissão.



Oh Senhor...
Oh todo poderoso...
Faço essa escrita...
Não só por mim...
Mas por todos ao meu redor...
Me separando de todo mal...
Me apartando de todas as trevas...
Perante a tua lei....
A SEPARAÇÃO É FORTE...
Abrindo meus olhos...
Das forças que tu tem...
Quero eu oh Rei dos céus e da terra...
Em todo amor que tu tens...
Nele quero me transbordar....
Na rasgadura de minh'alma....
Digo de voz fechada....
Porque minha voz se calou....
Ah se eu soubesse....
Ser diferente do mundo...
Não falaria palavras...
Não teria feito coisas erradas como eu fiz...
E sim...
Derramaria toda lágrima...
Tudo para te encontrar....
Pelo tempo....
Meu coração desbotou...
Ficou sem cor....
E pelos vales chorou...
Chorou sem saber os motivos...
Chorou chorando sangue sem risos....
E derramou pétalas sem odores...
Tudo foi....
Mais que podre....
Minha face...
Os brilhos se apagaram...
Megera foi...
A hora do erro que eu causei....
O tempo passou...
Sem saída fui ficando....
Amarguradas horas....
Nos tempos de hoje e em outrora....
Inevitável é essa confissão....
Tu oh Deus...
Gravou tudo...
E eu pequenino...
Esqueci e vivi...
Mas pequei e sofri....
E sem saber porque estava sofrendo...
Mas os anos passam....
Sofrendo ou não...
Tu me acordou.....
Nessa separação entre eu e as coisas ruins....
Assinei uma folha...
Faça oh Deus então...
Que essa assinatura....
Seja validada..
E não permitia jamais...
Que ela seja falsificada por mãos...
Que querem modifica-la...
Esse casamento....
Tão significativo....
Entre tu e eu...
Nessa terra que tu nos deu.....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Poeta doidinho.



Eu sou é meio doidinho....
Misturo poema e poesia...
Versos,estrofes e verbos....
Rimo com risos...
E dou risadas com as rimas...
Nem dou bola para os que me criticam...
Sou feito de asas...
Decolo e aceno com as mãos....
Tchau leitores....
Felicidade em alto astral....
Não me sujo com versos frios...
O gelo para mim faz mal...
Sou um escritor delinquente...
Me regenero e bola pra frente...
Como diz Fernando Pessoa...
Fingindor mesmo...
Sou poeta verdadeiro...
Sou poeta mentiroso...
Mesmo sem gás...
Ligo o motor e corro atrás....
Melhor é fazer o que eu gosto...
Do que parar e ficar encostado e nao fazer...
Nem esquento a cuca com gênero...
Vou pela direita...
E ultrapasso pela esquerda....
Nas duas mãos....
Rasgo a escrita ao meio...
E faço de tudo para não bater de frente....
Não sou especialista em gramática...
E nem escrevo usando matemática...
Ripa ,ripinha e ripão...
Pra mim tudo é madeira...
E elas...
Eu faço cercas e prego na parede...
Montei em um alazão....
Ele pulou e eu não caí....
Tocou o berrante do boiadeiro....
Por esse chão batido...
A poeira levantou...
Nos versos que faço...
Não coloco efeitos especiais....
Sou uma frase muito ocupada....
E é com ela que arrasto os capítulos....
Nas estrofes que uso...
Nem sei como faço....
Sou caboclo rimador....
Nasci longe do vale dos ossos...
Se escrevo diferente...
Nem percebo e prossigo....
A poesia que eu termino....
Jogo ela pro alto...
E num arremate...
Dou meu ultimo grito....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.



⁠Águas poluídas.


Rios que fluem sem parar...
Peixes que morrem em qualquer lugar...
Oceanos poluídos...
Navios naufragados no fundo dos mares....
As bandeiras que eram velas rasgaram-se...
Mantos brancos que ficaram flutuando junto as marés...
As Velas cairam.......
Os mastros mergulharam.......
Se corroeram com sal marinho...
A ferrugem de metais pesados la em baixo fizeram um bordel....
O breu que era petróleo espalhou e denegriu...
Gosto de sal que virou metal...
Instinto de nadador...
Como poeta indignado....
Tento não passar mal...
Baleias que se encalham...
Plásticos e papéis que flutuam e que afundam...
Nas profundezas oceânicas...
Algas e salsas vão se murchando....
Águas vivas e tubarões....
Que na realidade estão mortos demandando a poluição....
Rezar, orar e clamar...?
Resolverá...?
Ah coração navegante....
Tu és feito de bomba e não tem coordenação....
Paraíso perdido...
Somos uma espécie que permite a devastação...
Cabe a cada um contribuir....
Senão em breve as águas..
Deixarão apenas recordações...
Cuidemos então...?
Pegando nas mãos....?
Será...?
Isso não é o suficiente...?
Enquanto tiver mil bloqueando a entrada de resíduos tóxicos...
Terão cem mil jogando lixo e poluindo..
E aí...?
Isso é poema que se escreva com prazer...?
Ou me atrevo e dou um grito e faço ecoar...?
Vão ouvir...?
Não...!
Oremos então...
Pois nessa esfera que não para de rodar...
Um dia sei lá...
Será uma terra letal...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Declamador.


Minha alma é de poeta...
E ela fervilha sem eu querer...
Toda hora ela está em festa....
Durante o dia e no anoitecer.
Meus olhos de pássaro voador....
Sonharam ser um dia...
Um mestre da escrita...
Muito mais que um professor...
Falaram a mim:...
-Ligue logo o seu reator....
Energizado,...
As luzes acenderam...
E me vi como um domador...
De voz ativa...
Gritei alto como locutor...
Arrastei as frases coerentes...
Na sina dada a mim...
Me fiz Reconstrutor....
Agricultor por natureza...
Plantei
Sementes e fui instrutor....
E um único setor....
Rasguei o verbo que suspirou...
E fiz desaparecer como vapor...
Mesmo falando sozinho...
Me debato como promotor,...
Gladiador de feras indomáveis...
E gestor de minha alma..
Quem quiser que bata palmas...
Eleito por alguns...
E rejeitado por muitos...
No verso inspirado sou mais que um Corretor...
Não vendo poemas
Eu escrevo é de graça para aqueles que duvidam de mim...
Meu jardim tem nome e sobrenome...
Ele é do céu e do Senhor Salvador...
Se termino por aqui...
Tenho minhas razões...
Nesse mundo de palavras...
Sou trovador....
E se atrevi até aqui...
É porque também sou um...
Declamador....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Poema jurídico.
Lei para todos.



Na mosca...
Na mira...
Um gatilho armado...
Luneta de alta precisão...
Um tiro bem dado...
Um alvo acertado....
Um alvo caído e rendido...
Na face...
Um riso risonho...
Sem riscos...
Improvisando em mão única...
Nas opostas...
Uma frase nobre...
Que envolve a inteligência...
Captando a sabedoria....
Mal Infomado foi a exata localização....
Mas a munição usada...
Teve sua contribuição....
Escolheria outra...?
É claro que não....
Raspou-se na fenda....
Aquele impacto que ficou na recordação...
Piso brilhante...
Glamour para os que tem essa visão...
Sapateou o verbo protestar...
Protestando gritou...
Se recusando entrar naquela cláusula...
Ali...
Anexado foi...
Documentos que falavam de condenações brutais...
Pelas brechas....
Um modelo de classe criaram...
Pequenos labirintos...
Que teve suas iguarias...
Portas entre portas...
Uma á uma se abriram...
Naquele tribunal da morte...
Uma defesa sem igual...
Promotores ,juízes , desembargadores e ministros da lei....
Perguntaram os criminalistas...
Como aquilo era possível...
O magnatas da lei responderam:
Nessa tribuna....
O livro da lei é extenso...
É cláusula em cima de cláusulas...
Cada fato tem uma história...
E em cada uma tem várias emendas...
E fomos nós mesmos...
Que as criamos essa oferenda....
Liberte todos...
Os pobres e os ricos...
Os acusados aqui...
São culpados inocentes...
Nossa lei é assim...
E todos nós...
Merecemos....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.



Bola pra frente.



Bola pra frente....
Aconteceu....
Veio a enxorrada....
E foi Forte como tsunami....
A erosão ficou visível aos olhos do coração...
O tempo passa...
Tudo passa...
Ao redor disso tudo...
Existem terras de sobra...
E com elas...
Podemos tampar essa cratera profunda....
Ao poucos...
Tiramos daqui...
Tiramos dali...
E jogamos nesse poço profundo que nós mesmos cavamos...
Levará algum tempo..
Aos poucos iremos tampar...
E a boca de muitos que abriram e nos feriu....
Se fecharão...
Desânimo...
Nem pensar....
Tristeza...
Muito menos....
Agora é tudo ou nada...
Aliás...
É tudo e mais tudo...
O nada...
É pros fracos...
Forte é Deus...
Valente é Deus...
Em breve...
Um chute será dado....
É nessa hora...
Que o calçado....
Terá que ser...
Resistente e ter bico fino....
Com veneno letal....


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠25 de Dezembro 2020




Um ano de paz...
Um ano de alegria...
Um ano de muita tristeza...
Rios de sangue e lágrimas foram derramados...
O ano que está para acabar....
Teve seus altos e baixos....
Significativo em vários setores....
Alguns poderão dizer:
Estou é muito bem...
Estou é muito mal....
Histórias lindas marcaram essa época...
Outras...
Profundas dores ficarão e jamais apagará...
Não são dores ou cicatrizes da carne...
E sim....
Dores incalculáveis da alma....
O dia que se aproxima...
Uma data maravilhosa para comemorar....
Devemos realmente sorrir....?
No verso magoado...
Alguns projetos estão a caminho...
Na maioria...
Nem se quer ainda foram pensados...
Milhares por aí...
Foram edificados....
E milhões desativados....
Mas e aí....?
Posso eu ou você colecionar dores...?
Posso eu ou você colecionar dias passados....?
Nas árvores que ainda não foram afetadas....
Nelas existem muito oxigênios...
Até as que foram machucadas...
Ainda darão folhas ,flores e frutos...
Quisera Senhor, oh Deus soberano do universo.....
Dar início á algumas vidas....
E apagar desde a raiz tudo que passou....
Mas tudo tem um propósito....
E ele pertence á ti somente , Oh Senhor....
Essa inevitável escrita que Insiste em sorrir....
Uma parte dela é capaz do fazer o sorriso desaparecer....
Nos lembrados de minh'alma....
Foram muitos dias...
E as redes de comunicação gravou e registrou....
Poderá deletar tudo que se passou um dia....?
Não sei...!
Discos rígidos de altíssima capacidade estão sobre carregados armazenando notícias boas e milhões delas são desagradáveis...
Nem sei como suportam...
Mas como são objetos que não tem alma....
Impossível é vê-los chorar....
Conheci uma frase antiga...
E dela já me esqueci...
Pois é...
Fácil é esquecer de certas coisas...
Mas as almas que estão machucadas....
Nesse momento...
Estão clamando por uma saída...
E tentando encontrar uma forma...
Dessa dor infindável....
De uma vez acabar.....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

DNA


É chegada a hora....
Na existência da escrita que prossegue...
Entre ela e a poesia...
São de DNA únicos...
Gêmeas inigualáveis....
Nascia-se naquele dia...
Uma única mente...
Encadernou-se com folhas brancas...
Duas almas latentes..
De olhos fechados...
Dois gritos foram dados...
Ao derramar a primeira lágrima...
Um real vida foi manifestada...
Na persistência encorajada....
Uma ação veio ao mundo...
O fôlego da vida....
Entre elas...
Duas vidas numa só vida...
Incontáveis dias...
A imaginação foram aumentando...
Espaços que eram vazios...
Foram se preenchendo..
Ah se eu soubesse...
Mas recém nascido não sabe de nada....
Mas como eu era gente decente...
Tinha meus olhos de inocente...
Não sabia que era gêmeo com a poesia...
Na verdade não sabia de nada...
Aliás...
Ainda não sei...
Mas estou aprendendo...
Não sei se de fato sou eu...
Ou ela que segue meu rastro....
Como brincalhão...
Vou brincando de ser escritor...
Vou sorrindo com a escrita...
A todo segundo...
Um riso e um choro diferente...
Se somos mesmos iguais...
Não custa nada inventar uma nuvem....
E voar junto com ela...
Fora ou dentro...
Da atmosfera...



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Um defeito, Mas sou feliz!




Um efeito?
Uma qualidade?
Um defeito?
Explicar?
Como?
Não sou normal,
Sou extra sentimental,
Mas controlo meu emocional.
Afino a garganta;
Grito a realidade;
Falo com a saudade;
Falo com as aves;
Piso fora do chão.
Uma música eu ouço.
Meus instintos
São de viribilidade.
Simplesmente sou anormal.
Uma rara sombra
Me acompanha,
Mas não a vejo.
Não sei!
E flutuo no mar,
Flutuo no ar.
Escancaro na face
O verso canção.
Um refrão de um poema,
Sem tema.
Rasgo o violão
E vôo com a melodia
Que escrevo nessa euforia.
Tenho asas,
Tenho uma vida.
Vim de um ninho
Fabuloso e abençoado.
Estou vivo!
Estou com os meus pés!
Com eles eu caminho
Em busca de paz.
Me escravizo na escrita.
Momentos únicos.
Me sinto;
Me esqueço;
Me esvazio de mim;
Me entrego total
Até nos confins.
E por fim...
Me Encontro feliz
Nessa esfera de aprendiz.



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Arranca frases.


Cultivei flores...
Colhi rosas...
Idealizei vales e corações....
Juntei as peças...
E me fiz um precipitado poeta sonhador....
Insisti...
Ah moleque atrevido...
Suas ideias são recentes armaduras...
Ave Maria com esse coração rasgado...
Insiste no seu querer...
És usuário da escrita....
E com elas sabe se defender....
Sem pregar na parede...
Pinta no solo os seus desejos....
Calejado e inspirado....
Rasura face do azul do mar....
Mesmo ofendido.....
Rega teu jardim....
Esse moleque é pirado e não há nada que possa ele segurar...
Na teimosa poesia que insiste em caminhar....
Ela funde os olhos daqueles que querem o desafiar....
Desabafa poema meu...
Chora na gruta profunda que lá vem água pra você flutuar...
Eu sou um descente inconseqüente...
Minha nega maluca está para chegar...
Leve , livre e solto...
Faço e erro....
Volto e conserto....
Me arrependo e contínuo á borrar....
Sou a razão...
Que vem na contramão para alguns leitores encantar....
Estou vivo....
O morto ja foi enterrado...
Enquanto fôlego eu tiver.....
Serei a esperança de uma criança....
Embora talvez com fragmentos....
Eu me sinto natural....
A camada de minha alma...
Não é feita de couro postiço....
E por isso escrevo encontrando saída para um bom final.....
Sou mais que louco....
O suficiente para para me abrigar....
Espinho pra mim é martelo...
Uso ele para o espinho eu quebrar...
Perder o juízo...?
Desequilíbrio pode ser fatal....
Meu emocional tem nome...
Provoco e me saio bem...
Quem tá na chuva...
É pra se molhar..
E por isso meus olhos...
Estão sempre a marejar...
Arranca frases é meu nome...
E com ele vou longe no meu viajar....
Utilizado por esse poema....
Ultrapassei fronteiras sem me limitar....
Rasgar o verbo eu preciso...
Se não fosse esse dom que tenho...
Até passava mal....
Indiquei esse texto ao Oscar....
E me chamaram pra contracenar....
Sou inocente doente...
Pela minha inspiração...
Sou apaixonado...
Os que não gostarem...
Se retirem..
Envelheci um verso na cachaça...
Quando eu for lembrar dele...
Curtido ele estará....
Me recuso á imitações....
Plágio para mim...
Nem pensar....
Se incomodo tanto....
Façam o favor...
Mantenham-se distante...
Se sou mesmo doente...
Traga me então a minha cura...
Que em outro poema vou tentar me limitar....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Rifa-se um coração.


Não queria chorar....
Mas uma lágrima insistiu em cair...
Não queria voar...
Mas minhas asas insistiram a se abrir para eu decolar....
Não queria escrever....
Mas minha sede foi maior que eu....
E não pude controlar...
Não vou rifar meu coração....
Pra quê...?
Vou jogar fora....
Vou esconder....
Ou até mesmo doar...
Rifar...
Nem pensar...
"Rifa-se um coração...."
É uma frase que faz eu dispensar essa inspiração...
Vou caminhar buscando aventuras...
Mas antes...
Arrancar esse membro fragmentado do meu peito que só me faz perecer...
Ele será o único que ficará para trás....
Ousado como Poeta....
Falo...
Ele foi usado por mãos que não souberam acariciar...
Agora ele está assim....
Castigado e estraçalhado...
Ainda resta-se uma parte nele que ainda posso aproveitar...
Mas na dúvida....
Ele ficará de escanteio....
Talvez como reserva...
Se um dia ele se regenerar....
Eu darei a ele uma nova chance...
Sem ele...
Vou subir vales...
Voarei alto e baixinho pelos mares...
Vou ultrapassar as nuvens....
Chegar perto das estrelas....
Como é um órgão de tremendo fator importante...
Nem sei como vou realizar o que almejo...
Suas veias....
Amarradas estão...
Ele quis ser á moda antiga...
Ele quis seguir seus padrões...
Ele quis caminhar sem seus olhos...
Achando que era tão bom...
Na primeira oportunidade que foi dado a ele...
Ele simplesmente capotou e quase morreu...
Na segunda....
Um punhal de dois gumes entrou...
E quase chega ao óbito...
Na terceira....
Se rasgou-se e manchou-se..
Teve outras que nem me lembro mais....
Agora...
Sem ele...
Tudo mudou...
Na couraça lateral desse judiado coração...
Existe uma armadura letal...
Tocou naquilo que minha alma chora...
Os opostos que me Perdoem-me....
Cuidado....
Será uma morte súbita...
E muito Fatal...



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠A lua e o Sol


Nessa poesia...
Dou a ela um horizonte único...
Nessa viagem....
Paradas obrigatórias serão necessárias....
Inspirado e senti um raio surgindo dentro de mim...
Para depois separar as vírgulas e pontos...
Então...
Falei com a lua...
Pedi licença a ela e a mim foi concedido...
Perguntei para lua....
Se eu posso usar todas as estrelas e
multiplicar pela grandeza que ela tem...
E com o resultado...
Dar á minha família e amigos em forma de bênçãos....
Mesmo com o meu pedido atendido...
Insatisfeito falei com o Sol...
E rasguei minha voz para com ele...
Curioso é esse Sol....
Nem esperou eu abrir a boca...
Ele simplesmente em gargalhadas...
Disse -me...
Oh Poeta Voador...
Ja sei em detalhes o desejo teu...
Deixe comigo...
Tudo que teus olhos vê...
Será mais que abençoado...
Pelo brilho meu...


Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠⁠Rasurado e manchado

Pela vida...
Absorvi todas as palavras....
Embora algumas ja esquecidas pelo tempo....
Escrevi com as que eu ia me lembrando....
Primaveras e primaveras se juntaram....
Pelas flores me bati...
Pelos espinhos me furei...
Muitos risos eu ia soltando...
Muitas lágrimas vieram á cair....
Meio torto na estrada....
Cambaliei....
Atordoado ou não...
Me safei sem me ferir....
Muitos planos sonhados...
Uns realizados...
Outros engavetados...
Uns totalmente quebrados...
Pelo outro lado....
Somente desenganos....
Abracei a mim mesmo....
Não saí pelo cano....
Na minha ingenuidade....
Fui em busca da paz...
Pela teimosia da minha sede...
Bebi água purificada....
O projeto de seguir em frente
Vi palmo adentro minha direção.....
Apostei no horizonte...
Atingi o alvo...
Nos tormentos....
Segui sem lamentar....
Quando na verdade
Estava agitado e compulsivo....
Tive minhas intuições....
Oprimido mas me dei por vencido...
Erros e mais erros tive muitos...
Em busca dos meus conselhos....
Me rendi em algumas condições...
Mas protestei as feridas...
Rasurado e manchado....
Quase ao ponto de desistir...
Me levantei...
De folha nova e lápis apontado...
Esse poema eu criei...




Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Eu achei que era....

Eu achei que era....
Ah...
E como achei...
Achei que sabia usar minhas inspirações...
Para fazer poesias para te dar....
Eu achei que podia escrever em secreto....
Para apenas teus olhos eu me mostrar....
Eu achei que tinha uma Luz para te candiar....
Eu achei sabia fazer composições...
Para quando você dormir....
Eu cantar para voce....
Eu achei que tinha o Sol para te aquecer....
Eu achei que era forte para suportar....
Eu achei que sabia dar precisão em cada verso que escrevia para ti...
Eu achei que era a água mais pura para te saciar...
Eu achei que podia até pegar estrelas com mãos e oferece-las para você...
Eu achei que era a cama aquecida para você dormir...
Enfim...
Eu achei que era o amor...
Eu achei que era tudo...
Achei até que era o melhor melhor dos melhores...
Mas quebrei a cara....
E percebi....
Que por trás da tua beleza...
Não á nada que eu possa fazer...
Para chegar até você...
E preciso eu...
Reinventar...
Uma nova forma de saber escrever...
Pois nessa que escrevo...
Nas que escrevi...
Tentei de tudo...
E não consegui achar nada em minhas inspirações para lhe descrever....
Quer saber...?
E só perdi...
Assumo...
Fracassado estou...
Derrotado e humilhado em minhas escritas...
Pois preciso eu...
Deixar de ser quem eu Sou....
E buscar outra maneira...
De fazer Poesias...
E buscar uma nova forma...
De como lhe descrever e te Amar....

Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Reflexão.
O ovo e a batata.



Está frio....
E ele insiste em ficar silecioso...
Em nossa alma...
Existem vales de blocos congelados...
Excesso de nevascas que tempo moldou...
O clima vai mudando conforme as estações do ano...
Quebrar e derreter essa rocha gelada...
Eu sei que não é fácil...
Em certos pontos devemos pisar firme...
E isso fará algumas rasgaduras onde pisamos....
Na revolta que meu cerebro armazena....
Por alguns momentos exalam faíscas....
Sozinho...
Tento me aquecer com as fagulhas que soltam....
Por dias e mais dias....
Bate uma sede e uma fome incontrolável...
Tudo muda...
O vento e o tempo me dizem...
Vá....
Caso Tropece nas fendas...
Os blocos irão cada vez mais se apartar...
Paciência....
Muita calma nessa hora....
Mesmo com a alma vazia....
O oxigênio é solúvel em certas altitudes.....
Mato a sede de algo que não vejo....
Me alimento do próprio Sol.....
E sinto em mim , a prova do fogo....
As lágrimas caem....
E super aquecidas racham o gelo....
Percebo...
Que inusitada fé...
Que essa natureza nos trouxe.....
Chorar...
Chorar muito....
São elas que fazem...
Sermos fortes....
São elas que derretem os blocos congelados que há dentro de nós mesmos.....
Mas o quê é de fato chorar....?
Ser emotivo por qualquer coisa....?
Não....!
Mas o choro que rasga a face...
Daqueles que incham os olhos...
Daqueles que empedram ao redor de nossas pálpebras....
Daquele que só você é capaz de ouvir...
Temos que entender uma coisa...
A água quente amolece a batata que está escondida em sua casca...
É a mesma água que endurece o ovo....
Reflitam....




Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.

⁠Batuque.

Distraído pela vida...
Emoções...
Medos...
Dúvidas...
Na alma...
Senti um dedilhar das mãos do criador....
Me debulhei sobre o solo....
Lagrimas que regaram meus passos...
Nesse momento...
Uma estrela....
Veio me dizer...
Levanta-te Poeta....
Vôe....
Pegue suas asas...
Vá...
Se cair...
Sangre...
Troque seu sangue...
Essas veias...
Foram feitas para o sangue circular....
Nesse momento...
Uma formiga em meu pé me mordeu...
Um pulo saltiado....
Bati a cabeça no teclado...
Eita...
É fogo...
E fogueira...
Oh paixão....
Bate coração...
De partida....
Tum-tum-tum....
Eita....
Vou aqui...
Soprado por uma boca de fogo....
Aqui.....
Inocente...
Mais coerente...
Desertos as espreitas...
Campos verdes...
Ao horizonte....
Chora poema...
Canta poesia....
Alma Ramificada...
Sol e chuva....
Agora tô aqui...
Massacrando uvas...
Sangra Poeta...
Entre....
Pois as portas estão abertas....
No gorjear dos passarinhos...
Faça sua orquestra....
Deixe o coração....
Entre no bailado da razão...
Segue o roteiro....
Errou....
Leia direito...
Memorize....
Entre no palco....
Calce as sandálias....
Esquece a botina de salto alto...
No bate pé , bate pé....
Esqueça e faça o Gol...
Tente emitar o Pelé....
Chora viola...
É no zunido do tambor....
Zabumba sem cachumba....
Deixe esse horror....
Eita peão xonado....
Asas abertas....
Deite e cante no tablado....
Chora violino....
Esse Poeta....
É pior que menino....
Não se agonia....
Tic...tuc...tic....tuc....
Aqui deixo....
O beijo meu...
Pra todos vocês...
Mais um poema...
No ritmo do batuque....

Autor :Ricardo Melo
O Poeta que Voa.



Improviso.


Viola na parede....
Com a emoção fervilhando....
Baixinho eu começo....
Um improviso em secreto...
A poesia sussurra....
Sincronizando com teus olhos....
Rasgo a musica impensada.....
Teu coração segue latejando....
Tuas promessas eu desacato....
Tu se joga em meu braços....
E acelero o ponteado....
Te jogo na garupa....
E te sequestro com meu cavalo....



Autor:Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.