Coleção pessoal de joseni_caminha
O que mais me tortura na docência é a incompetência sentida diante da incapacidade de ultrapassar a escuridão que impede de encontrar um determinado aluno e trazê-lo à luz.
A inquietação que paira na dúvida sobre um determinado agir, não é a insegurança na consciência do ato, mas o medo da resposta que possa vir.
Quando o professor acata a denominação de colaborador dentro de um sistema de ensino transformado em empresa, deixa de ser agente transformador, emancipador, para se assumir como construtor de modelo satisfatório para este sistema que enxerga como objetivo de suas ações, a excelência do próprio sistema e não o aluno.
O professor comprometido com o propósito de uma construção omnilateral de seus alunos, não consegue enxergar como normal, a anormalidade de um sistema que inclui excluindo, informa desinformando, educa caducando na sua essência do seu papel social.
Um dos maiores desafios de um professor é enxergar a luz existente em um aluno, que teve toda a sua trajetória, dentro da escola, sendo conduzido por uma escuridão criada pelo próprio sistema de ensino.
Se a felicidade é uma questão de estar e não de ser, portanto, não há necessidade procurá-la, mas de cultiva-la.
Não precisamos ser melhor do que ninguém, precisamos sentirmos melhor conosco mesmo e para isso é necessário apenas, fazermos o melhor de nós em tudo que fazemos.
O momento certo
Não adianta querer o que ainda não podemos ter, pois o momento certo se encarrega de encaminhar o que deve vir.
Às vezes, sofremos porque o desejo que uma ferida seja curada o mais rápido possível, atropela a vontade do momento certo e assim, a dor se torna maior.
Saber aguarda o momento certo é a mais sábia atitude de quem espera por algo que aconteça, pois ele acontece somente
quando é para acontecer.
A felicidade, necessariamente, não está no destino que almejamos, mas na trajetória que realizamos para conseguir alcançá-la, portanto, quando não logramos êxito em um determinado objetivo, não há derrota. Precisamos, apenas, aprender com a situação para o amadurecimento, tornando-nos mais fortes para desafios futuros. O pior é se arrepender por ter prograstinado de não lutar pelos seus sonhos.
O homem pode viver e ter felicidade sozinho? ...ou essa pergunta, na sua essência, já nega o que entendemos por estar feliz ser uma questão do hábito de como conduzimos nossas vidas?
O deixar de buscar por algo pode não representar que você tenha perdido o interesse, mas o que você tem, no momento, seja suficiente para deixá-lo em paz consigo mesmo e não desejar nada a mais.
O protagonismo na educação não está no resultado de uma avaliação, mas na oportunidade que o aluno pode encontrar para construir o seu saber.
O professor comprometido com os seus sonhos pedagógicos procura fazer de sua práxis o retrato fiel do seu pensamento que expressa pelo seu discurso.
A tarefa de casa verdadeiramente significativa é aquela que tem como protagonista o próprio aluno como idealizador e executor.
A vida nos oportuniza uma chance
de realizarmos os nossos sonhos, mas a jogamos fora esperando por uma oportunidade melhor, o que não enxergamos é que pode ser que ela nunca chegue.
Atualmente a alegoria platônica da caverna pode ser interpretada: Na obscuridade em que o indivíduo pode viver, não é a falta de integibilidade, mas a ausência de sabedoria para encontrar as respostas que luz nos conduz dentre o bombardeamento de informações que nos chegam pelos os nossos sentidos diariamente.
Educar é oportunizar as ações dos alunos para que eles possam encontrar os meios de chegar às soluções diante aos desafios que lhes serão apresentados.
A tristeza é um sentimento que nos faz acreditar que o possível está para além da nossa real capacidade.
Quando nos concentramos, integralmente, em nossos problemas, valorizando-os ao extremo, negamos a nossa condição racional de sairmos dele de forma mais fortalecidos.
