Casinha Branca de janelas azuis José... Jose Nilton de Faria

Casinha Branca de janelas azuis

José Nilton de Faria

​Era uma casinha branca de janelas azuis e um alpendre em vermelhão...
E eu com os pés no chão,
Era feliz e não sabia.
O inverno em Brejaúba era rigoroso,
Com a temperatura mais baixa do Estado,
E o frio e a brisa encontravam o aconchego da névoa que cobria todo o largo da igreja
Que beleza.........

​Do alto da torre da igreja,
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito...
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus! Que beleza...

​De manhã era hora de buscar o gado
Do Joãozinho do Aldo, e ganhar um pão sovado.
À tarde era hora da escola,
E logo após, a cachoeira e a bola.
À noite era hora de lavar o rosto e os pés,
Ouvir a conversa dos meus pais com os amigos,
Tomar o café com leite adoçado com açúcar e dormir feliz.

​No sábado de manhã, era a hora de caminhar
Com a moçada e a meninada até a região da posse.
À tarde era hora de tomar o banho... E que banho!
E aos domingos de manhã, abrir a igreja, ou seja, tocar o sino pra anunciar a conferência de São Vicente de Paulo.

​Quando no final havia leilões, e
Do alto da torre da igreja...
Tinha-se uma vista panorâmica do distrito,
E da casinha branca de janelas azuis,
Jesus!