Coleção pessoal de JoniBaltar

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A separação física é a dolorosa certeza que o sofrimento existe. A consolação é a incerteza do esforço, instintivamente perdido, no subterrâneo da irresistência.

Mais vale cair e magoar-se do que ficar na imobilidade incólume da incerteza ou dúvida.

No suicídio da morte nasce a eternidade.

Olhar o longínquo é vislumbrar qual o caminho que se aproxima.

O Amor é a língua menos falada no Mundo; contudo, é a linguagem que mais ensina ao mundo!

A eloquência é a hipnose dos seres; quando mal-intencionada, provoca neurose obsessiva em delírio constante; mas, quando bem-intencionada, alimenta e liberta mentes na abstinência do tirocínio.

Avivar as memórias afetivas é viajares no teu corpo, enchendo-o de satisfação, idades e momentos.

Sabemos navegar em todos os mares; contudo, as ondas entram no barco.

A verdadeira força está no imanente. E a esta força chama-se Fé. Independentemente de qualquer religião ou crença, a força de todas as forças reside em nós próprios.

Meditação: Ficar no mesmo lugar; porém, viajando em todos os lugares. Desobedecendo às tuas incapacidades, e obedecendo ao teu âmago que em silêncio conhece a liberdade do teu Ser.

A Humanidade revela-se na vivência; porém, tenta redimir-se na morte!

A sobrevivência a um lugar desconhecido consiste na adaptação ao lugar, e da não adaptação do lugar à tua alma.

A dimensão de uma mente é a pequena imensidão de um pensamento; a consciência que morre e renasce ao comando de conciliar o interior com o exterior. Nesta percepção aprendemos que a mente ensina-nos a ligação ao Universo através do nosso interior.

A Poesia não tem ventre, vive como o vento, sem morada certa.

Este sentimento (AMOR) humildemente percorre vidas e mundos na sua própria solidão. Consegue-nos fazer: rir, chorar, sentirmo-nos loucos e perdidos na imensidão de um deserto, no oásis de um simples beijo. Este sentimento ( AMOR) absoluto de todas as almas, que por ti morremos, por ti nascemos e por ti vivemos; em todas as viagens de almas.

A loucura são pedaços da alma que soltam a nossa essência e dão cor aos nossos passos. A vulgaridade é a intoxicação robótica de uma realidade fabricada.

A dor conhece-nos, por isso, invade-nos no momento certo; na incerta chegada.

Amor é encontro de pertenças de almas, que se perderam nas vidas e nas mortes. Sem domínio, sem lugar, existindo apenas na liberdade de compartir o sentimento.

Renascer é emergir de um sono na escuridão e afundar-se no despertar da paz interior. Assim cresce-se na humilde vontade de partilhar o Amor.

A memória é uma dança de momentos num bailado de emoções; coordenados pela batuta do pensamento.