Coleção pessoal de IsabelRibeiroFonseca

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Amo-te.....Tu sabes, que nascemos para amar
(...) para amarmo-nos
Tu sabes, porque eu sinto e respiro o teu amor

Escrevo
Com a pena no teu corpo
(...) Fazendo
Dele o meu caderno de poesia

Há dias que o teu riso, o teu beijo é o melhor do mundo.

Há dias que o delírio é penitente
(...)nas ondas que cantam embriagadas.

Há dias que o nosso silêncio é simplesmente um dia de festa.

Há dias que o cheiro a canela, alecrim
(...) alho, gengibre, é amor.

Há dias que só Deus sabe os passos que dei
(...)os erros que fiz

FALÁCIAS DE AÇAFRÃO

A poesia caminha avança sobre o calvário desfeita em nó
Maldito este círculo tão apertado perfumado de mortos
Oh morte que estiveste só por horas, dias, meses e anos
Cama de pés gelados, braços esticados com mil demónios

Falácias brotam no sangue, coração de renúncia e inquietação
Asas decepadas num sonho para impedir o voo no falatório
Excesso de vozes repetidas na alma, na mente, no corpo doente
Vagam pelo espaço desfeito no tempo sugam o mel do feitiço

Sonhos de fogo coberto de sangue, afrontando os nossos anjos
Na calada da noite, no próprio abandono, sente-se as garras de dor
O rufar dos tambores clamor de uma poesia feita de esquecimento
Oh ânsia que despertas o açafrão acorrentado, geleia do nosso ouro.

HÁ DIAS E DIAS


Há dias que a morte é lenta como os mantos de lã
Há dias cinzentos que a fome engole o sossego
Há dias que o rosário é negro e dilacera o peito
Há dias que a prece é a revolta aguçada dum estalo
Há dias que são alinhavados por linhas escuras
Há dias que os punhais massacram as veias de sangue
Há dias que só Deus sabe os passos que dei, os erros que fiz
Há dias que a noite afugenta as sombras com o som do sino
Há dias que o poema está escondido, vestido de púrpura
Há dias que a mentira cede e é tocada com um dedo no espelho
Há dias que o nosso silêncio é simplesmente um dia de festa
Há dias que o teu riso, o teu beijo é o melhor do mundo
Há dias que o cheiro a canela, alecrim, alho, gengibre, é amor
Há dias que o delírio é penitente, nas ondas que cantam embriagadas.

A nossa vida é um grande jardim (...)
Um caminho estreito, uma estrada de pedras
Mas...Onde podemos semear sempre flores ou espinhos.

Amo-te mesmo quando te peço pouco
(...) E tu dás-me muito

Amor se eu fizer silêncio procura-me
(...) Nos desertos mais esquecidos.

Amo-te mesmo quando tu não me vês
(...) Nem me sentes

A vida é um mar de rosas perfumadas
Com espinhos, mas nem todos os espinhos
Encontrados nas rosas nos ferem (...)

As minhas lágrimas (...)
Estão dentro dos teus braços
Os meus cansaços dos teus abraços.

Só tu sabes ler o meu coração (...)
Um labirinto fantástico aos teus olhos.

Há momentos que nos apetece por numa moldura (....)

TEMPESTADES

Quero gritar para o vento
Nesta imensidão de emoções
Grito com todas as forças
E liberto-me desta solidão

A mágoa que persegue-me
E as minhas lágrimas que
Caem pelo rosto, lavando-me
A alma, deixando-me mais leve

Não vejo nada, apenas esta imensa
Escuridão, que apoderou-se do
Meu coração Quero fugir
E libertar-me destas amarras

Que prendem-me de sentir esta
Dor imensa, que leva-me para o fundo
Deste poço escuro que é a solidão
Que apaga a esperança que tenho

Por dentro da minha alma perdida
Quero sair daqui e ser feliz
Encontrar a alma que perdi
Ela quer, ser encontrada, para voltar

.........A sentir brisa do vento.

SENTIMENTO DE UM SORRISO

As águas passadas, não movem
Moinhos, as pedras cruzam-se
No caminho, com o teu sorriso
Encantei-me, com a tua voz grossa
Apaixonei-me, de te ter junto de mim
E sentir-te, dos sentimentos
Que dominam-me, que envolvem-me
Com paixão e amor, com a tua ternura
Enfeitiçaste-me, com o teu olhar
Deixaste-me com fome de sentir
A tua boca doce, com o desejo de sentir
As tuas mãos e o desejo de sentir o teu
Coração bater, de esquecer o mundo
Só para estar contigo
Meu amor, minha paixão, minha saudade.

.......... Ama-me simplesmente.

AMAR, SONHAR E VIVER

Quero sorrir, amar, viver
Porque não tenho tudo, mas
Não me falta nada, sinto-me
Amada e sei viver, dos meus
Poemas que guardo, do cheiro
Do café, das manhãs doces
Da terra molhada, depois da chuva
Das ruas desertas de madrugada.

Das noites em que o silêncio tem
O tom de um poema feliz e triste
De amor, as horas que envelhecem
Ganham pó, ganham asas, ganham
sorrisos e eu e tu no silêncio de mãos
Dadas, só um resto de amor e paixão
Que ninguém sabe que existe ou existiu

..........Sinto falta de tudo, de nada.