Coleção pessoal de Helder-DUARTE

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Livrar-se-á



⁠Mas nesse tempo se levantará o arcanjo Miguel,
o grande príncipe que protege os filhos de Israel.
E haverá um tempo de angústia, como nunca houve,
desde que na terra há nação, e muito povo.

Mas nesse tempo, livrar-se-á o povo de Israel,
sim todo aquele que se achar escrito no livro.
Muitos que estão, mortos debaixo da terra,
ressurgirão, de toda e qualquer era.

Uns irão para a vergonha eterna,
e outros, para a vida eterna!...
Os sensatos terão comunhão fraterna.

E brilharão como o brilho do fimamento,
desde aquela hora e em toda a era,
e para mesmo todo o sempre!...


Baseado em Daniel 12:1-3
HelderDuarte

O Anticristo ⁠



E disse-me ele: O quarto animal,
será o quarto reino de toda a terra!
E de todos os reinos será diferente afinal,
pois a toda a terra, fará ele muita guerra.

A pisará com os pés e a fará em pedaços.
Mas daquele reino, nascerão dez reis!
Um outro se levantará depois destes reinos,
e será pior que os primeiros, com as suas leis.

Ele abaterá a três dos reis primeiros,
e blasfemará do Deus do céu.
E matará os santos do Senhor, todos.
E porá as leis de acordo com o seu eu.

Ele dominará no mundo por sete anos,
E também por três anos e meio...
Mas o tribunal, não lhe permitirá mais enganos,
E lhe tirará, o que para isso ele veio.

Ele será desfeito totalmente até ao fim.
Não reinará mais o iníquo, não! Não!
Na terra não se achou lugar para ele, enfim,
O reino lhe foi tirado assim então.

Mas quer no céu quer na terra,
os "Santos" do altíssimo reinarão, para sempre!
Com Deus, não havendo mais nenhuma guerra!
E não haverá mais nenhum tempo!

Baseado em Daniel 7:23-28

Imundo

E vi uma grande verdade, neste mundo,
que o homem, continua a não crer,
em Deus e continua muito imundo.
Isso o homem continua a fazer!

Mesmo Deus permitindo todo este mal,
o humano ser, diz que não há Deus.
Na imoralidade, no agnosticismo real,
na "evolução", no grupo dos ateus.

Ouvi humanidade, pois, Jesus Cristo,
vem para reinar, brevemente, isso eu sei.
Ouvi pois ainda mais uma vez isto!


Aceitai-o no vosso coração, nesta hora,
o quanto antes, isso já fazei,
Vinde a ele, o mais depressa, agora!








⁠

⁠Vive

Vive! Vive! Jovem!...
Mas vive de tal ordem,
Que tenhas a morte, em ti morta.
E a vida, bem viva em tua casa e porta...


E em passando p´los trigais,
Aprende, o canto da cotovia,
E aos ceifeiros, o envia.
Para que sintam alegria e não dêem mais ais...



Caminha por verdes, pomares.
Mas não comas, fruta...
Nos grandes laranjais...


Olha os melros que cantam,
Sua canção. Aprende e escuta...
E ensina, o cântico aos homens, para que viver aprendam!

⁠Luto ainda! Ainda! Sim!
Luto, por aquilo que não consegui.
Mas que um dia terei, enfim!
Pois, não o tive, neste tempo aqui.


Mas luto, contra mim!
Contra, tudo e todos!
Pois, vim cá, para lutar, assim.
Contra, vós e outros…


Ele, me ordenou, pois:
Luta, ainda, ainda, sim,
Ontem, amanhã e hoje!


Eis qu’essa luta, findará
E virás, um dia a mim!
Onde, não há lutas, cá!

⁠Apóstolo



E quando eu o vi,
Aos seus pés caí!...
E eis, que fiquei, como um morto!
E diante d'ele, permaneci, torto.

Mas este, que é o eterno,
Me tocou, com sua destra.
A mim, João, que fiquei também, trémulo.
E disse-me: Palavra esta...

Olá João amigo, meu!
Porque tens medo?
Sou Jesus, sim, sou eu!

Então, não temas!
Para ti , vim cedo,
E te digo: Vai! Anuncia no tempo, as cousas eternas!...

Amália



⁠Amália que no céu cantas...
Com essa voz que a Deus encantas!
Em paz já estás...
Nesse lugar, onde não mais chorarás.

Amália tu fostes amar!
Para este povo, do Luso mar.
Que talhou, no rio da vida...
As tábuas de sua, dura lida.

Fica sabendo, oh povo!
Que Amália, foi mãe minha,
No pranto, que em sua, minha vida, houve...

Mas este fado findará,
Bem depressinha...
Com Deus e ela, meu ser eternamente, cantará!

⁠Os Cisnes


O que sou?!...
Já que só estou.
Sou eu...
Só, neste ser meu.


E este eu...
É ainda amigo, teu.
Estando nesta solidão,
Se deixares, te darei a mão...


Para ânimo, darmos,
Aos brancos cisnes...
Para com eles, juntos nadarmos...


Em lago este. E às aves, cantarmos.
Novos cânticos rítmicos...
Para que nadem firmes, os cisnes!

⁠Rosa de Saron



Cravos e rosas, uni-vos!
E vós tulipas, antúrios.
E vós, do campo lírios...
E nesse lugar, vós goivos!
Abraçai a Rosa de Saron,
Que mãe vossa é.
Ela vos dá todo o dom.
E a mim, também até.
Oh flores de distintas cores!
Com ela avançai, avancemos,
Sobre este jardim nosso e d´ela, trabalhemos.
Para que tenha, cores suaves
E nele, eternamente...
Gloriosos, cânticos, entoem as aves.
Então nele se sentirá...
Para todo o sempre...
Vosso perfume, que em nós permanecerá!

⁠A Luz


E lhes disse, por hora:
Pergunto-vos, vem a candeia,
Para ser posta,
Em lugar, que alumia?

Ou debaixo do alqueiro?
Lugar, onde não há luz!
Mas trevas produz...
Ou põe-se, debaixo da cama, primeiro?

E não, antes no velador?
Que alumia, toda a casa...
Com resplendor!

Por isso, pondo as vossas, em sitio alto.
Para que luz, haja...
Em vós, cama e todo o quarto!

Não Sou do Niilismo! Nem desse movimento.
Está totalmente errado, esse sentimento.
Eu sou antes de tudo, um sofredor...
Mas sei em quem creio, apesar da dor!!!


EU CREIO EM DEUS, EM DEUS, EM DEUS...
NÃO ESTOU NO VÁCUO, COMO ESSES.
APENAS SOFRO, SOFRO... PESARES MEUS.
E NÃO, COMO AQUELES, DELES...

Estou mal , em baixo, sem força...
Mas tenho esperança, ainda...
Ainda... Contudo, carrego una pesada trouxa.


Mas espero em Deus, em Deus,,,
E na sua nova, aqui vinda!...
Por isso canto, cânticos, estes seus!
⁠

Sim! Voltei!... Voltei!... Voltei...Aqui!... Pois.
Sim, porque ainda que morto, qu'estou...
Esta é uma morte de vida... Pois vida eu sou.
Sabei então, o porquê, de ter voltado hoje!



Mas eu não o sei! Eu nada entendo...
Não sei... Pois nada compreendo!
Quereis saber mais?!... Mas, eu nao o sei.
Nem, eu sei nada! Nem mesmo vós, da lei...


Mas uma cousa sei, enfim: Voltei...
Sabeis porquê?! Nisto, em verdade, sei...
Porque eu vos amo... Tanto!...Tanto!...



Com este amor, meu. Só meu... Meu...
Qu'é vida!... Mas, não é igual ao teu...
Este!... É meu! Com o qual, eu ainda, canto!


⁠

⁠

Sou louco, enfim é verdade!
Mas antes, quero esta loucura!
Do que outro estado, sem liberdade!
Porque sou livre! Neste estado, que perdura.

Louco! Mas quem é louco?! Eu?...
Ou os outros que me perseguem?
Tu também, o és. Nesse sentir teu.
Eu sou! Mas sou, porque assim, louco me fizeram!

Tu tornas-te louco! Louco!... louco!…
Eu não. Nunca fui de outro modo…
Nasci louco e continuei… Mais um pouco!

Mas tu és louco e não eras!...
Eu sendo, sempre louco, estou amando sem medo.
Com amor de loucuras de outras, eras!


Eis oh povo, mundo e poetas de arte!
Sabei uma verdade eterna!
Meu nome é Helder Duarte!...
Meu nome é imundo e aquele que erra!


Mas oh povo e Portugal!
Oh pinhais de Leiria!...
E reino de Bal,
E terras do rei, Faria!

Sabe tu existência, que eu vivo eternamente.
Não há morte em mim!...
Nem nada de mal, concretamente.

Porque, havendo em mim, o mal,
A fé no bem e meu amar, enfim.
A vida me traz afinal!...
⁠

Eis que o tempo passou…
E o vento, findou…
O mar, já não ruge.
Nem a chuva, mais surge.
Mas só há o bem!
As crianças cantam…
Os pássaros dançam
E a Deus, louvam.
Os meninos e os homens, não choram.
Mas num rio de tranquilas, águas,
Sobre elas, caminham…
Eis que veio, o bem
O rio, já o mal, não tem.
Mas agora, veio a luz.
A dos meninos, pequeninos…
E dos homens e dos leões…
E a que vem, da cruz.
Há paz, para sempre…
Há paz nos corações,
Sem, que mais, haja tempo!...


,

⁠Tempos e tempos vieram…
E influências sobre mim tiveram…
É o tempo do tempo.
O tempo, em que de paz,
O tempo, de a trazer, não foi capaz.



Mas o vento do norte,
Os tempos, varreu
E venceu a morte.
Sim! O vento, o mal venceu!



E eu voei, com ele!
E fui lá… Lá… Lá…
Aquele, lugar dele!
Onde os rios, são calmos, lá!...


Azul, é o céu, lá, sempre.
Afinal, não é tempo!...
Mas! Tempo, sem tempos!...

⁠Eu vim cá!
Sim vim! Naquele dia!
Mas para que seria!?
Que naquele dia… lá…
Eu vim lá e cá!
Sim! Lá e cá e em todo o lugar
Sim a Monchique e a Alvor, eu fui!
Sabeis, para que fim? Para amar!
Para ser, um para Deus, louvor!
E sabeis mais?! Sabeis?!
Eu o sou! Eu sou! Não o sabeis?
Eu não sou ele, não…
Mas amo-o tanto…! Tanto!...
Sou dele portanto!
Eu vim aqui para morrer!
Também, vim para sofrer.
Também, vim para fazer guerra!
Também, vim para ser amigo, do que erra!
Meu nome é sofrimento.
Filho do tempo e tormento.
Ainda filho do mundo e do vento.
Também é nada e tudo…
Pois eis que estou no mundo.
Para que então, nasci, lá!?
Para isso pois eu vim.
Eu em verdade! Sou alguém! Sim!
Mas também não sou ninguém enfim!
Eu sou vosso! Para me matardes!
Para não, me amardes!...
Para aguentar com tudo.
Como vosso peso imundo!
Sou tempestade e dor.
Mas também, calor e amor!
Confusão e depressão!
Mas, também homem de acção!
Enfim! Sou o que vós, não sois!
Sou eu; Só eu!...
Não há outro, igual pois…
Sou lindo! Lindo e feio!
Mas sempre forte, no que um dia veio!
Sabeis quem sou? O mal…
Mas também, o bem.
E assim vou indo, ao céu, no final.
Quer vós quereis, quer não!
Pois, meu nome é Jerusalém…
Terra de Melquisedeque, rei de Salém…

E vi um tempo, sem tempo.
Tempo de eternidade, sem cansaço!
O vento parou. Não há mais fracasso,
Para todo o sempre…
Porque as amendoeiras, do Algarve, voltaram.
E há flores, nelas lá!...
E os laranjais floresceram!...
Também em Leiria, os desaparecidos, pinheiros voltaram.
Em Monchique, o jardim da Portela do Cano, floresce.
As açucenas, já perfumam!...
Na roseira, a rosa cresce.
E no Vale do Linho,
Como em Monção, nos canteiros e socalcos,
Há lírios, que crescem…
Os campos de cevada e trigo,
São grandes e muitos,
Como no tempo do tempo, antigo…

Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!


Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.


No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.


Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
⁠

⁠Tentei calar a minha boca, a qual me disse,
Cala-te alma imunda e perecível tanto.
Sim, faz mesmo só e sempre isso!
Então me calei e isso realizei, portanto.

Mas dentro de mim as entranhas se revolveram,
e dando um grande clamor, calado, não fiquei,
e um novo cântico, de fresco eu entoei.
E dos poemas minhas musas não se calaram.

Ainda com mais força eu tanto gritei,
sou poeta de cânticos do além,
Isso eu já há muito que o sei!

Portanto não mais me calarei,
mas com a força que meu ser tem,
do bem eu muito e ainda falarei!