Coleção pessoal de gnpoesia
Devemos todo dia ajudar uma pessoa, seja alguém de nossa família ou um desconhecido, mas devemos diariamente com gestos simples, assim, teremos uma coletividade de pessoas felizes ou ao menos fomos uma força ou uma motivação que impulsionou alguém a caminhar, seja dando comida a seu avô que não tem mais forças para comer ou apenas olhando para o outro e dizer que o ama, as pessoas devem amar as outras, para entendê-las, pois sei que um dia vou precisar de um ombro amigo para chorar...
talvez eu não tivesse a vocação, mas eu senti alguma coisa que me impulsionava a servir completamente a Deus, por que não me fizestes um padre meu Deus, um pobre padre do campo, como dizia o Papa João XXIII, tanto que eu era da igreja, na capela de Nossa Senhora de Lourdes, quantas lembranças boas, vou me calar pois não sei o que estou dizendo, vou vivendo com a música de minha primeira eucaristia - deixai vim a mim as crianças, um dia dissestes Jesus... e vou tentando galgar outros horizontes no Direito, mantendo a fé!
Quando um cidadão nega direitos mínimos inerentes a humanidade, direitos para humanos, seja ao miserável de rua ou ao traidor da pátria, nega-se não apenas e tão somente a própria existência e sobrevivência mas o próprio sentido de humanidade; nenhum cidadão está isento do banco dos réus, sentamos diariamente nesse posto de diversas maneiras, a nossa própria pele também clama por dignidade...
Não se intimidem de lutar pelos seus direitos, imponha-os como se fosse embainhar uma espada para ir à guerra, sem lamentos e tormentos; não sinta vergonha de ter vencido dignamente ao labutar pela afirmação e concretização de seus direitos, pois o que a mim está oposto gera o equilíbrio de verdades conflituosas que se resolvem na simultaneidade daquilo que é real, concretizado, a favor do que a mim se assegura no ápice da pirâmide legal, moral e ética, onde bebemos de nossa validade.
Vou dizer palavrões não como meu oponente quer que eu faça para se vangloriar, mas com a singeleza de uma vulgaridade tímida, como explica Sigmund Freud, colocando a obscenidade "por debaixo de uma aparência inocente".
o ridículo está exposto tentando ser um arco-íris, não podemos misturar as nossas cores ao horror para não desbotar a tintura mais bela que existe em nós, nem que soframos por isso, no final seremos os tangimentos dos melhores tecidos.
trouxe rosas vermelhas e sua tristeza dilacerante que se tornou edificante com o romper dos lábios pelo sorriso; as rosas exalaram perfume, cheiro de felicidade que só sente quem se sente veementemente.
eu queria, eu queria, tanta coisa que Deus me disse que não tinha como, aí eu me conformei com que eu era, um pobre advogado do interior...
eu que sonhei um mundo que ninguém jamais sonhou e quem sonhou morreram amargamente, a diferença é que estou vivo e senti o doce sabor amargo em vida, não é querendo fazer drama e muito menos teatro, sonhei que eu era o melhor amigo do mundo e que meus amigos eram irmãos, irmãos que nunca tive, não importa, somos o que somos, devemos viver mediante essa autenticidade, os sonhos para mim são pérolas, ouro, algo valioso que ninguém pode diminuir esse valor, são sonhos e que lutei a minha vida toda para vivenciá-los, é como as pessoas que cheguei até amá-las e fui rejeitado, que prevaleça o amor que eu não tive e que os sonhos sejam realidade, não os que eu sonhei, mais para aqueles que hoje estão no êxtase de vivê-los intensamente...
eu sei que nada posso falar
desesperadamente
inconsequentemente
na impossibilidade de um dia te amar
só quero um sorriso seu, um abraço quente e eterno, mesmo sem a magia de sua tentadora e louca nostalgia.
Viver para amar
Viver é amar e se enlaçar em um lapso eterno de paixão, ame com liberdade, só você sabe o que sente, mesmo que de formas imprecisas que nos cause gosto amargo , aproveitando cada momento que esse amor pode ser vivido mesmo que seja apenas uma troca inocente de olhar e um punhado de palavras tímidas querendo dizer tudo sem poder dizer nada;
Assim, passamos pela vida, sem os sentimentos do pecado e morreremos na certeza de que amamos intensamente no silêncio dos dias, esperando novamente viver para amar;
Se meu "eu" escrever poesia, que não seja para te aclamar, apenas para adornar meu espírito envergonhado na sonoridade dos que não sabem amar;
estarei adormecido no tempo pois estarei completamente esquecido sem mais nenhum contentamento;
e você em outros braços ouvindo um sussurrar de prazer e inesquecíveis momentos, sem mais nada a esperar;
vou viver toda vida, uma vida para amar.
as cálidas noites pareciam ensolaradas em quentes desoras no ápice sonoro do meu êxtase.
tudo era eterno e o sol no céu se perdia no lacrimejar de uma madrugada ensolarada.
só exista eu e apenas um eu na união envergonhada de nossos corpos.
o pensamento tem cheiro de alguma coisa com gosto de nada, porém, existe.
ensolarado os restos de nossas vidas, a vagar na escuridão do dia, esperando por alguma coisa que brilhe.
ao lembrar dos primeiros passos que damos imaturamente em nossa vida, recordo-me com um sentimento desconhecido mas que causa um desconforto, os primeiros sonhos e as primeiras linhas de meus projetos que em sua maioria ou quase tudo não realizei, talvez não me esforcei e fui mais um que apenas e tão somente sonhou, quem sabe hoje eu era bem mais feliz, porém, não importa, guardo essas lembranças como algo inesquecível e precioso, aprendi muito sonhando e tudo isso hoje me serve para tentar ser bem mais feliz pelo que conquistei hoje e pelo que ainda tento alcançar...eu era bem mais feliz com essas poucas coisas, reitero, com meus simples e singelos sonhos, eles não pecavam.
não existe palavras para poder dizer o óbvio e o que lutamos pela vida a fora, o acaso existe para isso, quando as palavras não se expressam, naturalmente as pessoas envergam umas nas outras, se beijam, se agarram, fazem tudo aquilo sem solidão e sem medo do horror, é o que chamam de paixão ou enfeitam chamando de amor...
ainda falarei de amor e das violas que desencantou meu coração
o orvalho lacrimeja o amanhecer
na neblina a canção se perdeu
pela noite de sereno de ilusão
e o poeta na madrugada se esqueceu
de conquistar o que magoa seu coração.
A beleza das estrelas na imensidão
embelezou aquela injusta traição
maldita a boca que te beijou.
ainda falarei de amor e das violas que desencantou meu coração.
ocasionalmente eu vou dizer alguma coisa e mendigar pelo restinho de ilusão do que sobrou nos sobejos dessa ínfima paixão e na mentira de um grande amor...
coladinhos falando com seus lábios vou dizer que estou com saudades da minha língua passando por eles de seus dentes a morder os lábios meus, na arte louca do prazer, mordendo sua orelha e bem baixinho dizer, sou teu, me morde, me bate e me faz ser todo seu...
ouvi a voz do vento a me chamar oscilando as cortinas da janela do meu quarto, reparei a lua e ela estava coberta por nuvens negras sem poder me inspirar, sem poesia, sem nada, pois a lua em sua infidelidade acariciou os instantes e fez de uma noite qualquer, o beijo daqueles apaixonantes quando eu olhava pra noite esperando ouvir palavras delirantes e ao despertar vi o sol ao romper o horizonte com tristeza, sem noite,sem lua e sem estrelas...
almas sozinhas vagam e se espraiam
nos vazios das saudades desesperadas.
O sol se agoniza ao se pôr em seu próprio ventre com raios luminosos se envermelhando.
as flores despetaladas no caixão acenando para o fim em lágrimas contidas quando a garganta estava chorando.
o sangue que corre todo ser é algo perplexo que invade o peito quando nada dá jeito e o medo assola volta e meia assobiando.
o girassol se curva à noite na fidelidade espúria da natureza, com a certeza do nascer do sol.
