Coleção pessoal de gabiiinvittti

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"Não vai conhecer o final da história sem ler o próximo parágrafo."

Gabriella Beth Invitti
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Tags: história parágrafo

– Não vai entrar? – perguntou o Senhor Bizarro.
– Não. Eu preciso de amor para sonhar.

Gabriella Beth Invitti
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EU FICO COM AS MOEDAS
[...] caso você se vá.





O carro de som anunciara a morte do velho Kall. Os motivos da morte não nos interessavam. Eu e Renato só queríamos saber de uma coisa... – O velório foi simples. Só haviam pessoas que moravam naquela mesma rua. O velho solitário não possuía família. Enquanto minha mãe rezava ao pé do caixão, eu observava o cadáver. Frio, branco, mas parecia dormir. Arrisquei tocá-lo para ver se estava mesmo morto. E estava. Mesmo assim, a idéia de que o velho levantaria do caixão não saíra de minha cabeça, e eu sorria. Gargalhara em frente ao caixão do velho Kally. Ficara imaginando como as rezadeiras da cidade reagiriam com o despertar de um defunto velho.
Assim que o enterro acabou, encontrei Renato na esquina do cemitério. Fomos direto à casa do velho colecionador de moedas. No caminho, planejávamos tudo o que faríamos com a nossa coleção. “Vou vender tudinho”, disse à Renato. E ficara sonhando com todas as bolas de futebol que eu compraria com a venda das moedas... Renato dizia que continuaria a coleção. Eu achava uma bobeira aquela história, mas a parte de Renato era dele mesmo. “Faça o que quiser”, – dizia à ele, “só não morra igual ao velho. Construa família.”.
Ao chegar à casa, tudo estava do mesmo jeito que o velho havia deixado. Silêncio, solidão e calmaria. Renato achara assustador, já eu gostara da idéia de não se ter com quem se preocupar. Descemos até o porão, e lá estava a nossa coleção de moedas. Brilhantes, lindas, incontestavelmente valiosas.
– Quanto será que há aqui?
– Muito, Renato. Muito. Muito!
Meus olhos brilhavam tanto quanto os de Renato. Eu era uma criança ambiciosa. É claro que, frente aquilo, toda criança ficara admirada. Mas eu não. Eu sentia algo mais que admiração. Eu sentira amor por tudo aquilo. Amor por cada moedinha que o velho juntou com tanto esforço. Amor por cada coisa que eu faria ao vender a minha parte.
– Sua parte? – perguntou Renato. – Isto aqui tudo é do velho. Não é nosso. Tá errado, Bino! Vamos embora... Isso vai criar problemas para nós.
– Negativo. Isso é nosso, sim! Ninguém sabia dessa coleção. E o velho não tinha família... Larga de ser medroso!
Apenas nós dois sabíamos daquela coleção. E sabíamos porque o velho nos fez buscar algumas moedas que ele havia comprado com o Relojoeiro da Rua XXI. Lembro-me de como fiquei quando vi, pela primeira vez, a coleção do velho Kall. Como fiquei, não. Lembro-me o que senti. Lembro-me o que pensei: “Isto tudo será meu”.
De repente, Renato chamara minha atenção quando abrira um baú com um mapa. “ – Bino, olha isto aqui!”. O que é?, pensei. E só depois de analisar bem foi que me deparei com um mapa que levara ao Carrossel dos Sonhos.
– O Carrossel que o velho falou! Lembra? – perguntou Renato.
É claro que eu lembrava. E é claro que meus olhos brilhavam tanto quanto brilharam ao ver as moedas. O Carrossel dos Sonhos era o brinquedo mais querido pelas crianças e adultos. Você entrava, dava uma volta, e tudo o que imaginara enquanto estava ali dentro com o Carrossel girando, se realizaria. Era um Carrossel único. Mágico.

– Não podemos levar as moedas conosco.
Então fomos sem elas. Sim. Nós fomos atrás do Carrossel.

O Carrossel estava na Cidade Que Ninguém Encontra. O caminho era longo, levamos bastante comida. Embora a comida tenha acabado antes da metade do caminho. [...] A estrada nos trouxe surpresas arriscadas, temidas e geniosas. O palhaço que soltara fogo da boca, o dragão que falara sobre a princesa que o deixara, o peixe que andara na terra, o extraterrestre que veio do Sol, o exame médico de Hitler, a cabeça raspada do Skinhead gay, a emocionada Julieta das sombras, o tolo Willian que escrevera seus romances, Darwin que soletrava números, cartas que jogavam pôquer de humanos, labirinto das três viúvas, e finalmente a princesa que era bruxa. Foi terrível soltar a madrasta da torre! – Contos de fadas eram mais legais quando o mundo não estava de cabeça para baixo.

Andamos a metade do mundo. E chegamos ao Carrossel.

Era lindo. Brilhara tanto quanto a Torre de Paris. Haviam homenzinhos que pareciam fadas voando sobre. Muita música, algodão doce, roda gigante ao fundo. E um senhor com um chapéu enorme cuidando da porta. O senhor tinha sorriso de Coringa e olhos de Chapeleiro, só que a cor dos olhos era azul-marinho. Branco, muito branco, com marcas pretas desenhadas no corpo. Paletó verde e não tinha cabelo. Calça amarela e pantufas de pena de avestruz. O Senhor Bizarro deu-me medo.

– O que fazem aqui?
– Queremos entrar.
– E vão sonhar com o quê?

Renato entrou. Eu fiquei parado.

Eu era só um menino, que não tinha sonhos. Talvez tivesse, mas nenhum plano. Houvessem estrelas no céu e estaria bom para mim. A única coisa que sempre quis eram as moedas, porque me despertavam amor. Era a maior riqueza de minha vida. E eu houvera as deixado. Deixar um amor é imperdoável, embora o mundo seja grande e cheio de coisas lindas. – O que eu pensara quando o fiz?
Renato me chamara: “Venha, venha!”. Eu não posso Renato, desculpe. Há um amor que fica aqui dentro. São moedas de ouro. São cobiças preciosas. São moedinhas pequenas que me despertam grandes sonhos. Eu não posso sonhar sem elas.

– Não vai entrar? – perguntou o Senhor Bizarro.
– Não. Eu preciso de amor para sonhar.

Gabriella Beth Invitti
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Tags: moedas amor

"Como amor de professor, de pai, ou mãe. Amor de quem protege. De quem vive. De quem quer bem. Amor de quem faz feliz, e principalmente, amor de quem é feliz. Porque eu sou feliz com Eduardo."

Gabriella Beth Invitti
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"Este foi o meu grande erro. Não dei chance ao amor. Já amei, sim. Mas ignorei aquele sentimento e fui atrás do desejo de me tornar um grande homem. Eu só não soubera que, para ser um grande homem, é preciso saber amar."

Gabriella Beth Invitti
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"Se quase chegando aos oitenta anos, posso ainda lhe dar um conselho. O conselho é: “Ame!”. Sua vida não será nada sem amor."

Gabriella Beth Invitti
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"O problema é quando as pessoas aprendem a perder. E eu aprendi."

Gabriella Beth Invitti
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[...] Sei apenas que não posso ficar parada. Que eu vou abrindo meu coração por aí... Qualquer hora ele encontra os afetos de quem se dá por ele. E eu me darei inteira por aqueles afetos. Dali, será amor real. Não somente amor. “Amor-real”. Duas palavras diferentes e que juntas podem causar um estrago enorme em nossas vidas.

" – Meu coração está aberto, menino. Agora mais do que nunca."

Gabriella Beth Invitti
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"Deus está sempre ali mostrando que quando eu menos esperar a vida irá me surpreender. Porque, bem, eu não sei se é Ele que constrói detalhe por detalhe de tudo que acontece em meus dias, mas eu sei que Ele me protege do mal e isto já me acalma."

Gabriella Beth Invitti
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Mudanças. – Bem, elas nem sempre são tirar os móveis do lugar. Há mudança de alma também.

Gabriella Beth Invitti
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CHANGE.

Mudanças. – Bem, elas nem sempre são tirar os móveis do lugar. Há mudança de alma também.

Deus está sempre ali mostrando que quando eu menos esperar a vida irá me surpreender. Porque, bem, eu não sei se é Ele que constrói detalhe por detalhe de tudo que acontece em meus dias, mas eu sei que Ele me protege do mal e isto já me acalma.
Porque é ali, quando você não pretende mais nada, que aparece alguém e pimba! Bateu! E mesmo que não seja nada, é como se o pouco que foi ficasse em você. É como se aquele pequeno imprevisto do destino pudesse te fazer olhar a vida de outra maneira. E para isto não é preciso milhares de palavras ou muitos dias juntos, precisa-se apenas um olhar diferente e um ponto de vista, que lhe faça abrir os olhos.
Quando parei e pensei: “Tinha de ser esta pessoa?”. Pois ali seria a pessoa mais estranha ou mais impensada para dizer aquilo que precisei escutar. É quando eu sei que é Deus vindo de alguma maneira, conversar comigo, e dizer: “enxerga, para de ser cabeça dura, eu preciso que você vá por este caminho”.
E é assim que é. Eu acredito que Ele vem aparecendo nas pequenas coisas, em pessoas diferentes, me jogando frases e cantando um destino à mim. Quando estou cega demais, ele me faz bater com a cara no poste e lavar os olhos. – Então, aos poucos, eu me torno cada vez mais aquilo que eu serei. Que eu sou.
É claro que eu sinto falta de alguém ao meu lado, para dividir minha vida, para ganhar um abraço, para trocar carinhos. Mas conforme a vida foi-se indo, e o tempo foi passando... Eu descobri que eu gosto desta solidão. Mas, não, calma aí! Não é esta solidão escura e vazia. Eu gosto desta solidão tranquila, deste coração desocupado, deste caminho sem rumo, deste vento que vai me levar pra qualquer lugar. Eu gosto deste despropósito. E eu comecei a admirar a independência que eu quero e que caminho à ter. – Liberdade. Não acredito que ela exista, mas é assim que eu me sinto.
As pessoas poderão achar que eu estou ficando maluca. Mas quem eu engano? Elas já acham... Agora que está tudo caminho para dar certo, eu jogo tudo pro ar. – O que elas estavam esperando de mim? – Eu sempre fui estes desejos, estes quereres, esta rodovia calejada e vazia. O que acontece é que, hoje, eu sou muito mais.
Acontece que eu coloquei em prática tudo aquilo que eu escrevi e cuidei de usar cada tombo a meu favor. Cuidei de curar os machucados, mas enquanto curava, os estudei. E fiz da dor um aprendizado, do aprendizado um consolo, do consolo fiz conselhos, dos conselhos me reconstruí. Reconstruída, me tornei algo. – E eu não quero definir o que é. Só quero ser.
“Ser” o verbo que mais mexe comigo. Algum dia eu lhes contei que existem palavras que quando as escrevo é como se elas desvendassem minha vida? Palavras simples que levam algum sentimento. São códigos, metáforas, manias de Gabriella.
Vocês também têm isto de, quando ansiosos ficarem andando pela casa e falando sozinhos? Eu faço isto o tempo todo. Eu falo sozinha o tempo todo. Eu sonho o tempo todo. E eu escrevo dentro de mim o tempo todo. – Sem parar.
Eu posso não estar me mexendo, mas eu não estou parada. Estou apenas sentada vendo o movimento, e eu adoro vê-lo.
Eu já não me importo com o que as pessoas pensam. Eu conheço meus limites. Fiz minhas regras. E agora é tempo de fazer a minha vida.
Estou livre, mas cheia de amor. E agora tanto faz. Eu sei que a vida trata de me juntar à você.

Porque eu não seria metade do que eu sou sem você. Porque eu vivo de palavras, e você me trás elas, mesmo que sem querer. – Você é a minha história. – I just had to let it go.

Gabriella Beth Invitti
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Quando sufoca, eu não posso manter-me quieta.

Tu já deves ter percebido todas as confusões de minhas palavras, – eu quero ser direta, mas não posso. Eu não sou a pessoa que tu achas que eu sou. Está doendo cada erro e cada mentira. Não existem pessoas perfeitas. Não sobrou-me muita coisa além de um mundo falso e egoísta. Eu sou ruim. Eu quero, em todos os momentos, ser melhor que você. E chegou a hora de admitir que você é uma boa pessoa.
Eu te perdôo por cada deslize. E peço que não descubra os meus disfarces. – Eu não sei como implorar para que tu fiques ao meu lado. – Eu não sou gentil. Mas todas as noites eu rezo para que Ele possa lhe colocar no meu caminho. Todas as noites eu peço: “deixa eu fazê-lo feliz?”. Será que Ele irá atender minhas preces algum dia?
Porque eu não posso pedir isto para você. Eu não posso competir com ela. Ela está ao seu lado, ela vai ganhar o seu amor, e eu – novamente – terei que aceitar que nossos destinos são paralelos. Mas como? É como se eu devesse apagar tudo da memória. E eu tento. Juro que tento jogar tudo fora. Juro que eu já queimei tudo o que eu poderia, mas persiste, insiste, ainda está aqui dentro de mim.
Eu queria olhar em seus olhos e dizer: “ – não vai, fica, não me deixa outra vez”. Eu queria ser verdadeira e dizer: “ – eu tenho um sonho, meu sonho é ser, estar, permanecer e continuar com você”. Eu queria agir conforme eu sinto, mas eu faço conforme as pessoas dizem. Eu queria me entregar aos sonhos, mas eu me entrego conforme acho que você vai querer. – Você gosta mesmo de todas estas barreiras?
Não pode ser mais real? Não pode ser mais limpo e verdadeiro? O problema sou eu? Eu tenho medo de lhe decepcionar. Eu tenho medo de dar um passo para frente, e você não estar de acordo. Eu tenho medo de ser humilhada, rejeitada, de me sentir uma pedra no seu sapato – outra vez.
Eu me controlo, mas eu não quero me controlar. – Faz mesmo sentido todos estes limites? – O amor tem regras? Quem colocou regras no amor? Por que nós temos que nos esconder se o sol brilha lá fora? Por que não pode ser real, tão real como qualquer outro? – Não deve ser amor.
Amor é quando perdemos o medo. É entrelaçar as mãos e esquecer do resto. Amor é sinônimo de entrega. E aquelas definições que nós causamos, só nos fazem mal.
O que eu devo fazer? Eu não estou preparada para seguir sozinha. Todo mundo precisa de um alicerce. Todos nós temos momentos de fraqueza. Eu não quero rasgar os panos como se eu fosse única no mundo. Preciso de alguém que me ofereça um lenço mesmo que as lágrimas não caiam. – Ela só está tampando os seus buracos, como eu já os tampei um dia.
Eu também sou esta garrafa vazia e com furos. Nunca estou cheia. Você não pode me encher de liquido, porque meus furos irão trapacear. Eu estou sempre vazando... Eu não sei o que acontece depois.
Me explique por onde começar. Qual o começo? Como ter o seu amor por inteiro? Eu preciso ter. Você não entende. Não é tão fácil quanto parece. Eu não posso lhe implorar isto, porque já doeu uma vez. – Devo abrir o que eu sinto pra você.
Enquanto ausente, eu conheci quem eu sou. Obrigada por ter ido embora. Mas não se vá outra vez... Eu sinto que ainda há muito sobre nós. Eu sei que não acabou. E eu não quero que acabe nunca.
Deixa esta história do “para sempre não existe” ir embora. Eu quero construir um futuro ao seu lado. Esqueça que você não foi feito para mim. Duas peças do quebra-cabeça só se encaixam se elas forem diferentes. Nós não somos iguais. – Eu preciso de você aqui.

Todas as vezes que você se sentir triste. Não importará o motivo. Poderá ser por uma briga com sua família, um problema no trabalho, a faculdade que vai mal, ou uma briga com ela... Não importa. Só prometa que vai me procurar. Não precisa contar o que aconteceu se não quiser. Só prometa: Vai me procurar. Vai me ligar, vai me escrever, vai vir até minha casa, e mesmo que eu não possa fazer nada, eu quero poder dizer que vai dar tudo certo.

Prometa.

A minha esperança não morreu. Eu olho para você e eu sei: você estará sempre comigo, dentro de mim.

Gabriella Beth Invitti
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"E se algum dia ele puder fazer parte do meu viver, se algum dia ele puder enxergar a vida como eu a vejo, se algum dia for pra ser. Meu Deus! Eu volto a suspirar, volto a amar, volto a ser feliz e serei tão feliz que, que eu gritarei sinos de alegria."

Gabriella Beth Invitti
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QUAL O SEU DESTINO?

Lá fora apenas o barulho do vento e o latir dos cães. Aqui dentro, luzes acesas e coração sereno. Acho que estou sonhando. – Pensei que esta noite seria cheia de tormentos que me fariam escrever coisas lindas. Não deu. Nada de saudades. – Estou só e imersa em calmarias.
Alma calma é problema para quem escreve. – De certo, este é o motivo para o errado sempre me atrair. – A dor que consome é a dor que possui as palavras mais doces. Já o vazio, bem, o vazio me trás palavras sombrias, histórias estranhas, algumas fantasias e nenhum suspiro. – Ah! Como eu sinto falta de suspirar...
Suspirava todas as vezes que ele me cegara os olhos com suas mãos macias, e me fazia a pergunta tola: “adivinha quem é?”. Ora! Quem era? Era ele, senão ele, nenhum outro. Assim suspirava o coração e atritava todas as artérias... – cardíaca; eu era um ataque em todo beijo que ele me surpreendera.
Suspirava também. Não! Eu perdera o fôlego todas as vezes que abriam-se as pernas e deleitava-me com seu corpo quente. Quando jogava-me contra a parede como se fosse me demolir. Ou quando falava-me ao ouvido que me queria e demonstrava sentir prazer com meus carinhos.
Suspirava quando desenhava meu corpo com as mãos. Ah! Como eu adorava aquelas mãos percorrendo meu corpo e como me acalmava quando delicadamente parava a mão em minha cintura e cantava coisas lindas...
Suspirava quando escutava sua respiração ofegante... Amava aquela respiração. Amava aquele jeito. Amava aquela voz. Amava aqueles olhos furiosos e brincalhões. Amava de tal forma que, às vezes, sei que nunca amarei outro igual.
Poderei até amar mais, mas nunca como o amei. Não há como ser duas vezes a mesma tempestade em meu corpo. Não há como existir outra pessoa que provocará o pós-tempestade, com ou sem estragos, alguma magia e coração sem voz.
"Pois tenho até medo de ler os parágrafos anteriores e sentir a pontinha dos dedos dos pés revirarem pelo desejo". Porque já não é saudade, é não ter mais, é não ser do mesmo jeito. É não me doar por inteiro como um dia já foi... É talvez perder o encanto. É amá-lo ainda, mas dar este amor para outros. Entende? Não. Não entende, porque é tudo invenção.
Porque eu não posso mais dizer o que sinto. Porque agora sou apenas esta casa vazia e este tapete no chão. Eu sou o objeto esquecido no canto da sala. Eu tenho medo de continuar e não faço idéia de como se começa isto. Como seguir em frente? Como deixar pra lá? Eu juro que estou tentando. Juro que me orgulho de mim mesma, porque não fui aquela amiga que chorou o abandono do ex-namorado. Porque eu me preparei para a pior dor da minha vida, achei que fosse corroer por dentro, que fosse me matar. E realmente doeu, eu realmente morri, mas ressuscitei sei lá quantas vezes. E não fiquei chorando, resmungando, tratando o destino como se Ele fosse culpado pelo erro de quem amei. – Não. – Não fiz nada disso. Eu fui boa pessoa e continuei andando, só por andar, só por saber que eu teria um caminho longo pela frente. E mesmo sem saber qual era, mesmo sem ter feito alguma escolha, mesmo morrendo de medo que as pessoas me tratassem como apenas mais uma adolescente rebelde. Eu agi por mim. Eu fui aquilo que sou. Eu me tornei eu mesma. Sabe, eu não sou aquela jovem revoltada, porque quando os jovens se revoltam, eles precisam achar um motivo e precisam impressionar alguém. Eu não. Eu sou assim: – eu sou esse nada aqui mesmo. E mesmo que eu saiba que não devo me contentar com isto, – eu estou muito feliz, obrigada, por estar assim como estou.
Porque eu não quero mais fazer parte do politicamente correto e nem dos outsiders marrentos. Eu quero ser eu. Só. Sem mais e sem amor. Não. Com amor. Com muito amor. Mas não amor por ele... Eu quero amor por mim, e por tudo que faço. Porque eu não fiz minha escolha ainda, mas eu sei que quando eu me decidir, seja lá o que for que eu decidir, eu vou fazer bem. Porque eu tenho fé em mim.
E porque eu não tenho plano nenhum, mas eu sei o que eu quero: – viver. Eu vou viver. Forget the rules, I did my rules. Now it's me.

E se algum dia ele puder fazer parte do meu viver, se algum dia ele puder enxergar a vida como eu a vejo, se algum dia for pra ser. Meu Deus! Eu volto a suspirar, volto a amar, volto a ser feliz e serei tão feliz que, que eu gritarei sinos de alegria.

Talvez, o meu destino seja amar [lo].

Gabriella Beth Invitti
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"Eu sei que não age de má fé. – Mas até as boas intenções, quando não pensadas, podem se tornar más intenções. – Você deveria ter pensado em como seria depois, depois do impulso, da boa fé."

Gabriella Beth Invitti

IF YOU ARE LIVING.
Terra dos Sonhos, 28/14/20.019.

"Aqui não tem data, aqui não tem cor. Aqui só existe e faz sentido o que você quer."

– Não quero isto. Não vou lhe fazer mal...
– Eu sei que não age de má fé. – Mas até as boas intenções, quando não pensadas, podem se tornar más intenções. – Você deveria ter pensado em como seria depois, depois do impulso, da boa fé.

Ora, desculpe-me as grosserias e o mau jeito. Eu quero, mas não posso ficar falando tudo o que sinto. Ainda há algo que prende as minhas palavras todas as vezes que olho em teus olhos. Desculpe a novela mexicana e, desculpe, por não adoçar o café. Eu sou mesmo um drama. E foi mesmo doloroso tudo que passei. Mas, valeu. Valeu à pena, a galinha, e a refeição. Não sei se já estou satisfeita, mas já digeri as mentiras e todas as lições.
Arthur, faça-me o favor de não abrir os teus sentimentos. Feche-os. Eu ainda tenho pra mim que eles são meus. Não quero que os dê para outra tão cedo. E, se der, disfarce.
Abrigue as lacunas de dor em qualquer local longe do teu coração. Não fique remoendo os erros, nem as dores. Deixe para trás todas as angústias. Libere o teu espírito das cinzas e siga em frente. Siga em frente. O ponto importante é seguir. A direção se arruma conforme o número de passos. O segredo é caminhar. Caminhar com fé, e não com a ponta dos dedos dos pés.
Se a dor vier, chute-a. Se o cavalo lhe derrubar, monte em cima dele outra vez e mostre lá quem manda. Você não sabe ainda, mas você nasceu para vencer. Conquiste os sete mares e os quatro continentes. Deixe o vento lhe levar por este mundo e descubra os deveres de cada um dos povos. Você tem memória boa, vai saber o que fazer com as tuas regras e lições.
Ocupe-se em ser livre, mas não esqueça que todo ser humano deve ter um limite. Desgrude-se do mal e dos vícios. Faça você mandar em você. Faça você mandar em sua história. Faça você o seu caminho. – Se tu te prendes em desejos, não alcança as tuas vontades. – Vença os obstáculos. Eu quero ver-lhe subir o primeiro lugar do pódio.
Se eu não estiver ao teu lado, Arthur. Saiba que eu torci para que isto acontecesse. – Isto. Esta conquista. Qualquer conquista. – Sabe do que eu falo? Eu falo que, Cada momento em que um sorriso se abre, é uma vitória. Cada vez que se fecha os olhos e o coração está tranqüilo, é uma vitória. Cada vez que se olha para o lado e há alguém para segurar-lhe a mão, é uma vitória. – Amor é uma vitória. Ganhe! – Mas ninguém vive só de amor. Lute!
A guerra humana é uma luta sem fim. Se há fim, é morte. – Se o fim existir, iremos morrer. – O ser humano morre várias vezes dentro de si. Morre de amor, de dor, de loucura, de culpa e de ansiedade. Morra quantas vezes achar necessário. – Eu vejo a vida lhe preparando tempestades. Os importunos vão lhe sufocar algumas vezes. Eu sei que vai doer durante o fracasso, e sei que doerá mais ainda quando o mesmo fracasso acontecer duas vezes, três vezes, quatro vezes... Isto irá acontecer. Morra! Mas levante-se do túmulo de cabeça erguida. Comece outra vez. Insista. – Você é uma boa pessoa.
Você é responsável por tudo que entra e sai da sua vida. Determine tudo àquilo que deverá ficar nela. – Se o mundo lhe mandar parar, diga que você tem muito o que continuar por aqui. – Se a vida contrariar suas idéias, repense suas atitudes. E se você precisar se afastar de tudo por um tempo, afaste-se. Mas não demore até que tudo mude.
Tudo bem, a mudança a necessária. Mas não deixe a vida decidir por você. – Você deverá ser dono da sua história, lembra? Pois faça.
Escreva o capítulo do dia seguinte em seu diário, não fique escrevendo só o que aconteceu ontem. Ainda não é a hora de viver só por viver. Você não pode desanimar. – Continue...
Você não estará sozinho, enquanto me permitir estar por perto. Isto posso lhe garantir. – Mas, se por ventura, eu for embora. Eu posso cantar por aí que lhe restam grandes amigos e uma boa família.
No fundo, é só disso que você precisará para seguir em frente: de gente que lhe ama de verdade. Quem lhe amará mais do que seu pai, mãe e irmão? Vai lá! Eles lhe acolherão em momentos de frio e lhe enxergarão mesmo que tudo esteja escuro.
E quando a música tocar, dance. Mas se os ouvidos parecem surdos... é hora de limpar a alma. Outra vez.

Vamos lá, Arthur.
Eu sei que você consegue.
Eu ainda confio em você.

Us all to be Arthur.

Gabriella Beth Invitti
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"Já não sei se ainda é o mesmo para você. Mas, para mim, é ainda mais. Eu lhe amo mais. E hoje eu entendo este amor. Hoje eu posso dizer que ele existe. Hoje eu quero cuidar deste amor, porque ele é como uma planta frágil que precisa de atenção e proteção. E precisa crescer. Precisa dar frutos. Precisa nos fazer feliz."

Gabriella Beth Invitti
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"Eu não posso esperar que tudo caia dos céus. Não consigo deixar nas mãos do destino. Essa história do “deixa estar” me da a sensação de que eu não comando a minha vida. E todos nós sabemos que a vida é recheada de escolhas. Eu posso escolher tentar, continuar ou desistir. – Então, se eu lhe amo, eu nunca desistirei de você."

Gabriella Beth Invitti
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"Deus não lhe quer perfeito, ele só Não quer que tu sejas uma pessoa má."

Gabriella Beth Invitti
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"O amor de Deus é sempre um novo começo. Não há finais."

Gabriella Beth Invitti
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