Coleção pessoal de juanaigatu

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Trata com todo carinho
o amigo velho o maior
que a amizade é como vinho...
quanto mais velha melhor.

se tens esperança amiga
protege-a a cada momento
pois ela é candeia antiga
e na terra ha muito vento

moça,formosa,querida
és pura assim como um templo
que os outros amem a vida
por causa do teu exemplo

não odeies,nem um segundo
mesmo aquele que te odeia
que a gente colhe no mundo
tudo aquilo que semeia

sê boa que é que te custa?
perdoar apenas perdoa
mas sobretudo sê justa
que inda é melhor que ser boa

Ri para o instante que passa
cada vez mais satisfeita
porque só existe graça
onde a alegria é perfeita

e enche tua mocidade
de um afeto superior
só veem a felicidade
os que se encontram no amor.

Deus existe para tranquilizar a saudade.

Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho.

A saudade é um parafuso
que quando a rosca cai
só entra se for torcendo
porque batendo não vai.
Mas quando enferruja dentro
nem distorcendo não sai.

INESTIMÁVEL VALIA

Se tudo na vida tem seu preço
Quanto vale matar uma grande saudade
Sem prazo de validade...
Sem meio, fim, nem começo?

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.

Saudade é melhor do que caminhar vazio.

Se queres felicidade
apoio, harmonia e paz
atende as indicações
de nosso Senhor Jesus
começa o dia pensando
no que o dever determina
e roga em prece o roteiro
da providência Divina
ergue-te cedo e se falas
fala a palavra do bem
auxilia a quem te ouça
não penses mal de ninguém
se existe algum desarranjo
em teu distrito da ação
conserta sem reclamar
não te lamentes em vão
trabalha quanto puderes
que o trabalho é vida em suma
o tempo igual para todos
não para de forma alguma
se alguém te ofende perdoa
quem de nós não pode errar?
não há quem colha perdão
se não sabe perdoar
trilhando a estrada sombria
de prova rixa e pesar
acende a luz da concórdia
e ajuda sem perguntar
problemas?dificuldades?
aprendamos dia a dia
que a bondade tudo entende
quem serve não se transvia
onde a tristeza se espalha
e a vida se ilude ou cansa
sê caridade, consolo
serenidade, esperança
e chegando em cada noite
por sobre os caminhos seus
dormirás tranquilamente
na benção do amor de Deus.

Um começo de saudade
numa alegria crescente
o que senti em verdade
quando te olhei de repente

o céu encheu-se de estrelas
e enquanto eu sorria em calma
entraste pelos meus olhos
e foste ferir minha alma

instante que só conhece
aquele que se extasia
subindo na luz da prece
ou na asa da fantasia

hoje sofro duplamente
não há dor igual a minha
tenho as mágoas que me deste
mais aquelas que eu ja tinha

Foi vê-la o meu pensamento
correndo como costuma
voltou depois fatigado
sem acha-la em parte alguma

saiu a minha esperança
e me jurou que te trazia
só a saudade chorando
veio em sua companhia

É tão grande a distância
entre o meu pranto e o teu lenço
que os suspiros que a buscam
se perdem no espaço imenso

a cada instante se morre
morte é vida na existencia
uns morrem porque Deus chama
eu morro por sua ausência

Olhei-te dentro dos olhos
dentro deles vi os meus
e dentro destes minha alma
que procurava a dos teus

Seu olhar que há tanto espero
e que sempre me fugiu
hoje bateu nos meus lábios
no instante em que ela me viu

E a frase que há tanto espero
e que nunca proferiu
ouvi-a toda em seus olhos
no instante em que ela sorriu

Toda ausência é dolorosa
a mais ligeira maltrata
espimho mesmo de rosa
as vezes,ferindo mata

Teu nome me vem a mente
cada instante em que respiro
porque como o faço ausente
não faço sem um suspiro

Se não ver a Deus é o eterno
castigo do condenado
o ausente vive no inferno
não vê o seu bem amado

o poema deve ser tão denso que se retirarmos os andaimes das palavras a idéia existirá por si.

Io non voglio saper quanto sei casta,ci amammo veramente un´ora intera fummo felici quasi un giorno e basta

Tanta coisa a dizer-te e não te disse ainda
culpa a tua beleza bem amada
quando te vejo,porque te amo fico mudo
perco a memória esqueço tudo,tudo...
e e natural que eu não te diga nada...

Eu Tinha um Beijo Para Sua Boca



a Humberto Cozzo
Eu tinha um beijo para sua boca.


Ela estava, porém, tão alta, que em verdade
não podia jamais florir em realidade
a minha idéia louca...


Era linda! Cantava... Uma voz harmoniosa!
Certa vez, por acaso olhou-me lá de cima,
e eu fiz uma canção bem simples, amorosa,
em que deixei meu beijo ardente, numa rima,
como um pequeno pirilampo numa rosa...


A canção correu mundo, ágil e colorida,
a espalhar pelo mundo a minha idéia louca.


Um dia, ela também a cantou, distraída...
— Foi assim que beijei a sua boca..

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito. Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí, amores mesmo, bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões. Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão. Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não. Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.
Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível. Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.

Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos): não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade; não dar certo; depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração; contar a verdade do tamanho do amor que sente.
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo
do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível, ser.

Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

Quem É Amigo?

Amigo é quem, conhecido ou não, vivo ou morto, nos faz pensar, agir ou se comportar no melhor de nós mesmos. É quem potencializa esse material. Não digo que laboremos sempre no pior de nós mesmos (algumas pessoas, sim) mas nem sempre podemos ser integrais para operar no melhor de nós. Há que contar com algum elemento propiciador, uma afinidade, empatia, amor, um pouco de tudo isso. E sempre que agimos no melhor de nós mesmos, melhoramos, é a mais terapêutica das atitudes, a mais catártica e a mais recompensadora. Esta é a verdadeira amizade, a que transcende os encontros, os conhecimentos, o passado em comum, aventuras da juventude vividas junto. Um escritor ou compositor morto há mais de cem anos pode ser o seu maior amigo.

Esse conceito de amizade, transcende aquele outro mais comum: a de que amigo é alguém com quem temos afinidade, alguma forma de amor não sexual, alguém com quem podemos contar no infortúnio, na tristeza, pobreza, doença ou desconsolo. Claro que isso é também amizade, mas o sentido profundo desse sentimento desafiador chamado amizade é proveniente de pessoas, conhecidas ou não, distantes ou próximas, que nos levam ao melhor de nós. E o que é o melhor de nós? É algo que todos temos, em estado latente ou patente, desenvolvido ou atrofiado. Mas temos. E certas pessoas conseguem o milagre de potencializar esse melhor. Sentimo-nos, então, fundamente gratos e de certa maneira orgulhosos (no bom sentido da palavra) por poder exercitar o que temos de melhor. Este melhor de nós contém sentimentos, palavras, talentos guardados, bondades exercidas ou não.

Amar, ao contrário do que se pensa, não perturba a visão que se tem do outro. Ao contrário, aguça-a, aprofunda-a, aprimora-a. Faz-nos ver melhor. Também assim é a amizade, forma de especial de amor, capaz de ampliar a lucidez e os modos generosos e compreensivos de ver, sentir, perceber o outro e sobretudo -se possível- potencializar os seus melhores ângulos e sentimentos.
Somos todos seres carentes de ser vistos e considerados pelo melhor de nós. A trivialidade, a superficialidade, as disputas inconscientes, a inveja, a onipotência, a doença da auto-referência faz a maioria das pessoas transformar-se em vítimas do próprio olhar restritivo. E o olhar restritivo é sempre fruto da projeção que fazem (fazemos) nos demais, de problemas e partes que são nossas e não queremos ver. E quantas vezes isso acontece entre pessoas que se dizem amigas. Essas pessoas (que se dizem amigas), ignoram certas descobertas do velho Dr. Freud e através de chistes passam o tempo a gozar o “amigo”, alardeando intimidade (onde às vezes há inveja) como prova de amizade. O que não é. Mesmo quando é...

Se se quiser medir o tamanho de uma amizade, meça-se a capacidade de perceber, sentir e potencializar o melhor do outro, porque somente essa atitude fará dele uma pessoa cada vez melhor e por isso merecedora da amizade que se lhe dedica.

Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça tiaras de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando. E olhe alegre para a vida. Recomendam-se encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, "aquela conversa importante que precisamos ter"; arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida. E nada de “precisamos discutir nossa relação”. Para quem ama feio, toda atenção é sempre pouca. E para quem ama bonito, qualquer atenção glorifica. Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora. Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como por exemplo, a sinceridade ou não dar certo ou depois vir a sofrer ou abrir o coração ou contar a verdade do tamanho do amor que sente. Jogue para o alto estratagemas, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser. Seja você, cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores. Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que intuiu em criança. Sem medo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou “bonitar” fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a expressão de tudo o que você é, e nunca deixaram, ou você não conseguiu, nem soube, ou vai ver que não pôde. Não se preocupe demais com o amor e suas definições. Viva-o, tão somente. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim aprender a fazer o outro feliz. Afinal, se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.