Coleção pessoal de EgnaldoBarros

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Faço ciência para saber até onde posso suportar...

Regra é, em primeiro lugar, gestão da vida quotidiana.

O homem é um animal amarrado a teias de significados que ele mesmo teceu.

Às vezes, nossa vida é colocada de cabeça para baixo, para que possamos aprender a viver de cabeça para cima.

Há atos humanos que, considerados isoladamente, são impregnados pela nossa sensibilidade valorativa com as cores mais deslumbrantes, mas que, pelas consequências a que dão origem, acabam fundindo-se na cinzenta infinidade do historicamente indiferentente, ou que antes, como geralmente sucede, entrecruzando-se com outros eventos do destino histórico, acabam mudando tanto na dimensão como na natureza do seu sentido, até tornar-se irreconhecíveis.

A palavra política significa elevação para a participação no poder ou para a influência na sua repartição, seja entre os Estados, seja no interior de um Estado ou entre os grupos humanos que nele existem.

A idade não é decisiva; o que é decisivo é a inflexibilidade em ver as realidades da vida, e a capacidade de enfrentar essas realidades e corresponder a elas interiormente.

Por mais que a vida tenha um sentido, só conhece o combate eterno que os deuses travam entre si, ou, evitando a metáfora, só conhece a incompatibilidade dos pontos de vista últimos possíveis, a impossibilidade de regular os seus conflitos e portanto a necessidade de se decidir a favor de um ou de outro.

O homem não teria alcançado o possível se, repetidas vezes, não tivesse tentado o impossível.

São muitos os que usam a régua, mas poucos os inspirados.

Os olhos do espírito só começam a ser penetrantes quando os do corpo principiam a enfraquecer.

O bom juiz não deve ser jovem, mas ancião, alguém que aprendeu tarde o que é a injustiça, sem tê-la sentido como experiência pessoal e ínsita na sua alma; mas por tê-la estudado, como uma qualidade alheia, nas almas alheias.

Uma vida não questionada não merece ser vivida.

Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.

Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência.

O que faz andar o barco não é a vela enfunada, mas o vento que não se vê...

Quem ama extremamente, deixa de viver em si e vive no que ama.

O livro é um mestre que fala, mas que não responde.

Podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz.

Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o amor toma conta dele.