Coleção pessoal de ednafrigato
Nada sei, mas imagino!
Pra que asas se já aprendi o a-be-ce
enigmático da vida, as lições escondidas
à margem do tempo, se sei sonhar, se
tenho a fantasia sempre a favor do vento?
É nas asas dela que vôo de encontro a
tantos sóis misteriosos, luas que me
sorri e mundos secretos que só eu
tenho a chave pra entrar.
Mulher
Mulher
Mulher tem de ter a quietude,
de pássaro aconchegado no ninho
Mas quando tocado no seu íntimo
deve mostrar-se fera indomada
Sem perder a sensualidade
e a delicadeza de ave.
(Edna Frigato)
Por que fui feita pra isso
Eu te amo em todas as línguas;
Em todos os tempos verbais;
Em todas as estações do ano, todas as luas,
todos os anos de minha existência.
Amo-te em todas as minhas vidas. A que vivo,
as que vivi, e as que tenho por viver.
Amo-te em todos os cantos e recantos de
mim, em todos os lugares do mundo;
Em todos os planos, ângulos e posições do planeta.
Amo-te aquém e além das palavras,
dos gestos, insights e Déjà vus.
Amo-te com todos os meus sentidos,
em todos os tons de cinza, em tudo
que minha percepção toca, e até onde
ela não consegue chegar.
Amo-te em todas as intensidades
perceptíveis pelo meu corpo, alma e coração.
Amo-te até mesmo quando não te amo.
E continuo te amando mais.
Amo-te mesmo antes de te conhecer,
de um jeito único e só meu. Como um todo!
Como a única parte indivisível de mim.
As lágrimas elegantemente vestidas de preto escorrem taciturnas pela face pálida, sepultando no silêncio dos lábios um tempo que não volta mais.
Sou apenas clandestina neste corpo traiçoeiro, provando esse amor proibido no agridoce dos seus lábios.
Meu corpo é o templo sagrado do nosso amor, pois é ele que recebe tua alma cada vez que nossas peles se tocam.
Boa Noite
Por trás da claridade do dia surge o negrume do anoitecer. No átimo entre dia e noite abre-se a boca da noite purpurinada de estrelas.
Reminiscências
Lá fora tudo mudou, só a calçada em suaves manhãs de primavera, ainda amanhece coberta de pétalas de rosa vermelha. Vermelho cor da paixão, do sangue que impulsiona as batidas do meu coração, dando vida a esse amor latente, alimentando lembranças, que como fantasmas invadem minhas madrugadas insones. Lembranças que chegam com a lua cheia, quando o cheiro de jasmim se mistura ao cheiro do seu corpo, invadindo o quarteirão inteiro, transportando-me para um passado que ainda mantenho vivo e revisitado na memória. Um passado tão vivo, tão presente que ainda sinto o calor das suas mãos nas minhas, me convidando pra dançar contigo nossa música favorita, nessas noites de lua cheia. Quando o dia amanhece coloco nos lábios aquele sorriso tão cheio da vida que não vivemos e fecho as portas do coração para não macular minha saudade, nem profanar o templo sagrado do nosso amor.
(Edna Frigato)
Poeta e Poesia
Poeta não cala, apenas silencia pra ouvir as palavras,
que na voragem tempestuosa dos pensamentos
trazem traços invisíveis, taciturnos, inspiração que
na sutileza misteriosa dos versos, dão vida a
cândidos poemas.
