Coleção pessoal de ednafrigato
Nas manhãs ensolaradas de domingo a saudade chega sutilmente e me beija a face, leva-me pela mão para a casa de vovó e, lá no aconchego do seu colo ouço o vaievém de uma cadeira de balanço acordando-me as lembranças.
Pra hoje eu te desejo:
Que o café seja quente;
Que o abraço seja forte e,
Que o amor seja teu norte.
O olhar dele tinha todas as palavras que precisavam serem ditas. Então, ele me olhava e, em silêncio dizia coisas que não ousava falar.
Às vezes sinto saudades de ti. Não porque me fazes falta, mas porque sinto falta de mim: foi em ti que me perdi.
Amar é como uma música que por muito tempo foi a nossa preferida. O tempo passa e é provável que nos esqueçamos da letra, do seu nome, mas jamais nos esquecemos do refrão e da forma como ela nos tocou.
A aurora é uma menina com longas tranças douradas, correndo pelos campos floridos do dia, beijando o sorriso das horas.
Nós mulheres somos como um livro na estante: há homens que só nos conheceram pelo nome. Outros nos conheceram pela capa. Há ainda aqueles que só nos leram de forma rápida e superficial. Mas o que nos conhece de fato, é aquele que nos têm como livro de cabeceira, que se demora na leitura, que lê nossas reticências e, que sobretudo, sabe deduzir com sensibilidade nossas entrelinhas e o que tão sutilmente nós mulheres temos o hábito de dizer, sem falar nada.
A fenda da saia de uma mulher não a torna apenas mais elegante, excitante e desejável perante o olhar masculino. É também por ela que a imaginação do homem entra e vê o que a mulher não teve a menor intenção de mostrar.
O cheiro é o que uma mulher tem de mais íntimo. O cheiro é o dna da sua alma, é a sua essência, a sua marca. É ele que fica nas mãos de quem a toca, nos lençóis de quem a tem, nos sentidos de quem a sente, nessa aura de sensualidade e magia que fica pairando no ar, depois que ela já se foi.
