Coleção pessoal de Dromedariono

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Quem escapa do perigo vive a vida com outra intensidade.

Um dos defeitos mais gerais, entre nós, é achar sério o que é ridículo, e ridículo o que é sério, pois o tato para acertar nestas coisas é também uma virtude do povo.

Esquecer é uma necessidade.

Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem.

Eu gosto de catar o mínimo e o escondido. Onde ninguém mete o nariz, aí entra o meu, com a curiosidade estreita e aguda que descobre o encoberto.

Reúno em mim mesmo a teoria e a prática.

Que importa o tempo? Há amigos de oito dias e indiferentes de oito anos.

A gratidão de quem recebe um benefício é sempre menor que o prazer daquele de quem o faz.

Pois o silêncio não tem fisionomia, mas as palavras muitas faces...

Defeitos não fazem mal, quando há vontade e poder de os corrigir.

Para as rosas, escreveu alguém, o jardineiro é eterno.

Não precisa correr tanto, o que tiver de ser seu às mãos lhe há de vir.

O destino, como todos os dramaturgos, não anuncia as peripécias nem o desfecho.

As ocasiões fazem as revoluções.

Dormir é um modo interino de morrer.

A primeira glória é a reparação dos erros.

Palavra puxa palavra, uma ideia traz outra, e assim se faz um livro, um governo, ou uma revolução, alguns dizem que assim é que a natureza compôs as suas espécies.

O acaso... é um Deus e um diabo ao mesmo tempo.

O medo é um preconceito dos nervos. E um preconceito, desfaz-se; basta a simples reflexão.

Está morto: podemos elogiá-lo à vontade.