Coleção pessoal de douglas_figueiredo_2

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Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.⁠

Gosto tanto
de mim
a ponto de me autoamar.⁠

Pássaros a cantar,
variações
de uma vida bela,
veloz,
certeira,
formada
ou não intencional;
Flor!
É com lágrimas
nos olhos
e aperto no coração
que me despeço
de ti,
tô tão disperso
sem esforço
por as vezes
me lembrar
que de você
esqueci.

Cultivo o hábito diário
de tentar
ser feliz.⁠

O silêncio
é o convívio
de corpos inertes.

Liberte-se
ou enlouqueça
de vez.⁠

Teu sorriso
é feito
o amanhecer
do dia.

Meu poema,
minha cara!

Amar?
Amaria-se!
Depois de tanto esforço
ao final
de cada dia.

Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!

Implícita,
o teu estado
é de se admirar;
Quantos tentáculos
cabem em tuas mãos?
Quando
era pequeno
tudo lhe proibiam,
até tocarem
a famosa rebeldia
e agora
o que sobraste?
Não quero,
não quero,
não vou!!!

Figura-te juventude
e tome acento...

Facultativa mental
tu tiveste
vida breve,
tão leve
mas bonita,
digna, olha,
pare e pense:
Tudo que morre
é entregue
ao tempo
e suas memórias. ⁠

Tal modo
é fato,
tal fato
é modo
pelo artefato modístico
de se viver. ⁠

Ó perpetuante sede
ó intrigante palidez...⁠

Besteirice
não tentar,
imaturidade
forçar a barra.⁠

O tempo
como sempre:
É senhor de si
dita regras
e tem
toda razão. ⁠

Não há
onda indomável.

O sol
é sempre sol
no inverno
ou no circo polar.

Meu quarto
tá que anda
numa bagunça só.