Coleção pessoal de douglas_figueiredo_2

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Tudo é possível
ao que crer
no incrível,
que se-nos-deu,
horas vagas
vagariam
de amor implícito
a olho nu;
Num lance de palavras
despertei-te então
tua tão sonhada sinfonia,
ao conservador
saco plástico
chega para ti
o meu presente então.

Ao beijo atribuído
sem tom
de amor:
Teu crescer
pouco a pouco
em respirar leve,
de tendências breves
á tudo que se segue;
Decaindo a tarde
ninguém ignora⁠
nada mais
por aqui.

Quando a terra é macia:
Até a semente agradece.⁠

⁠Minha razão
sem pai
nem mãe:
Diz ser
bem resolvida
quando na chegada
ou na saída
resolve embirutecer;
Cala-te boca!
Não vês
que esse assunto
tornou-se sigilo
e cobra-se
erro com erro,
falta com falta,
eu seria um canalha
ao tentar
lhe esquecer!

⁠Refeito,
meu sentir
no peito,
sem mais delongas,
o Sol Nascente
é tal mistério
intervir
e o amor?
Ah!
Meu filho,
esse danado,
olha de lado,
anda armado
e me tira do sério:
Em sua ultima promessa
combinamos de fugir!!!

Tempo:
Lapso corriqueiro,
tô com pressa
de minha modesta espera
de acordar-te
o coração,
mas é mesmo?
E como pode
esse serzinho
ser assim
nem sempre firme,
no mais parecer
de tuas convicções
reza a lenda
que ainda lembra
de ti.

Á contragosto⁠
da oposição,
um opositor
louco,
dispara,
mata,
envenena;
Enterra,
tua tese de segurança
já não pode
mais nada,
não anda,
não manda,
não sente,
pra tocar o terror
sempre aparece alguém
mas quem te estende
a mão,
fala sério!
Francamente!

Antônia,
por que fostes
se perder?
Eu que não dependo
de ti
mas infeliz
á bons
e indiferentes olhos;
Me chama,
me ama,
me perturba,
com ou sem torpor
da ganância típica
de um jovem sonhador.

Minha filosofia
é falha,
meu sistema
é débil;
A volúpia
escorre-me
pelas mãos,
junta-me os destroços
como se eu fosse avião
punido por ir
longe demais,
ferido por não saber
se defender.⁠

Gosto tanto
de mim
a ponto de me autoamar.⁠

Pássaros a cantar,
variações
de uma vida bela,
veloz,
certeira,
formada
ou não intencional;
Flor!
É com lágrimas
nos olhos
e aperto no coração
que me despeço
de ti,
tô tão disperso
sem esforço
por as vezes
me lembrar
que de você
esqueci.

Cultivo o hábito diário
de tentar
ser feliz.⁠

O silêncio
é o convívio
de corpos inertes.

Liberte-se
ou enlouqueça
de vez.⁠

Teu sorriso
é feito
o amanhecer
do dia.

Meu poema,
minha cara!

Amar?
Amaria-se!
Depois de tanto esforço
ao final
de cada dia.

Insaciável,
olha a fera!
O teu cupido
lhe fertou;
Foi preciso
um copo d'água doce,
deve ser nostalgia
ou ouro de tolo,
a minha vez
com menos por quês
mantendo-se sóbrio
mas se teu coração dilata
tenho gigantesca certeza:
Tô morto
de novo!

Implícita,
o teu estado
é de se admirar;
Quantos tentáculos
cabem em tuas mãos?
Quando
era pequeno
tudo lhe proibiam,
até tocarem
a famosa rebeldia
e agora
o que sobraste?
Não quero,
não quero,
não vou!!!

Figura-te juventude
e tome acento...