Coleção pessoal de DesnudosNaLuz

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A natureza em certos momentos propicia-nos vislumbres de um paraíso perdido.

No amor as diferenças se desvanecem e o essencial floresce.

Desventurado é o homem que despreza a realidade, e se compraz no mero "existir" por meio da virtualidade.

O reino animal tem estado mais propício à manifestação do Reino de Deus, que o reino dos homens.

Salomão disse: 'Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele'.
Esse aforismo tem ampla aplicabilidade, mais infelizmente transformou-se no princípio básico de todo condicionamento.
Em decorrência deste fenômeno se faz necessário conhecer a Verdade, pois só por meio dela que seremos desintoxicados de todo engano.

Valorizamos o que não possuímos e desvalorizamos o que temos;

Desejamos tudo o que está longe e nos entediamos com tudo que está perto;

Vivemos na expectativa do amanhã, mas negligenciamos o hoje;

Dignificamos a esperança e trivializamos a realidade;

Sonhamos com o futuro, mas dormimos no presente;

Temos ouvidos para profecias, mas fechamos os olhos para a revelação do agora;

Honramos os de fora e designificamos os de casa;

Canonizamos os mortos e crucificamos os vivos;

Cultuamos o Deus que está nos céus e desprezamos o Deus que está no próximo;

Em suma: o distante nos fascina, mas o familiar nos assombra.

O homem que ama assemelha-se a uma arvore frutífera, independente de quem nele recorra encontrará bons frutos.

Ouço-vos dizer que a realização existencial consiste em plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Todos esses feitos seriam designificante sem um despertar de consciência. Bom seria que o homem semeasse amor, desce a luz a si mesmo e fosse um livro vivo lido pelo mundo.

O homem adormecido vive enclausurado
em sua própria ignorância.

Natal: O Nascimento De Uma Nova Consciência

“Toda vez que o Divino nasce no coração humano é natal. Mahavira engravidado pela amorosidade que reverencia e respeita todas as formas de vida; Buda na quietude resultante da transcendência dos pensamentos, LaoTsé pacificado ante as ambiguidades do existir, Sócrates enamorado com a Voz que brotara em seu coração, entre outras singulares referências, são vislumbres de fenômenos natalinos. Sempre que um evento natalino ocorre na alma humana à existência exulta, o cosmos celebra, a terra rejubila, pois toda a criação anseia com ardente expectativa a manifestação dos filhos de Deus. Todos os que se despertaram e que nasceram de novo, experienciaram o “natal”, o nascimento de uma nova consciência, o surgimento do novo homem interior. Quando a estrela da consciência brilha nas trevas do pensamento somos guiados à semelhança dos reis magos, na direção da luminosidade que anuncia a manifestação do Caminho, da Verdade e da Vida. No estábulo da natureza humana que abriga a animalidade existe uma manjedoura, o coração, e quando o mesmo é forrado com fenos da sinceridade torna-se um receptáculo propício para o nascimento da consciência Divina. O Natal dos natais teve a sua concretude áurea na historicidade em Belém da Galiléia, com o nascimento de Jesus, onde o amor corporificou-se, humanizou e superabundou entre nós. Em Cristo compreendemos que o desejo da Suprema Realidade é nascer em cada alma, para que o crepúsculo da consciência humana se transforme na aurora da consciência Crística.”

A matéria prima da frustração
é a expectativa.

Um pássaro cativo não experiencia o voo, uma alma aprisionada não realiza a sua essência.

O trabalho só dignifica o homem quando não o priva da vida.

"A geração que aprimorou os meios de comunicação, traz em si as marcas da alienação."

Toda mudança imposta é antinatural, leviana e superficial. Somente as mudanças provenientes do fluxo espontâneo da existência são reais. Tentar evocar o verão em pleno inverno ou exigir que uma árvore de fruto fora da estação favorável, é tão anômalo quanto forçar que o outro mude segundo os nossos interesses.

A poluição psíquica gera mais deletérios ao planeta que os poluentes químicos.

O desapego ao velho propicia o surgimento do novo.

O verdadeiro cárcere não é construído com grades, mais com crenças que obstruem a expansão da consciência.

Os percursos são distintos, os obstáculos abundantes, a distância imprevisível, a velocidade oscilante, porém o anseio do ribeiro para atingir o Oceano é inextinguível.

O Eterno nos deu um único livro a criação, leia-o na natureza e O encontrarás de forma imanente e transcendente.