Coleção pessoal de demetriosena

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⁠LUA INTERROMPIDA

Demétrio Sena - Magé

Não há tempo capaz de calar a saudade;
uma falta que nutre um buraco sem fim;
como sei que viver é missão nos imposta,
digo sim ao caminho e faço meu melhor...
Mas não há um só dia sem saudade sua,
na certeza do tempo que não foi bastante
para vermos a lua com todas as fases,
após todas as fases de tantas vertigens...
Foram poucos os anos de colo tardio;
sem aquelas corridas por sobrevivência,
contra o frio, a doença e a fome total...
Seu amor foi o mundo que valeu a pena;
foi a nossa vontade maior de vencer
e viver por mais tempo nossa lua nova...
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⁠INQUIETAÇÕES LEIGAS SOBRE A BIPOLARIDADE

Demétrio Sena - Magé

Entendo e respeito a bipolaridade no seu aspecto não massificado. No aspecto que não virou moda (dizer poucas e boas quando quer, depois virar anjo; ser gentil agora e daqui a pouco agredir, sem nenhum peso na consciência; perder a consciência... amar e odiar, fazer o bem e o mal como quem troca de roupa).

Tenho como certo, que bipolaridade causa variação de humor: alegria e depressão num piscar de olhos; tensão e calma; medo e coragem, pontuais ou vertiginosos. Mas não causa variação de personalidade nem de caráter. A pessoa não é ora vilã, ora "mocinha" ou "mocinho". Bem educada agora, sem educação logo depois... honesta e desonesta, boa e má, gentil e perversa, capaz e incapaz de amar e ter bons sentimentos.

Não acredito em bipolaridade calculista, planejada, utilizada como vingança e afago, a depender da carência ou não carência do momento. Bipolaridade não é manipuladora e a pessoa nem tem esse controle, pois é bipolar; não psicopata.

O laudo de bipolaridade não pode ser uma "carta branca" para quem deseja romper com os compromissos de afeto, ética e bom senso, pois o bipolar não é incapaz mentalmente... nem com as suas prerrogativas de responsabilidade social e humana... ou com a intenção de ser sempre acolhido, respeitado, e só acolher e respeitar quando lhe "der na telha".

Não tenho formação em área que diagnostique. Só vivência e observação para intuir que a bipolaridade é interna. Extravasa, sim, é sentida pelo outro, mas não de formas intencionais e má fé. O bipolar não é um psicopata; porém, um psicopata pode ser bipolar. Aí sim, ele usará o diagnóstico, não como bipolar, mas como pessoa de mau caráter; personalidade manipuladora e perniciosa.

Posso ter dito um monte de incoerências... fazer o quê? Só espero que o possível texto incoerente seja bom o bastante para fazer entender minhas inquietações leigas com o assunto.
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⁠LADRÕES DE TALENTOS

Demétrio Sena - Magé

Aspas não bastam. Elas indicam que o texto (prosa, verso, letra de música...) ou fragmento não é seu, mas não honram autoria. Como muita gente não sabe a razão das aspas, vejo má fé na citação escrita e oral, pois a pessoa conta com isso para passar como autor(a) perante quem ouve ou lê, e por outro lado, defender-se dos possíveis flagrantes: "Ué; mas eu pus as aspas!".

Qual é o problema de muita gente, com a citação de autorias ou do franco desconhecimento delas, com a citação 'autor desconhecido'? Alguém acha mesmo que autores e autoras, ainda que não saibamos quem, não merecem isso? Será que uma pessoa fica realmente satisfeita, em seu íntimo, quando alguém elogia "sua obra", que não é sua? Não há nenhum desconforto em seu ego fraudulento, ao ocorrer isso? Não consigo ver ingenuidade ou descuido em quem não respeita o que é do outro; seja esse outro, famoso, desconhecido ou incógnito.

Nestes tempos, fala-se tanto em mérito, e no entanto, em algo tão simples esse mérito é sonegado por quem deseja "méritos desmerecidos". Ganhar louros (muitas vezes até dinheiro e troféus) com o talento alheio não tem outro nome, para mim. É mau caratismo que os velhos truques como aspas, camuflagens (o plágio) e outros recursos não têm como disfarçar.
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⁠HONESTIDADE FORMAL

Demétrio Sena - Magé

Tem gente "toda certinha" com os impostos devidos ao governo, mas toda errada com pessoas comuns a quem deve desde nem sabe quando. Que sempre foi fiel com as mensalidades do clube que frequenta; entretanto, é desonesta com a pessoa que lhe vendeu algo de uso pessoal porque precisava de um dinheiro extra em poucos dias.... e continuou precisando.

Há muita gente incapaz de fazer um "gato" na sua energia elétrica, o que é muito bom... mas não tem qualquer drama de consciência por dar pequenos golpes que representam grandes prejuízos a amigos, alguns afetos ainda mais próximos e até estranhos casuais. É fiel com o banco e sempre deixa quem precisa para depois e depois. Nunca deixou de pagar religiosamente o dízimo em sua igreja, porém jamais socorreu um semelhante necessitado, nem de suas relações mais estreitas.

Conheço gente que jamais prejudicaria o patrão nem a empresa na qual é funcionário... por outro lado, prejudica sem nenhum drama os colegas de trabalho, muitas vezes para obter benesses e privilégios do patrão. Tem o nome limpo no SPC, no SERASA, nas outras instituições sócio-financeiras, e tem nome sujo com as pesssoas à volta.

É o tipo de gente que só é gente na formalidade. Só é correta quando prevê consequências. Respeita CNPJ, só porque aprecia manter a fachada para não se sabe que ou quem. Mas menospreza CPF, se não for o seu, porque acredita que nenhum CPF alheio é necessário para sua lavagem de falsas austeridade e cidadania.
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⁠VOLTE PRO MUNDO

Demétrio Sena - Magé

Perdeu aquele sorriso espontâneo; a simpatia que a todos cativava. Já não sorri. Só ri. E quando só ri, fica entre o riso espremido, repetitivo e o só riso exagerado e nervoso. Afora o grupo uniforme que segue com fervor doentio, todo mundo é mau, se não for do meio. Esse preconceito extremo tirou o brilho de seus olhos. E a liberdade para pensar, sentir e viver sem "orientação superior" ficou suspeita e perigosa. Melhor nem tentar.

Cultura, se não for específica do seu meio, não presta. A sociedade "cá fora" está toda contaminada, segundo as orientações que recebe. Merece viver, "comprar, vender, casar, dar em casamento, ser influente na sociedade"... ou ter o sinal da besta, só quem segue a mesma cartilha. Perdeu-se, pelo medo incutido, de se perder. Converter-se ao evangelho de forma tão equivocada, foi o fim de quem se deixou levar, com tanto pavor, pelos mitos do arrependimento por ter nascido e vivido até então.

Volte pro "mundo". As nuvens onde você vive são de fumaça tóxica e matam sua essência. Pessoas de verdade aguardam seu despertar para uma realidade vencível... sem exércitos sobrenaturais e utopias do "poder do alto" para compensar o quanto você virou usufruto dos golpes baixos de líderes religiosos unidos aos poderes político-partidários, para dissecação do seu eu, em nome de um nós espinhoso e cheio de nós.
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⁠DIGNIDADE PESSOAL

Demétrio Sena - Magé

Olhe; não tenha medo de se misturar com um amigo, por causa de um patrão, ex-patrão ou qualquer pessoa que você bajule por posição social - real ou fictícia -, que não goste desse seu amigo. Pense que, a pessoa que você bajula não tem medo de ser vista com você e com qualquer outra pessoa que você ame ou deteste, pois sabe que não perderá sua bajulação por nada nem por ninguém deste mundo. Além de ser uma questão de afeto e de sinceridade, é também uma questão de foro intimo e de um dedinho de dignidade pessoal. Pense nisso.
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INDIGNO ADEUS

Demétrio Sena - Magé

Com franqueza teria resolvido;
na doçura; contudo, com franqueza;
meu ouvido acharia o coração,
pra mostrar a grandeza do seu ato...
Bastaria fluir palavras limpas
que viessem direto lá do fundo,
com o mundo ajudando a traduzir
sua essência, o sentido, a retidão...
Tudo pode ajudar, se for sincero,
a fazer digerir uma verdade
sem alarde nem tanto alarme falso...
Dizer tudo com todos os matizes
nos faria felizes na tristeza
desse adeus que perdeu dignidade...
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⁠FALSAS POLÊMICAS

Demétrio Sena - Magé

Seria perfeito, se ninguém tentasse polemizar com futilidades como fofocas de vidas pessoais, agressões públicas gratuitas a seja lá quem ou o que for, para mostrar valentia. Muito menos com perseguições a pessoas comuns... talvez até conhecidas em suas comunidades, porém comuns. Polêmica, mesmo, a gente faz com instituições duvidosas de qualquer segmento e com figuras públicas, em assuntos de amplo interesse nacional ou pelo menos regional, quando tais figuras cometem algo danoso à coletividade. A polêmica verdadeira critica e denuncia o que fere ou subtrai os interesses coletivos, a dignidade social, e o seu objetivo é o bem estar de todos. Ou seja; o interesse de quem polemiza de boa fé não é exatamente polemizar. É contribuir para uma sociedade mais humana e cidadã. O resto são picuinhas. Pequenices de quem quer aparecer, de maneiras forjadas e inconsequentes.
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⁠NOTÍCIA URGENTE

Demétrio Sena - Magé

Na manhã desta quinta-feira, uma bala perdida foi vítima de um formigueiro, às margens da Rodovia Rio - Magé, altura de Suruí. Fomos informados de que as formigas estão bem - e felizes, pelo achado que as alimentará por muitos dias. Isso nos faz sonhar com um tempo longínquo em que todas as balas perdidas, especialmente na cidade maravilhosa (e perigosa) do Rio de Janeiro serão açucaradas e farão bem a tanta gente; digo; formiga... tempo de muita formiga com a boca cheia de bala e nenhum ser humano com a boca cheia de formiga. Só assim poderemos brincar livremente com as palavras... sem nenhuma ironia.
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⁠DESPETALADO

Demétrio Sena - Magé

Foram muitas as mágoas; não contaste,
porque sempre fechei a tua conta;
fiz de conta que a conta não contava
pro excesso de afeto ativo em mim...
Pus bandagens floridas nos meus cortes,
perdoei minhas dores com silêncios,
minhas mortes com chances que me dei
de viver pra te dar mais uma chance...
Houve um dia; dia desses qualquer,
em que pude me achar no turbilhão
desse teu malmequer em minha flor...
Recolhi meus perdões e tive o brio
que o vazio de ti já renegara
com o teu tanto faz pra meus descontos...
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PROPRIAMENTE

Demétrio Sena - Magé

Eis um aviso próprio de um ex-proprietário que não se apropriou de modo apropriado, da própria propriedade: Aproprie-se, apropriadamente, da propriedade da qual você é o proprietário. Digo, propriamente com toda a propriedade, que: qualquer propriedade da qual o seu proprietário, apropriadamente, não se apropria, pode ser, também bem apropriadamente, desapropriada.
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⁠PARAÍSO

Demétrio Sena - Magé

Elas brincam lá fora como à flor da idade;
são maduras e doces; têm polpa suave;
liberdade sem peso da culpa dos credos;
despojadas, desnudas, são cheias de graça...
E me chamam, provocam, como se há bem pouco
não tivessem brincado em todos os meus becos,
os meus secos, molhados que ainda repousam
dos castigos gostosos das últimas horas...
Têm as curvas bem feitas, que o tempo manteve;
a malícia dos lábios tem certa inocência
que reveste as essências com fogueira branda...
Tão senhoras de si, tão de mim, tão dos ventos,
dos momentos, das horas e das sensações
em meus poros expostos a tanto prazer...
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⁠ALÉM DOS OLHOS

Demétrio Sena - Magé

Era gago na fala e fluente nos olhos;
tinha sempre um discurso de afeto ocular;
escrevia sem pontos, coesão, acentos,
mas errar com pessoas não era o seu texto...
Lia mal; porém lia o caráter de gentes;
sempre foi um leitor impecável da vida;
tinha dentes escuros e o sorriso franco
de pressoa da qual não havia suspeita...
Foi alguém bem além do letreiro da faixa;
era fora da caixa; da bolha; do ringue;
seu swing nos meios foi solto e sem notas...
Teve tanta elegância, saber tão profundo,
que ninguém neste mundo lhe causou inveja;
ele ria, por dentro, de quem ria dele...
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⁠DESRELIGIÃO

Demétrio Sena - Magé

Quem sempre cultivou a espontaneidade... a alegria... a inclusão e o calor humano, sem tentativas de manipular pessoas, não permita que uma eventual conversão religiosa lhe torne alguém distante, soturno, preconceituoso e frio com todos os que não fizeram o mesmo... muito menos com os afetos de longas datas ou de vida inteira. Se a religiosidade vai lhe tornar (ou já tornou) um ser humano pior, prefira continuar sem religião... pelo menos sem essa religião.
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DESPALAVRA

Demétrio Sena - Magé

Nunca vi tanto nunca perder tanto sentido em quem sempre o repete. Chega o tempo em que o nunca de sempre se torna tão repetitivo, que nunca mais queremos ouvi-lo. Hoje vi mais um nunca se abraçar ao sempre, para se tornar nunca mais. Isso não é novidade...sempre vejo um nunca desvanecer no espaço... o velho nunca de nunca, mesmo, e o de pra sempre, sempre se tornam munca mais. Nunca mais acreditarei no pra sempre. Pra sempre saberei que o nunca e o pra sempre sempre podem se tornar nunca mais.
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⁠POEMA DE TRÊS NÓS

Demétrio Sena - Magé

Saberemos viver sem esse nó
e seremos de novo nós à parte;
com que arte seremos indivíduos
desmembrados da nossa simbiose?
Há um mundo com olhos vigilantes
que não podem nos ver; somente olhar,
ou seremos mutantes rumo ao fim
num altar que nos torne mau exemplo...
Precisamos achar os nossos eus
escondidos no vão do nosso nós;
uma voz nos avisa dessa urgência...
Não teremos indulto quando a ira
da pureza raivosa e santarrona
nos puser numa pira incandescente...
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⁠DIGNAMENTE VELHO

Demétrio Sena - Magé

Quando fui criança, todos me chamavam criança... é muito digno ser criança. Na adolescência, me chamavam adolescente. Menino. Quanta dignidade há no adolescente! No ser adolescente! Na juventude, fui chamado novo; moço; jovem. É tão digno ser jovem!

Eu era um homem maduro, na maturidade. Redundante? Como em todo o parágrafo anterior, não. Tem muita gente imatura em qualquer idade. Quanta dignidade no ser maduro! Quanto respeito e quanto auto respeito na idade da loba, o lobo!

O que me pergunto é por que agora, idoso, não gostar de ser chamado idoso... ou velho, como tive a honra de ser criança; novo; maduro. Por acaso não é digno ter alcançado a velhice? Não é digno ter vencido o tempo e chegado até aqui?

Sobretudo, não sou um idoso - ou velho - de alma ou espírito jovem. Tenho a idade cronológica perfeitamente ajustada com com o todo, externa e internamente. Não acredito em idade híbrida. As nominatas não livram o ser humano dos efeitos naturais do tempo.
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⁠SE DEUS EXISTE

Demétrio Sena - Magé

Se Deus existe, Ele não precisa me abençoar com uma coisinha cá, outra lá, nem com uma "coisona" que vá satisfazer à minha vaidade ou amenizar uma dor que sinto. E sinto, porque não tive a benção de não sentir... por que então a do alívio? Dor não dura mesmo para sempre; uma hora passa. Tenho 64 anos de vida e nunca morri, até agora. Quero mesmo a benção de jamais morrer? Um dia morremos, depois

Caso exista, Deus bem que podia dar uma benção, em definitivo (não a de uma migalha hoje, outra depois de amanhã), às mães prestes a perderem seus filhos pra fome, a violência ou a enfermidade. Não o consolo posterior, porque mãe que perde filho não tem consolo; isso não é benção. Ela finge se consolar na fé imposta pelas ameaças religiosas, porque "só Deus sabe o que Deus pode fazer" contra quem não O teme o suficiente para não ter fé Nele.

Dispenso a benção do carro, a mansão, o iphone ou a viagem internacional que o Possível Deus pode me dar. Peço que Ele ponha sua Imensa Mão na consciência e dê à criança abandonada o retorno da mãe, o pai curado do alcoolismo, já que não conseguiu dar a benção de impedir o abandono. Que abençoe as vítimas das guerras com o fim das mesmas, uma vez que não foi Capaz de impedir o início de cada uma delas; todas inspiradas Nele mesmo e seus profetas, lá no terrível Velho Testamento Bíblico.

Pediria pra Deus, que Ele fosse Perfeito em abençoar a todos, linearmente. Paliativos, esmolas, pessoas que auxiliam "como podem", mas não podem proporcionar algo definitivo, não são bençãos. Precisar de benção para sobreviver aos pedaços; comer agora e depois precisar de novo de quem socorra; ser curado "milagrosamente" da doença que não foi impedida por uma "benção preventiva"... nada disso é uma benção.

Mesmo assim, se Deus existe Ele não precisa me dar mais do que tive nos últimos anos... dar mais e mais, para eu mostrar aos "menos abençoados" que estou entre os santos prediletos. Como bem, minha saúde abalada não me abala, vivi mais de seis décadas até agora, realizei sonhos importantes e tudo sem fé, sem religião, sem gritar que "Deus" É Lindo e Forte ou É O Cara. Nunca fui rico nem pude conhecer o Egito, mas não tenho do que me queixar.

Caso Exista, que Deus abençoe os desassistidos; os que não têm grana para comprar a benção da comida; do tratamento médico e da cirurgia; de um teto digno, do agasalho, da justiça social, jurídica, humana... quiçá divina. Não precisa fazer média comigo, com os mais bem sucedidos do que eu, os dizimistas e os abençoados de luxo que repassam migalhas de bênçãos para os desgraçados.

E dê aos piedosos sinceros quase sem recursos, que sofrem junto aos seus socorridos, a benção de finalmente perceberem que ninguém precisa mais de piedade... ninguém mais precisa de uma benção suada, sangrada, espremida, incerta e pontualmente pingada. "Será que ouvi um amém?".
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⁠PARAÍSO DESFEITO

Demétrio Sena - Magé

Nós trocávamos tanta confiança;
era tanta certeza de que o outro
saberia entender os seus limites
e manter a bonança do que havia...
Nossos olhos mostravam tal pureza;
nossos corpos não tinham medo algum;
era só natureza em sintonia,
sem palavras nem tratos hormonais...
Confiávamos tanto no segredo
e jamais precisamos combinar;
só pairavam no ar magia e sonho...
O que tento repor entre nós dois,
é aquela versão de paraíso
que depois de algum tempo se desfez...
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⁠SER HUMANO

Demétrio Sena - Magé

Quem sempre cultivou espontaneidade, alegria, inclusão e calor humano, jamais permita que uma eventual conversão religiosa lhe torne uma pessoa fechada, soturna, preconceituosa (ou seletiva) e fria. Se a religiosidade vai lhe tornar um ser humano pior, prefira continuar sem religião... pelo menos sem essa religião.
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