Coleção pessoal de LeticiaDelRio1987
Com o tempo descobri que a maldade mora no mundo, mas mora também no coração humano.
Qual a diferença entre a cor do sangue em que em nosso coração bombeia?
Ou seria diferente a cor de nossas veias?
Qual sentido de diferenciar a capa em tons de pele que recobrem nossa total igualdade?
Somos corpos todos feitos de uma mesma carne,
Nascemos de um ventre,
Convivemos numa mesma casa espaço chamado Terra.
Somos todos raça humana,
Há quem pense que existe outra.
Está cego engana ,
Palheta de cores,
Não interfere em teus valores!
Olho para o mundo e não entendo preconceitos.
Coisa de gente que esconde seus próprios defeitos.
Hipócritas!
Vivem num engano de mesmices.
Mente retrógrada.
Inventam preceitos.
Se acham cheios de direito
Vivendo uma mentira inventada,
De uma história mal contada. ..
De separação.
De que?
Se Ser Humano devo ser?
Com o tempo descobri que a bondade mora no mundo, mas mora também no coração humano.
Há os que dizem que Deus escreve certo por linhas tortas.
Corrijo dizendo que as linhas de Deus são retas e perfeitas, mas nossos caminhos tortuosos nos fazem sofrem consequência do desvio desse caminho perfeito, longe de sofrimento.
Sonhos são apenas sonhos,
Peças que nosso subconsciente prega.
Nossas escolhas acordadas são as que nos fazem.
Sanidade.
Somos violentados todos os dias, por nossas escolhas, pelas escolhas dos outros, pelo que precisamos fazer a cada dia.
Inteira demais para ser metade para alguém.
Quando vier que seja vestido de sorriso,
Que seja verdadeiro,
Que se entregue por inteiro.
Não pela metade,
Unilateralidade.
Que seja presente,
Como o vento que insiste em soprar,
Ainda que cansado, leve como brisa,
Me fale palavras bonitas,
Me carregue em seu colo,
Mesmo que longe em pensamentos
Como chuva torrencial.
Inteiro.
Envolva-me.
Mas fique.
Sou dessas pessoas que voa de pés no chão,
Sou do tipo de pessoa que acredita no amor,
Sou do tipo de pessoa que fantasia uma vida perfeita,
Só eu você que não sei quem é.
Sinto muito, mas não vivo por isso,
Sou um mar de intensidade,
Nunca me dou pela metade,
Se for pra pular, seja com os dois pés,
Se tenho medo?
Quem sabe no que vai dar?
Minha sensibilidade não me torna fraca,
Mas sim diferente, desse mundo doente,
Cheio de gente sem amor e sem fé...
Eu acredito nas pessoas,
E continuarei,
Não importa quantas vezes me quebrem a confiança,
Eu já aprendi a me reconstruir.
A vida me violenta a cada dia,
A dor de ver o ser humano se perder num lamaçal de ego,
A falta de amor me dilacera,
Mas não desisto,
Choro de alegria ao ver a bondade,
Mesmo que seja uma raridade,
A alegria alheia me toca,
Assim como o sofrimento,
Não sou imune aos outros,
Me alegra, me dói, sinto.
Que não seja isso motivo de fraqueza,
Mas de mudança, afeto.
Ame.
Mude.
Seja melhor pra si.
Pra mim.
Pra todos.
Disolvo-me...
Espalho fragmentos do meu eu.
Disolvo-me...
Deixo minhas peças espalhadas,
Outrora esqueço-as perdidas num tempo,
Uma ampulheta quebrada,
A areia se espalha pelo vento,
Deixo minhas peças espalhadas,
Quase nunca notadas,
Junto-as novamente dentro do meu eu,
Fecho-me,
Apago novamente o caminho.
De perto cobre-me com teu abraço.
Dá-me um beijo, um agrado.
Tuas palavras dizem te amo.
Me assusta. Surpreende.
De longe economiza tuas palavras como postas em conta gotas...
Distância-me.
Poupa-me de teus pensamentos.
Eu não sei mais de ti.
Então te deixo.
Distancio-me.
Percebo que os sentimentos deixam de me incomodar.
Já não sinto mais falta.
O início de um fim.
Como uma flor,
Quando não regada,
Perdendo sua formosura,
Seca., suas pétalas vão para longe de si, até que nada mais sobre.
Tudo é levado pelo vento.
E eu procuro solidez.
Questionaram aquela menina ...
Porquê tão longe?
Porquê prefere sempre o mais difícil?
Tem um magnetismo natural ao imprevisível, o diferente a toca.
Impressiona.
O óbvio a subestima a inteligência.
O natural não agrada.
Pois crê no sobrenatural.
Tornando o mais fácil questionável
É na dificuldade que se molda a força.
E o que é forte não desmorona.
Despi-me da velha criatura,
O vento soprou,
Não sobrou nada...
Nem as carcaças,
As peças perdidas,
As histórias mal contadas.
Os golpes da tristeza,
Os copos da embriaguez,
A fuga do eu mesmo,
A vontade de me excluir.
Sou hoje a imagem do que me Criou,
Não busco algo em mim,
Cheguei à compreensão que não a nada em que eu não possa melhorar,
Vontade de conhecê-lo e crescer na Tua vontade.
Conheci a plenitude do mundo,
Nada ganhei,
Quase por completo me dei,
Perdi-me,
Ele me achou aos cacos, e juntando os pedaços,
Deu-me vida.
RESPIREI.
Quem se acha melhor pelo que tem, é porque deixa a desejar no que se é.
Melhor ser rico por dentro.
Dinheiro é papel.
Eu, quebra-cabeça de mim.
Um eu que se mostra em pedaços,
Junte minhas peças,
Dedique-se a entender-me em partes.
Leio pelas entrelinhas,
Presto atenção nos detalhes,
Meus olhos insistem em mostrar...
O que ninguém mais vê.
Eu não nasci pra pássaro de gaiola,
Meus pensamentos me libertam,
Assim como minha fé em Cristo,
Vivo pelo amor, dAquele que me criou,
E com amor, para liberdade.
Tenho a consciência de poder viver em qualquer canto,
Tenho poder de escolha e força pra vencer,
Eu escolho!
Aprendi que reclamar não adianta,
É um tropeço.
Ainda existe essa pedra no meu caminho,
Mas o reconhecer é o início do alterar,
Isso quando se quer,
Pois, fácil é dizer sou assim e sobreviver,
Eu prefiro me moldar,
Transformar e mudar.
Sou um eu em constante mudança,
Reconheço e fito minhas falhas,
Afim de encomoda-las até saírem de mim,
Viro-me do avesso, me reconheço e,
Mas, diversas vezes me esqueço,
Sei o que quero e o que não quero,
E sei que posso ser o que quiser,
Pois, sou guiada por consciência,
Não pelo sentimento,
O coração ilude,
A palavra do meu Deus,
Desmitifica.
Por fé, por amor a Cristo.
Liberdade eu vivo.
Letícia Del Rio.
27/12/16.
Sentada numa cadeira em frente a janela,
Vendo o dia amanhecer,
Do oitavo andar,
O oitavo é onde tudo acontece,
Nas músicas na vida, na poesia,
Pensando,
Pensando em ter par,
Ter uma companhia.
Cansada de ser só minha,
Mas penso que nem toda companhia é companhia.
Vai chegar meu dia,
As vezes é só um corpo ali,
Parado ao seu lado, triste, cansado,
Como um manequim de loja,
Ali calado,
Tão chato,
Quero alguém afim,
De longas conversas,
Até mesmo desconexas.
Vendo o sol amanhecer o dia,
Com toda alegria,
Aqui,
Da janela do oitavo andar,
Onde tudo acontece...
No mundo,
Na música,
E em minha poesia.
Bom dia!
Hoje amanheci com o dia...
Monólogo da madrugada
E eu novamente perdida em meu mundo,
Contando histórias de mim sobre eu mesmo,
Num lugar onde não me encaixo e solidão torna meu rumo.
Talvez eu pudesse pensar em me encaixar,
Como fiz antigamente,
Tenho preguiça...
Não sou mais inconsequente.
Pra encaixar no velho,
Prefiro viver desencaixada,
Quero encaixar no novo,
Mas o novo não se encaixa em mim...
Fico assim,
Sábia das minhas certezas,
Fugindo das incertezas,
Feliz,
Tranquila,
Não procuro problemas,
Mas ás vezes eles me acham,
Cuido de mim, nem sempre foi assim,
Odiava o silêncio, agora amo.
Gosto disso.
Do presente,
Que realmente é um presente.
Não ligo de ser diferente...
Não gosto de sair...
Chato.
Música ruim.
Não me encaixo,
Nem quero.
Gosto das pessoas,
Mas, meio que nada a ver a vida...
Muito menos os pensamentos,
Difícil pensamento alheio me agradar ...
Sei lá.
Prefiro a companhia de mim mesma, mesmo.
Não sinto falta de nada, até estranho...
Mas um estranho bom,
Vejo pessoas bebendo,
E eu não vejo sentido na insanidade, no entorpecer.
Gosto de ser sóbria,
Prefiro o clarear de ideias.
Entorpecentes como fuga são.
Não preciso perder a sanidade,
Muito menos,
A linha de raciocínio,
Quero ser um eu completo,
Solido.
Não influenciável.
A bebida deixa a pessoa mole, sem ciência,
Dopa a consciência,
Muda o mundo interior, destrói.
Distrai.
Não gosto de sonhar também.
Sonhos mentem...
Tentam fazer sua mente.
Distrações...
Não gosto delas,
Mas algumas ainda me prendem.
Por isso a vontade imensa de me isolar,
Morar na praia, vida simples,
Sem TV, sem som, sem modernidade.
Meu violão, livros e só...
Utópico né.
Mas eu sonho em viver de arte,
Sonho acordado.
Passo-a-passo...
Vou construindo meu futuro,
Trabalhando,
Atrapalhando...
Faz parte.
Agora chega de falar comigo!
Dormirei.
Descobri que poeta não sou,
Pois não sei o que é o amor.
Disseram -me assim
Que só sei falar de mim.
Mas como falarei de alguém que desconheço?
"Não vou olhar pela fresta da janela,
Pra não ver o sol entrar,
Não vou viver mais um dia,
Esperando o outro raiar,
Fecho os olhos e não quero mais abrir,
Vejo o que está lá fora e já não quero mais sair...
Só Deus meu amigo, só Deus!
O mundo está entorpecido.
Enquanto isso,
Mantenho os vícios longe daqui,
Longe de mim.
Eu vou fitar todas as pedras do caminho,
Pra não ter que tropeçar,
Foco na fé meu amigo,
Foco na fé,
Subindo até o céu chegar...
Me dê um analgésico pra dor,
Um sonrisal pra me dar alegria,
E alguma enciclopédia que me explique,
Quando vai chegar o dia?
Acorda meu amigo,
Acorda e para de olhar pro teu umbigo!
De um modo geral, expresso-me muito mal.
Uso palavras não compreensíveis a todos.
Minha prolixidade me isola,
Separa,
Por isso levo sérias conversas comigo no espelho,
Torno de meu âmago,
Próprio remédio e por vezes,
Afogo-me em próprio veneno.
Tão cheia de mim que me canso,
Asfixia,
Mergulho no meu eu em demasia.
Viajo, crio coisas, não me encaixo,
Incertas estranhezas,
Olham-me do alto,
Enfadonho.
Sou um singular á procura de um plural,
Insólito.
Não me justifico.
Apenas vivo.
