Coleção pessoal de DAVIsualCabelos
Somos livres. Cada instante, escolhemos pensmentos, decidimos caminhos, revelando o volume das nossas conquistas e das nossas necessidades. Distraídos, alimentamos fantasias, acariciamos ilusões, brugamos por elas, acreditando que representem nossa felicidade. A visita da verdade, oportuna, faz-nos reciclar valores, modificar idéias, aprender novas lições, caminhar para frente, desnvolvendo nosso mundo interior.
– Nenhuma profissão é melhor do que outra. Nem mesmo a de Professor.
– "Ahhhmas" se não existisse a de Professor, nenhuma outra existiria.
– Não mesmo, nem mesmo existiria a de Professor.
Ser cabeleireiro vai além da tesoura, o torna um ser humano de distintas facetas, pois deve estar pronto a cada minuto para uma nova historia e adequar as mãos no trabalho com a mente em ação, para se transformar na resposta adequada que os ouvidos querem ouvir.
Calças Jeans
Pisava os chinelos.
Apertada pelas calças jeans
Manchadas.
Expunha o corpo
Nos passos que dava.
Músicas no ouvido
E a arrogância dos olhos
Saltava.
Eu uso óculos escuros e um cabelo sidecut, tênis colorido e calça jeans. Por isso falam de mim! Não se engane com o meu estilo. Saiba que, por trás dessa imagem que você vê, bate um coração adorador.
“As Palavras são entidades mágicas, potências feiticeiras, poderes bruxos que despertam os mundos que jazem dentro dos nossos corpos, num estado de hibernação, como sonhos. Nossos corpos são feitos de palavras”...
( na crônica 'Lagartas e borboletas', do livro "A alegria de ensinar". São Paulo: Ars Poética, 1994, p. 52.)
Tecnologia
Para começar, ele nos olha nos olha na cara. Não é como a máquina de escrever, que a gente olha de cima, com superioridade. Com ele é olho no olho ou tela no olho. Ele nos desafia. Parece estar dizendo: vamos lá, seu desprezível pré-eletrônico, mostre o que você sabe fazer. A máquina de escrever faz tudo que você manda, mesmo que seja a tapa. Com o computador é diferente. Você faz tudo que ele manda. Ou precisa fazer tudo ao modo dele, senão ele não aceita. Simplesmente ignora você. Mas se apenas ignorasse ainda seria suportável. Ele responde. Repreende. Corrige. Uma tela vazia, muda, nenhuma reação aos nossos comandos digitais, tudo bem. Quer dizer, você se sente como aquele cara que cantou a secretária eletrônica. É um vexame privado. Mas quando você o manda fazer alguma coisa, mas manda errado, ele diz “Errado”. Não diz “Burro”, mas está implícito. É pior, muito pior. Às vezes, quando a gente erra, ele faz “bip”. Assim, para todo mundo ouvir. Comecei a usar o computador na redação do jornal e volta e meia errava. E lá vinha ele: “Bip!” “Olha aqui, pessoal: ele errou.” “O burro errou!”
Outra coisa: ele é mais inteligente que você. Sabe muito mais coisa e não tem nenhum pudor em dizer que sabe. Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale com ele. Está subentendido, nas suas relações com o computador, que você jamais aproveitará metade das coisas que ele tem para oferecer. Que ele só desenvolverá todo o seu potencial quando outro igual a ele o estiver programando. A máquina de escrever podia ter recursos que você nunca usaria, mas não tinha a mesma empáfia, o mesmo ar de quem só agüentava os humanos por falta de coisa melhor, no momento. E a máquina, mesmo nos seus instantes de maior impaciência conosco, jamais faria “bip” em público.
Dito isto, é preciso dizer também que quem provou pela primeira vez suas letrinhas dificilmente voltará à máquina de escrever sem a sensação de que está desembarcando de uma Mercedes e voltando à carroça. Está certo, jamais teremos com ele a mesma confortável cumplicidade que tínhamos com a velha máquina. É outro tipo de relacionamento, mais formal e exigente. Mas é fascinante. Agora compreendo o entusiasmo de gente como Millôr Fernandes e Fernando Sabino, que dividem a sua vida profissional em antes dele e depois dele. Sinto falta do papel e da fiel Bic, sempre pronta a inserir entre uma linha e outra a palavra que faltou na hora, e que nele foi substituída por um botão, que, além de mais rápido, jamais nos sujará os dedos, mas acho que estou sucumbindo. Sei que nunca seremos íntimos, mesmo porque ele não ia querer se rebaixar a ser meu amigo, mas retiro tudo o que pensei sobre ele. Claro que você pode concluir que eu só estou querendo agradá-lo, precavidamente, mas juro que é sincero.
Quando saí da redação do jornal depois de usar o computador pela primeira vez, cheguei em casa e bati na minha máquina. Sabendo que ela agüentaria sem reclamar, como sempre, a pobrezinha.
Simplesmente Assim
Não existe no universo dois seres completamente iguais.
Mesmo gêmeos univitelinos têm algo que os diferencia.
Somos o que somos e simplesmente existimos.
Existimos entre milhares de outras pessoas, cada qual com suas peculiaridades.
Cada ser humano é incomparavelmente único.
Temos dons diferentes, mas nem por isto, podemos dizer que um é melhor que o outro.
Não existe meios de se comparar a inferioridade ou superioridade entre as pessoas, pois, em alguns aspectos, somos melhores que outros, e em outros, piores.
Tudo depende do ponto de vista.
Devemos aprender a usar esses dons para o nosso próprio desenvolvimento e na ajuda àqueles que, de certa forma, têm dificuldade em algum setor. Assim como ser ajudado por eles em outros aspectos que não nos damos muito bem.
Tudo se encaixa e tudo é necessário.
Inferioridade e superioridade desaparecem nessa imensidão que é a vida.
Olhe à sua volta…
Ninguém é superior…
Ninguém é inferior…
Você é o que é!
E mais nada.
Simplesmente assim.
' #Gêmeos: talvez se eu matar um dragão e te resgatar de uma torre lá no alto... você se apaixonaria por mim.
Quando eu tiver filhos, se forem gêmeos vão se chamar Osmar e Dito. Aí quando eu for chamar eles eu grito assim:
-Osmar, Dito, vem comer.
Ou se for um guri e uma guria, vão ser Nauê e Ná. Daí quando eles brigarem eu grito:
-Para, Nauê. Para, Ná
Por Matheus Wonka 2015 Julho 20
