Coleção pessoal de bruneka
O que eu sinto eu não ajo. O que ajo não penso. O que penso não sinto. Do que sei sou ignorante. Do que sinto não ignoro. Não me entendo e ajo como se me entendesse.
Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.
Olhe, tenho uma alma muito prolixa e uso poucas palavras.
Sou irritável e firo facilmente.
Também sou muito calmo e perdoo logo.
Não esqueço nunca.
Mas há poucas coisas de que eu me lembre.
Para compreender as pessoas, devo tentar escutar o que elas não estão dizendo, o que elas talvez nunca venham a dizer.
Não se drogue por não ser capaz de suportar sua própria dor. Eu estive em todos os lugares e só me encontrei em mim mesmo.
Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos.
Nós nunca somamos um ao outro, eu sempre me subtrai para dar espaço de você ser o que queria, fazer o que queria, e principalmente, me ter quando queria
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar, esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se desencontraram.
Prefiro os laços firmes, aqueles mais difíceis de fazer e e de se desfazer, mas que quando feitos e depois desfeitos, podem se orgulhar de si próprios e falar com convicção: "Eu fui um grande laço!"
O amor é um beijo, dois beijos, três beijos, quatro beijos, cinco beijos... cinco beijos, quatro beijos, três beijos, dois beijos, um beijo... e fim, e pronto. Ninguém morre de amor nos trópicos.
A razão por que a despedida nos dói tanto é que nossas almas estão ligadas. Talvez sempre tenham sido e sempre serão. Talvez nós tenhamos vivido mil vidas antes desta e em cada uma delas nós nos encontramos. E talvez a cada vez tenhamos sido forçados a nos separar pelos mesmos motivos. Isso significa que este adeus é, ao mesmo tempo, um adeus pelos últimos dez mil anos e um prelúdio do que virá.
