Coleção pessoal de bruneka
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Dar a mão a alguém sempre foi o que esperei da alegria.
Sou tão misteriosa que não me entendo.
Pensar é um ato. Sentir é um fato.
Se tenho que ser um objeto, que seja um objeto que grita.
Estou tão assustada que só poderei aceitar que me perdi se imaginar que alguém me está dando a mão
... e descobri que não tenho um dia a dia. É uma vida a vida. E que a vida é sobrenatural.
(...) quanto a mim mesma, sempre conservei uma aspa à esquerda e outra à direita de mim.
Não se pode andar nu nem de corpo nem de espírito.
Acho que sábado é a rosa da semana.
Faz de conta que tudo que tinha não era de faz de conta.
Mas há a vida que é para ser intensamente vivida. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata.
Olhares
Quantas coisas cabem em um olhar?
É tão expressivo,
é como falar.
O que me mata é o cotidiano. Eu queria só exceções.
Já que sou, o jeito é ser.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre.
Fico às vezes reduzida ao essencial, quer dizer, só meu coração bate.
Cuide-se como se você fosse de ouro, ponha-se você mesmo de vez em quando numa redoma e poupe-se.
Porque, às vezes, acordar tem lá suas muitas desvantagens.
Ando de um lado para outro, dentro de mim. (...)
Estou bastante acostumada a estar só, mesmo junto dos outros.
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Por enquanto estou inventando a tua presença.