Coleção pessoal de bodstein
Só canalhas de verdade não se sentem atingidos quando têm a sua honestidade questionada, já que “honra”, para eles, não passa de um mote para poderem alcançar seus reais objetivos.
Hoje você está cheio de verdades para despejar sobre o mundo; amanhã alguns estarão se perguntando se você aconteceu ou foi inventado; um dia muitos estarão duvidando que você tenha sequer existido.
Pessoas iguais não se acrescentam. A discordância obriga o contrariado a pensar, e da reflexão é que se cresce.
Não são ações radicais – ou grandes desatinos – que promovem mudanças definitivas. Um mundo mais justo se constrói pela cidadania levada aos pequenos atos de cada dia.
Na primeira vez que me sentir enganado posso estar sendo injusto. Na segunda pode ter havido uma coincidência. Mas na terceira vez a culpa é minha, e nada mais meritório do que mo terem imposto.
Existem dois tipos de erros: os de essência e os de percurso. Os de percurso podem acontecer até com alguma freqüência e produzir estragos significativos vez por outra, mas sua característica é a de ser percebido na fonte em algum momento, e abrir espaço para a necessária reparação. Erros de percurso enriquecem no momento em que se apresentam como referenciais de crescimento, além de oportunidades para resgate de marcos de partida, já que não são inerentes a quem os produz e suas seqüelas sempre se mostrarão reversíveis. Já os de essência não possuem esse potencial de transformação, repetindo-se de forma sistemática e perene, uma vez que integram a estrutura de seu produtor. Enquanto que os primeiros podem se transformar em maravilhosas oportunidades de recomeços maiores, a única forma de nos protegermos destes últimos é pelo distanciamento de sua fonte de origem. Tal atitude, em vez de se mostrar como capitulação diante de um desafio – ou de derrota frente à resistência para chegar-se à vitória – requer que seja vista como a mais inteligente das posturas por sua característica de empreitada inútil e sem a mínima chance de dar margem a avanços.
A potência para a ação se expressa através da alegria. Entre o grau máximo e o mínimo, definido como tristeza, existe a esperança, como potencial de seguir em frente, e o medo, sua contrapartida para o não agir. Daí porque chamada paraliz...ação.
Mais importante é que as coisas sejam feitas pela consciência do que deve ser feito, independente de uma eventual compensação cósmica resultante.
Algumas pessoas teimam em acreditar que apenas em raiva ou mágoas passadas se baseiam nossa resistência para que se reaproximem, quando existem razões bem mais simples para a decisão. O próprio resgate da paz interna pode, tão somente, nos tornar mais conscientes do que pode ou não acrescentar algo positivo à nossa vida, e isso traz como resultado uma seleção natural entre joio e trigo.
Há "poetas" que se forçam a sê-lo porque querem imitar aquilo que leram, e Poetas que brotam sem que se lhes apontem caminhos, pois que são seus sentires que irrompem de suas almas buscando pela cratera libertadora... Como erupções de sentimentos que não conseguem permanecer no interior de suas entranhas, por mais que tentem. Esses são os reais. E talvez os únicos que se fazem verdadeiros.
Mesmo que se mostre impossível resgatar um amor que se perdeu no tempo, resgatar sua história e as saudades que dele ficaram nunca o será.
É a incerteza do que virá que dá tempero à vida.
Se tudo fosse previsível não existiria a esperança.
O sucesso deve ser um estado buscado mas nunca atingido, já que o maior dos problemas é satisfazer-se e parar de buscar.
Cada um a seu nível, o homem erige monumentos, entalha frases em árvores, imprime sua pegada no cimento ou até escreve nas portas dos banheiros. Mas
o ponto comum é que todos buscam, de alguma forma, deixar a marca de sua passagem. O maior de todos os crimes é se omitir.
O melhor presente que podemos dar às pessoas, e ao ambiente que dividimos com elas, é tornar os sinais de nossa passagem invisíveis a olho nu, mas transformá-los em marcas indeléveis em seus corações.
A omissão é um dos crimes mais graves, porque todas as atrocidades são cometidas por conta dela sem que ninguém se sinta culpado.
Quando o resultado que obtemos está aquém do potencial que reconhecemos em nós mesmos, a inteligência pode vir a se constituir em infortúnio, pois nos permite ter o alcance da dimensão exata da nossa incompetência para administrar nossa própria vida.
Aos 15 anos achamos que nossas descobertas representam a única verdade possível.
Aos 30, acreditamos que as nossas sínteses - científica e historicamente fundamentadas - refletem a realidade inequívoca de todas as teses e antíteses que nos legaram.
Aos 50 começamos a descobrir o quanto nossas "verdades consolidadas" possuem de fragilidade em seus alicerces.
Aos 80 descobrimos o quanto estivemos enganados sobre tantas "verdades irrefutáveis", mas agora já é muito tarde para transformar tal constatação em algo útil em nossas vidas.
O que distingüe as pessoas ponderadas das demais é que elas se preocupam sempre em evitar os erros; e as outras, no máximo, em se reabilitar por eles.
