Coleção pessoal de areopagita

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Nessa semana, junto com um pequeno grupo de colegas, estávamos conversando a respeito do dia das mães e sobre os dilemas das famílias nos dias de hoje e, lá pelas tantas, uma colega havia dito que não gostava de assistir homenagens feitas para as mães nessa data porque, era uma e duas, e ela já chorava.

Uns confirmaram o mesmo sentimento e outros se mantiveram silentes sobre o assunto.

Eu, de minha parte, manifestei-me dizendo: eu não choro não. Não tem perigo de correr uma lágrima sequer pelo meu rosto.

Minha amiga olhou firmemente pra mim e perguntou a razão disso e, então, lhe disse: se eu chorar, rapidamente lembrarei de minha mãe me dizendo: “engole esse choro piá!”

Obrigado mãe, por tudo, principalmente por ter-me ensinado a engolir minhas fraquezas, todas elas, para encarar o mundo e a vida de frente.

Dartagnan da Silva Zanela

Adoro uma boa troça. Não apenas isso. Acredito, sinceramente, que a vida tornar-se-ia uma bosta se o enxovalho e a sátira fossem banidos de nossa vida.

Dartagnan da Silva Zanela

A chacota apenas tem vida quando é feita sem ódio no coração. Quando ela é feita simplesmente por despeito, aí não tem graça não. É apenas um troço pra lá de feio.

Dartagnan da Silva Zanela

Falar mal de outrem, simplesmente porque temos ódio do caipora, não nos torna um herói. Apenas faz de nós um palhaço, sem graça ou maquiagem.

Dartagnan da Silva Zanela

A fronteira que separa a sátira do ataque vil é mui estreita. Estreita pra burro. E os palanques desta delicada cerca estão firmados entre o coração de quem as escreve e na alma daquele que as lê.

Dartagnan da Silva Zanela

Em meio à multidão isso não é possível; ela nos devora e dissolve nossa alma. A agitação e os ruídos incessantes nos impedem de ouvir o outro e de nos reconhecermos nele, tornando toda e qualquer possibilidade de diálogo uma quimera, terminando por nos distanciar de Deus e, consequentemente, acaba por nos separar de nós mesmos.

Dartagnan da Silva Zanela

Quando somos apartados dos momentos silentes e solitários, nos tornamos incapazes de sermos gente e, consequentemente, desaprendemos rapidamente o significado real do vocábulo "próximo" quando ele é evocado e, principalmente, quando ele está diante de nós.

Dartagnan da Silva Zanela

A grande mídia produz e reproduz um ambiente cultural excrementício sem igual e repete insanamente, das mais variadas formas possíveis, que todos devem consumir essa meleca para sentir-se criticamente integrado a midiática e fecal sociedade pra depois, sem mudar de pose, passa a criticar os consumidores bocós dessa tranqueira toda taxando-os com aqueles adjetivos que todos nós conhecemos. Pois é, por essas e outros que não consigo nutrir o mais mínimo respeito pela primeira, muito menos pelos seus críticos e, por pura ruindade, não sou capaz de sentir dó daqueles que se lambuzam nesse imenso angu.

Dartagnan da Silva Zanela

O direito dos manos nada mais é que o uso, a instrumentalização feita pelas hostes do marxismo cultural, dos direitos humanos transformando-os num cavalo de batalha para solapar as frágeis bases das nossas instituições e, de modo sorrateiro, fazer ruir toda ordem social e, de quebra, erodir com os fundamentos dos direitos humanos.

Dartagnan da Silva Zanela

O grande problema não é tanto a direção que é apontada pela bússola ideológica dum indivíduo. O grande problema é a falta de honestidade intelectual e a total ausência de amor ao próximo que habita, dum modo geral, no universo político e intelectual brasileiro. Tais pedras angulares – o amor ao próximo e à verdade - são substituídas pela dissimulação histriônica de superioridade moral e pelo bom mocismo afetado de gente intelectualmente chique e tolerantérrima. Quando isso ocorre, invariavelmente, o sujeito acaba por colocar qualquer ninharia ideológica no lugar da verdade para, desse modo, tentar parecer aquilo que ele jamais será: uma pessoa razoável e minimamente decente.

Dartagnan da Silva Zanela

As dificuldades na vida existem e não são poucas, diga-se de passagem, porém, nada se compara ao calvário de Nosso Senhor que por amor se entregou ao madeiro da cruz por cada um de nós. Ou você é daqueles imbecis que, como certas figurinhas públicas, com seus probleminhas vis gostam de fazer aquele teatrinho bufo e se comparar a Nosso Senhor Jesus Cristo?

Dartagnan da Silva Zanela

Thomas Jefferson, leitor devoto da Sagrada Escritura, tinha o hábito de compilar os versículos que mais lhe tocava a alma. Compilações essas que, por sua deixa, acabaram sendo publicadas com o título de “A Bíblia de Jefferson”. Bem, nenhum de nós aqui pode bater no peito e encher a boca pra dizer que é uma pessoa da envergadura intelectual de Jefferson, porém, podemos procurar ser um leitor devoto da Sagrada Escritura, tomar notas dos versículos que mais profundamente tocam o nosso coração e meditar, diuturnamente, sobre eles. Isso, meu caro, é algo digno de imitação. Digno mesmo.

Dartagnan da Silva Zanela

Peçamos humilde e insistentemente a Deus para que Ele preserve o pouco de dignidade que resta em nós e que, principalmente, nos dê a coragem necessária para defendermos tudo o que representa essa minguada distinção que nos resta para que não sejamos despedaçados pela volúpia insana que não mede esforços para nossa alma devorar. Enfim, imploremos a Deus para não sermos fracos moralmente, nem espiritualmente acovardados diante dos desafios que se apresentam a cada um de nós.

Dartagnan da Silva Zanela

Uma das palavras mais celebradas na sociedade contemporânea é a tal da tolerância e, como toda palavra que é utilizada como uma carta-coringa, ela acaba no final das contas significando coisa nenhuma pra poder dissimular que diz algo.

Senão, vejamos: primeiramente não podemos esquecer que há coisas toleráveis e outras tantas intoleráveis. Se perdemos essa distinção elementar, inevitavelmente, a vida torna-se gradativamente intolerável por tolerarmos toda e qualquer coisa.

Outra coisa: não se deve confundir tolerância com apatia moral da mesma forma que ela, a tal da tolerância, não é de modo algum sinônimo de complacência com o que é evidentemente errado e ruim.

E tem mais uma: não existe nada mais intolerante, e mesmo totalitário, do que um grupo ideologicamente deformado exigir no grito e na marra que todo mundo seja “tolerante” com isso ou aquilo ao mesmo tempo que considera como algo intolerável que alguém tenha a audácia de divergir deles.

Enfim, esse tipo de confusão é uma entre muitas que o politicamente correto, o multiculturalismo e o marxismo cultural sorrateiramente semeiam nas almas tão bem intencionadas quanto desavisadas que acabam sendo instrumentalizadas na realização de um projeto totalitário de poder que elas ignoram por completo.

Dartagnan da Silva Zanela
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O grande legado da era do direito dos manos é a ampliação irrestrita e descarada da ousadia dos criminosos e o total desrespeito pelo trabalho dos policiais.

Dartagnan da Silva Zanela

Outro grande legado da era do direito dos manos é a injuriante cultura da impunidade da canalhada que, cedo ou tarde, acabará culminando numa multidão de cidadãos comuns agindo como justiceiros num ato extremo para defender os seus. E é claro que quando isso ocorrer poderemos contar com a presença certa e indefectível das carpideiras dos manos, cheias de bom-mocismo, pra defender a integridade dos manos e, de quebra, pra taxar os cidadãos comuns de monstros desalmados, e doutras lindezas do gênero, por eles terem ousado defender o fruto do suor de seu trabalho e por tentar proteger aqueles que eles amam.

Dartagnan da Silva Zanela

Quando mais se apazígua um canalha, mais acanalhado ele fica e, de quebra, acaba acanalhando junto com ele aqueles que tolamente dedicam suas vidas na vã esperança de dignifica-los.

Dartagnan da Silva Zanela

Poucas coisas são tão toscas quanto termos de testemunhar pessoas sem a menor experiência da vida sendo instigadas por criaturas maliciosas a julgarem as realidades que permeiam a vida da experiência e, consequentemente, serem levadas a crer [criticamente] que os “seus” juízos seriam mais sapientes do que tudo o que até então fora vivido por aqueles que tem alguma vivência dessas realidades.

Dartagnan da Silva Zanela

A discrição não apaga nossa individualidade diante da multidão. Pelo contrário. Ela nos destaca da turba e realça nossa personalidade frente a eternidade.

Dartagnan da Silva Zanela

Uma boa pitada de modéstia no agir e no portar-se é como canja de galinha: não faz mal a ninguém.

Dartagnan da Silva Zanela