Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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⁠A sua falta de tato
numa data especial,
apenas confirmou
o quê eu já sabia:
você é uma alma fria.

A sua ironia ainda
será a sua armadilha,
eu sou poetisa e o seu
menosprezo me soa:
'amanhã será outro dia'.

A sua ausência serviu
como borracha para
apagar da memória
quem mostrou desde
o início que não prestava.

A sua falsa inteligência
só deu pista sobre pista,
ela foi tão precisa que
fez com que eu queira
de ti para sempre distância.

⁠Nos versos reclamo
e falo de tudo um pouco,
O Esequibo de volta
tal qual a justiça
também faz falta,
Eu reclamo por prisões
injustas de um General,
de paisanos e uma tropa.

Falo de tudo, reclamo
e lamento profundamente
a tragédia feita contra
um dos últimos revolucionários
românticos deste continente:
o Professor Carlos Lanz
vive eternamente
no coração de toda a gente.

Doa a quem doer cada um
dos meus lamentos,
não estou aguentando ver
o sofrimento do velho
tupamaro e a indiferença
de quem tem o dever de fazer
o quê é leal, justo e humano
contra tudo o quê é arbitrário
e contra ele foi lançado.

Cada cena que vejo de um
povo quem vem sendo
dispersado me dói ver
um território escapulindo
pela lama da geopolítica
assediosa e ofensiva,
É em nome do Esequibo
que todos já deveriam
ter se encontrado, dialogado,
se perdoado e reunido,
E o tempo está passando
e não vejo um passo
a frente mais do que merecido.

E assim falando de tudo isso
os meus poemas da dupla
fronteira venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Appokailang-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.

⁠Sob o signo marcante

da Batalha dos Guararapes

o caminho foi estreito,

longo e cheio de desafios,



O meu Exército cresceu

modesto e com espírito

grandioso que sonhou

com a nossa Soberania

que um dia alcançaria.



O nosso Exército é filho

da Independência,

da liberdade e tem a paz

como a sua maior mística,

Saudar Duque de Caxias

e entender a História

faz parte da nossa cidadania.



Recordar a caminhada

do nosso Exército Brasileiro

antes e durante este Bicentenário

é lembrar sobre o quê foi, é,

e sempre será indestrutível

por nós repleto de amor infinito.



Prever o adiante com ele

por perto jamais temeremos

por consagração constatada:

quando todos nos deixaram

na vida, foi quem ficou

por sentimento confirmado,

e será sempre quem conosco fica.

⁠A paz é a resposta que devemos dar no nosso cotidiano contra a danificação do pensamento coletivo que conduz as Nações para a senda da guerra.

⁠Raro, precioso e colorido
com as cores das alexandritas,
O nosso amor estava previsto
pelo destino e escrito nas estrelas
que não precisávamos percorrer
atrás de tesouros em muitas minas.

⁠Não é a primeira vez
e nem será a última vez,
que digo que amores
clandestinos não são feitos
para o meu tamanho;
e que sem nenhum engano
vivo um pacto etéreo,
atemporal e silencioso
sob o guião inexplicável
do destino que me leva
ao amor predestinado
onde todas as estrelas são
e serão sempre mais visíveis.

O meu amor não é daqui,
eu incansavelmente repito
sempre que for preciso
na altura dos doze tepuis
pertencentes ao Esequibo
onde todas as nossas
estrelas se encontram
e se encantam na fronteira.

São dois os quadrantes
do Hemisfério Celestial Sul
que orientam o desidério
que na escalada crescendo
têm aberto trilhas no tempo,
embalando os dias a fio
de tudo aquilo que para nós
é imenso, inabalável e sidérico.

⁠Cada letra e versos da minha responsabilidade individual
contam o calvário de uma tropa,
de paisanos e de um General
que seguem presos de consciência
porque no excesso habita
uma injustiça e caos total.

O General está preso desde o dia
treze de março do ano de dois
mil e dezoito, e a cada dia só vejo
aumentar a sucessão de desgostos,
Ele continua preso porque
a mentira contínua solta e impune
onde a injustiça o acusou
falsamente de instigação
a rebelião e ninguém nos ouve.

Conto não somente o quê
não vem poupando o General,
a tropa e outros paisanos que
em separado porque cada caso
é um caso nas mãos da injustiça,
porém o sofrimento coincidente
é extremo e igual que não vem poupando nem mesmo o velho tupamaro numa cruzada sem igual.

Conto de tantos fatos da região,
do continente e do mundo
que têm nós colocado em abalo,
e até mesmo dos jovens presos
políticos de Cuba a espera
de uma abertura pelo milagre
do talvez da própria liberdade.

Só sei que onde a tropa, os paisanos
e o General seguem injustamente presos o tempo tem sido perdido,
Porque em vez de um infernizar
o outro: todos juntos já deveriam estar .mais do que reunidos
para recuperar o Esequibo.

Todos os poemas da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Yakontipu-tepui
do Esequibo Venezuelano
os meus versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.

⁠Aprenda a entender
que para uma Nação
subsistir a sua doação
não pode ser miserável,
É claro que o oxigênio
no sentido figurado
que é a liberdade em todas
as formas deve ser essencial.

Só que a liberdade para ser
o suficiente deve vir unida
com o real sentimento de amor,
E amparo em relação ao velho
tupamaro em ato revolucionário
de autoprivação diante
de tanta tamanha agressão.

Aí onde poucos se sentem
sem liberdade, sem amor
e todos assistem uma tropa
e um General que estão
presos sem perspectiva
de diálogo, encontro e reconciliação.

E tudo que você me deu (subjetivamente),
e objetivamente
para a sua Nação,
Crendo nas leis da vida ainda
me esperanço no celeste índigo
que você vai corrigir o rumo
de tudo e espalhar
o Mapa com o Esequibo incluso.

⁠A Independência de uma
Nação é uma aliança que
deve ser sempre renovada
com a sua própria História.

Por isso peço encontro,
diálogo e reconciliação
com o General e toda a tropa.

A Independência de uma
Nação pelo mundo
afora sempre deixa alguma
questão pendente
ou até mesmo implícitas
mais de uma que pedem
união cívico-militar
sempre que for preciso.

Jamais país algum deve
desistir de proteger e até
mesmo deixar de reinvindicar
por aquilo que o pertence:
A recuperação
do Esequibo Venezuelano
deve ser tratado
com interesse realmente.

⁠Onde tem muita gente falando alto,
se for para levantar a voz que seja só para cantar. A vida já está bastante estressante para todo mundo
e o cérebro só retém aquilo que nos faz mais leves e receptivos.

⁠Não escrevo poesia
para me mostrar,
Caminho com a certeza
que vamos todos
chegar no mesmo lugar.

Fui bem criada e seria
até pecado lamentar,
e eu conheço bem
na vida o meu lugar.

Sou convictamente
a poetisa dos invisíveis
que pelas mãos do Universo
continua a se guiar
e continua a acreditar.

⁠Dentro deste poemário
muitas histórias venho
contando enquanto
o General e a tropa
não forem libertados.

O General segue preso
injustamente acusado
falsamente de instigação
a rebelião desde o dia
treze de março do ano
de dois mil e dezoito,
Ele só pedia entre todos
o encontro, o diálogo,
a paz e a reconciliação.

Dentro deste poemário
ainda me lembro que
o Professor Carlos Lanz
continua desaparecido
e para uns este caso já
está encerrado e esquecido.

Dentro deste poemário
ainda registro o martírio
intermitente em vida
do velho tupamaro
vítima de brutal injustiça
e até agora não recebeu
nenhum direito requerido.

Os poemas da dupla fronteira
venezuelana e brasileira,
somente a mim pertencem,
No Maringma-tepui do Esequibo
Venezuelano os meus
versos latino-americanos
com intimidade ali transitam
e nos outros onze tepuis habitam.

⁠Bicentenário Soberano

Da herança da própria
imagem renunciada,
Em mim está viva
e vibrante a fibra
de Maria Quitéria.

Do chacoalhar
das ervas e do brio,
Maria Felipa em meu
peito vive e o medo
do futuro rejeito.

Do enfrentamento
e coragem sou a filha
de Catarina Paraguaçú
que nada na vida
detém ou intimida.

Do martírio santo
de Joana Angélica
sem pranto vivo
a prova de cada
desafio que é oferecido.

Só sei que eu sou
a poesia daquelas
que deram tudo
de si para que
o país chegasse até aqui.

Deste Bicentenário
como a poetisa dos invisíveis
deixo o meu marco
o apego inabalável
pela nossa Soberania.

E cada fagulha etérea
da minh'alma patriota
que mantém alimentada
a almenara inapagável
do imenso amor pelo Brasil
sublime e inquebrantável.

⁠O conceito de fotopoesia é muito pessoal, mas basicamente é uma fotografia que provoque alguma emoção que possa ser descrita além da imagem concreta que a sua visão pode enxergar.

A forma de fazer uma fotopoesia é infinita e varia de autor para autor.

A forma mais fácil de reconhecer um fotopoema/fotopoesia geralmente é uma foto feita com composição com elementos da sua escolha ou foto que você escreva algum pensamento, um trecho de algum escrito ou mesmo até um micropoema.

O fotopoema é a concretização da sua fotopoesia e o quê faz o seu fotopoema de fato se tornar o quê se propõe é a sua habilidade de provocar sentimentos com a menor quantidade de palavras narrando o máximo a mensagem através de elementos visuais.

Se você quer testar as duas formas de fazer fotopoema/fotopoesia, te dou duas inspirações:

1- Pegue um pedaço de papel, dobre e fotografe passo a passo na forma que quiser de maneira que você consiga transmitir alguma mensagem através dessas dobras.

2- Escolha uma foto que você tenha no seu álbum em algum ambiente digjtal ou bata uma nova foto, e escolha um aplicativo da sua preferência para escrever o quê você quiser nesta foto.

Se você entendeu, é só colocar em prática! Se não entendeu, é só pesquisar!

⁠Você que tem vontade ou têm poemas prontos, ainda não tem perspectiva de quando e como vai fazer o seu livro físico por várias razões, além das opções gratuitas blogs e de aplicativos como o Wattpad para escrever o seu livro digital, existe a possibilidade de você enviar seus poemas visuais ou escritos para exposições de mail art e de e-mail como um meio de consolidar o seu nome como poeta, poetisa ou mesmo como artista com todas as facilidades oferecidas pelo mundo digital.

Apenas com a sua vontade (independentemente se você tem estudo ou não) e um simples telefone celular você pode escrever o seu livro digital, escrever no seu blog, editar imagens através de aplicativos gratuitos ou de ferramentas on-line gratuitas e participar de eventos de poesia igualmente gratuitos.

Quando se fala em mail art (arte postal) é um cartão pintado/escrito ou mesmo uma arte pintada/escrita até o tamanho A4 que podem ser enviados pelos Correios, e quando se fala em e-mail art é o envio da sua arte pintada/escrita pelo seu próprio e-mail.

Em virtude de uma recente experiência no Facebook que descobri nos grupos de mail art que você pode participar gratuitamente com a sua poesia de eventos sem nenhum gasto e sem sair de casa, sempre que houver um espaço para um poeta mesmo em ambiente de artistas plásticos e artistas visuais.

É só ler, cumprir o quê se pede nas convocatórias e enviar seja para eventos de mail art ou de e-mail art.

Só para fechar e você não se esquecer, mail art é o envio físico da sua arte/poesia pelos Correios ou a simples entrega em mãos e e-mail art é o envio digital, e se você tem vontade de se tornar um poeta ou um artista você vai conseguir e se você quer ser conhecido independentemente de aplausos faça como eu que disponibilizo gratuitamente todos os meus escritos que sempre haverá algum leitor para apreciar ou detestar.

⁠Conviver com quem pensa diferente é possível, conviver com quem não consegue entender que o outro pensa diferente é impossível. Façamos a nossa convivência possível em todos os espaços
de vida.

⁠Quando a convivência e o diálogo se tornam impossíveis de afastar sempre é o melhor caminho. Ninguém devem ser obrigado a nada e nem te obrigar a nada.

⁠Se emocionar na vida nos confirma como gente.

Enquanto a liberdade não
vem para um General preso
injustamente por uma falsa
acusação de instigação
a rebelião e para uma tropa
em igual política prisão,
Desde o dia treze de março
do ano de dois mil
e dezoito tenho
escrito este poemário.

Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
inundada de prisões
políticas intermitentes.

Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se esqueceram
que o Sol da Venezuela
nasce no Esequibo,
e que ali fica a nossa
dupla fronteira
venezuelana e brasileira.

Sem nenhuma perspectiva
de justiça e uma suposta
notícia de mudança
para o cárcere de Yare,
O velho tupamaro
em greve de fome resiste.

Não pertenço
ao continente e a essa
região de indiferentes
que se cala para
os cinquenta imigrantes
mortos encontrados.
dentro de um
caminhão no Texas.

Eu sou brasileira nacionalista
e filha da América Latina
vibrante pela própria Soberania,
e por cada restituição
histórica nutro a estima.

⁠Não sou a favor da violência,
eu sou a favor a tapas poéticos
que alcançam direto a consciência.

Se você não viu o míssil que explodiu
o Shopping em Kremenchuk,
a câmera da fábrica e muita gente viu.

Não foi um gesto de boa vontade
abandonar a Ilha da Cobra,
afinal a Ilha não te pertence.

Se o teu entendimento a cada
recuo é encarado como gesto
de boa vontade volte para a sua casa.

Não é da arte da política querer
se impôr por meio da guerra,
e sim buscar sempre convencer.

Você usou mal a arte da política
e o teu tempo será encurtado
e colocado numa situação crítica.

Não é da arte da guerra invadir
outra terra: quem convenceu
o contrário não passa de besta fera.

Nunca será da arte de qualquer
religião não fazer um exame
de consciência e para gente como
você não haverá na vida clemência.

Nunca será de todas estas artes
agir sem estado de ampla consciência,
retire as tropas de uma vez não prolongue a sua vergonha,
e pare de gastar toda a paciência.