Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Sou de muita
pouca conversa
ou quase nenhuma,
Embora eu seja
repleta de poesia,
Quem me conhece
sabe que sou uma ilha.
Da minha ilha vejo
o mundo onde todos
nós podemos ser
diferentes em tudo,
Ninguém é obrigado
a concordar com tudo.
Eu e você podemos
ora concordar ora discordar,
Só não podemos nos desumanizar
e afastar da nossa consciência
a possibilidade dela ser a maior obra,
porque de nós só ela é a senhora.
A cavalgada mágica
dos cavalos selvagens
do Céu fizeram ventar,
as pétalas amorosas
da Chuva de Ouro caíram
sobre os nossos ombros
e ao redor se espalharam,
Nesta vereda romântica
minh'alma se entrega
e a sua retribui entretida.
Pode me chamar
de louca quando
cobiço a sua boca,
É claro que quero
te beijar como
quem consome um
delicioso Cambucá,
Não estou aí agora,
é a poesia quem está.
Debaixo de uma Sapuva
sob a bênção da mansa Lua
você me trouxe uma Camélia
que é o símbolo da Abolição,
e entregou para mim o coração.
O Sonho da Fortuna
mostra que não é lenda
que as aparências enganam,
E os sonhos muitas
das vezes nos avisam.
Se por acaso você
cruzar com uma
bela moça no seu
caminho é aconselhável,
Não se aproximar
e não tocar na flor,
porque ela pode
assumir o seu lugar,
Este poema conta uma
lenda para te avisar:
cada um no seu lugar.
Rodeio no Inverno
A neblina acaricia
com máxima poesia
o Médio Vale do Itajaí,
Rodeio no Inverno
ao som das músicas
das minhas origens,
com café fresco e pão quente
oferece tranquilidade
que acaricia o coração da gente.
Quando você me vê
percebo que fica todo
estremecido que até
parece um Caxinguelê,
E eu finjo que não vejo
porque também amo você.
Você não acredita na lenda
do Lobo do Cemitério,
Você não acredita no poema
e tudo aquilo que é capaz de fazer,
Depois não venha se surpreender.
A moça que dançou
depois de morta
escreveu no seu coração,
Deixou o seu casaco
na tumba e escreveu a História
com a tinta da eternidade
nesta vida que ainda continua.
Rodeio no friozinho
Tenho saudades de caminhar
bem rente ao Rio Itajaí-Açu,
Rodeio neste friozinho
é um convite no final da tarde
para um café bem quentinho
com um bolo feito com carinho.
Cada rima minha
tem a ligeireza
de uma Cutia,
Eu sou Poetisa,
e se você prestar
atenção escrevo
mais de uma
poesia todo dia.
Acho que eu vi um
Serelepe levado
na árvore de cabeça
virada para baixo,
É bem parecido
quando sinto que
o coração está apaixonado,
Você não imagina
que já é meu namorado.
No meio das folhas
das Cabreúvas
tenho poesias ocultas
que falam de heróis
da nossa terra
que podem ser recordados,
Não é lírica poética,
e sim uma recordação
que não precisamos
buscar longe a inspiração.
Forças obscuras ensinam
odiar onde você nasceu,
Ensinam odiar uns
aos outros por serem
ou pensarem diferentes,
Ensinam odiar a sua
cultura e origens,
Ensinam a destruir
os seus ideais
e as referências visuais,
Ensinam odiar a sua
Fauna e a sua Flora,
Ensinam a desvalorizar
a sua própria História,
Ensinam a você ter
vergonha de si mesmo,
Ensinam que a pensar
que nada tem mais jeito,
É assim que ocupam uma Nação
sem dar um tiro ou quando
ocupam você não tem mais razão
para lutar porque não te dão
tempo para pensar e respirar,
Só sei que se você não se der
tempo para pensar e respirar,
Num piscar de olhos fazem
a mudança de uma Pátria
inteira se te deixarem acordar.
O meu poema Grimpeirinho
se alimenta de um único
fruto que é o seu amor divino,
E nasceu feito para dar asas
e voar com a sua imaginação.
O primeiro passo para paz começa pensar em paz, o segundo é falar em paz e o terceiro é agir em paz.
O Araribá-Amarelo
quando floresce
é sempre um elogio
ao Céu e a Terra,
É uma memória
poética que muitas
vezes deixamos de fazer:
elogiar quem merece
é também na vida bendizer.
O verdejante Juvevê
acena como um poema
acariciado pelo vento,
Eu tenho pensado
em nós a todo momento.
