Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt
Mergulhei profundamente
rumo ao desconhecido,
Encontrei um Recife mesa
que vale muito mais
do que muito poema,
Não perdi essa minha mania
de querer na vida ser sereia.
O mundo está
derretendo,
Os Coralíneos estão
se perdendo,
Alcançar 2084
passa bem rápido,
Enquanto os homens
gastam o seu tempo
com guerras,
Poderiam lutar por
um futuro diferente,
Algo neste sentido
já deveria estar
sendo cumprido,
Se não houver
mais Coralíneos
até as florestas
acabarão se perdendo,
e todos sucumbirão
no destino certo
pela morte enterrados
no mesmo imenso deserto.
Nos prevejo num
Recife barreira,
Lerei o poema
das tuas mãos reunidas
a sós com as minhas,
Seremos o aquecimento
e o acordado esquecimento
de tudo que nos deixa afastados.
Entre as suas pestanas
tenho o Recife franja
mais lindo e encantador,
Sou estrela-do-mar
no oceano do teu amor
profundo criando dia
e noite o nosso mundo
com doçura e carícia,
Só de saber que você
existe me provoca delícia.
Te vejo a cada dia
mais inclinado,
é mais do que poesia
(você está apaixonado)
Na nossa península
romântica tem sido
a consequência
(o encanto esperado)
Que a gente se combina
não há nenhuma dúvida,
e que você vem colorindo
os dias todas às vezes
que me perco e me encontro
(contigo plena até em sonho)
nos corais sobrenaturais
do mais sensual recife atol
destes teus olhos magnéticos
que me põem te desejando
o tempo inteiro a rendição
por todos os seus beijos
(sem descansar nem mesmo
por segundos o pensamento).
No Hemisfério Celestial Sul
floresceu o Ipê-Branco
da Via Láctea do destino
da Corujinha-das-Guianas
que cruzou no meu caminho,
Ouvindo "Guayana Es"
prevejo a volta do Esequibo
e entregarei os meus poemas
para onde poderei ver
de perto e tocar as estrelas.
Uma Corujinha-do-Xingu
pousou sobre a minha poesia,
Ainda desejo crer que
o amor ainda sobreviva
num mundo que busca a rota
de liberdade sobre a ruína
das guerras e acha que o poder
está em se juntar com quem
sempre mostrou a sua pior face,
Por mais que exista quem insista
na mentira não há mais disfarce
mesmo que ninguém nos fale.
Tenho a companhia
fiel de uma linda
Coruja-do-Mato,
A poesia ilumina
cada passo a ser dado,
Um dia vou ganhar
o teu coração apaixonado.
Fiz um pedido para a linda
Corujinha-de-Belém
para não me faltar poesia
quando encontrar o meu bem.
Sob o teto de estrelas
sou como uma Mocho-dos-banhados
voando com os meus poemas,
Vou seguindo me iluminando
pelas estradas deste destino
onde sonhar pouco a pouco
por uns anda sendo proibido.
Os animais quando bem
tratados não traem,
Os homens embora nem
todos iguais não são
e nem chegam perto
da lealdade dos animais;
Prefira ser poeta que
mesmo até depois de morto
a sua poesia não deixa em paz,
O poeta dança com intimidade
as correntes da morte diária,
Em vez de sucumbir com
o que dizem ser de Humanidade,
Prefiro me encantar com a graça
da Corujinha-Sapo em liberdade.
Um poeta nunca morre nem mesmo depois de morto. A sociedade assassina mesmo são os sonhos de todos e dela própria. Sociedades sem sonhos vivem em guerras internas e distribuem guerras pelo mundo afora.
Minha Corujinha-de-Alagoas
que protege a minha
caminhada e toda a poesia
com ela sempre guarda,
Ela é minha companheira
e me contou que sou
a tua verdadeira amada.
A Coruja-de-Crista toca
o céu estrelado,
Está escrito no poemário
que você vai ser
o meu eterno namorado.
Quando você ouvir
qualquer coruja
cantar o meu coração
também ali vai estar,
Perto da onde você
mora tem uma
Corujinha-do-Sul
que sempre te olha,
Enquanto a poesia
silencioaa te namora.
Poeticamente renomeio
a linda Mocho-diabo,
Poetas também servem
para dar nomes quando
esquecem aquilo que
é precioso guardar;
Mocho-anjo é como
deveria se chamar
porque sempre traz
encanto aos olhos
de quem a beleza sabe
apreciar neste mundo
que só se importa mesmo
no próprio umbigo se afogar...
