Coleção pessoal de anna_flavia_schmitt

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Toda guerra é sempre perdida porque fere a população, por isso eu sempre defendo o direito de poesia ser poesia para defender o direito a vida.

⁠

⁠Gente empoderada não busca guerra com ninguém.

⁠Gente empoderada é gente feliz.

⁠Três fatos sobre empoderamento:
gente empoderada vive a sua própria vida, gente empoderada sabe que não é obrigada a nada e gente empoderada é gente feliz.

⁠Empoderamento é não se preocupar com empoderamento.

⁠Enquanto uns espalham guerra, eu espalho poesia.

Mesmo que você ainda não escreva, e no momento você só aprecie e sinta, com certeza você já está fazendo o mais importante.

⁠Sem deixar esquecer
que antes de 1948 já havia
uma integridade territorial
embora ocupada sem
sucessivamente por impérios,
e sem apagar as marcas
do sofrimento alheio:
não desfiz o pacto com o tempo.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Não existe guerra limpa,
pois toda a guerra que
a vida do povo sacrifica
já pode ser considerada
uma guerra perdida.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
começou sem ter uma
razão esclarecida
e com verdades contadas
pela metade que podem
ser chamada de mentiras.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Com as as minhas letras
inabaláveis como o canto
que ultrapassou os muros
escuto "Ehna Flestinia'
enquanto Dalal continua presa
e o seu canto ganha o mundo.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado
dos mais desprotegidos
e que continuam sendo
por 75 cinco anos torturados,
presos, mortos e perseguidos,
e que por mim nunca
foram nesta vida esquecidos.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Esta é uma guerra que
o meu lado é o lado dos reféns
e dos sistematicamente
agredidos enquanto havia
guerra mascarada de paz,
foram tantos os fatos que
para contar nem voz eu tenho mais.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Só sei que como quem dá
o último suspiro ainda insisto
pelo cessar-fogo na Palestina:
acreditar na paz é o único caminho.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

Eu elevo o meu clamor pelo cessar-fogo na Palestina mesmo
que eu não esteja sendo ouvida
mesmo que digam que esta guerra
logo seja reescrita e esquecida.

Eu elevo o clamor
pelo cessar-fogo na Palestina.

⁠Você não precisa ser especialista em coisa alguma para entender quais são as regras básicas numa guerra.

Se você quiser entender como funciona é usar a lógica de (1+1 = 2), ter um coração sensível e baixar gratuitamente e ler essas minhas recomendações de leitura:

Declaração Universal dos Direitos Humanos

Convenção de Genebra

Estatuto de Roma

Se você ler com atenção vai compreender fácil e estará pronto para criticar bonito quem merece ser criticado.

⁠No mar de cristal
conseguimos olhar
a profundidade,
Vamos submergindo,
olhos nos olhos,
as tuas mãos me coroam
com uma coroa
feita de Acropora tenella,
a fé nos guia
e o amor nos governa.

Nas profundezas do oceano
buscar o refúgio turquesa
de um Acropora tortuosa,
Acreditar que no coração
que ainda exista um
real desejo de pacificação,
e disposição para pedir
um genuíno cessar-fogo,
Admito que são coisas
que ainda me manterão
viva por muito tempo,
que traçarão rotas
e escreverão poemas
até chegar o momento
de olhar olhos nos olhos
quando a tempestade passar.

⁠Os limites humanos
não devem ser testados
e nem tripudiados,
Tudo aquilo que caça
a dignidade sempre
é capaz devastar o quê
é de Humanidade.

A dor de quem quer
que seja não legitima
infligir a dor em quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.

Sem criar dilemas é preciso
entender que situações extremas
podem gerar pessoas extremas,
ciente disso todos devem
colocar barreiras em situações
extremas e não optar
em ser pessoas extremas.

O pecado de quem quer
que seja não legítima
o seu e não legitima o meu:
nada justifica uma punição coletiva.

Cada um resiste o inferno
como consegue, uns oram
e outros poemas escrevem
na cena onde está em jogo
os mais frágeis nada justifica
a desproporcionalidade
e o massacre do valor da vida.

O crime de quem quer
que seja não legitima
o crime de quem quer que seja:
nada justifica uma punição coletiva.

Palestina ilegalmente ocupada,
por uns desacreditada,
sem água, sem luz, sem comida,
sendo mortalmente bombardeada,
recebeu um prazo de 24 horas
para ser desocupada,
está sendo forçosamente deslocada
sem hora ou data para regressar

Todo mundo têm os seus
limites palestinos na vida,
Se você na História não acredita:
você não existe como gente na vida.

(Não existe no mundo sã justificativa
para aplicação de punição coletiva).

⁠Ser assumida
é sobre ser
o amor da sua vida,
é sobre a minha vida
combinar com a sua vida,
Se eu não for
o amor da minha vida
para a sua vida,
Entre ser assumida
prefiro ser sempre
que for preciso
mais escorregadia
do que peixe ensaboado,
Se for para não ser
por você assumida,
só para você opto
em ser a sumida,
Não insisto em aquilo
que não tem a ver
ou não dá liga,
Porque eu tenho
a minha própria vida.

⁠Não tenho vocação
para Ofélia flutuando
no rio da História,
Nasci para ser soldado
em todos os campos,
Com toda e merecida
pretensão nasci
para ser sua e como
o Acropora solanderi
nasci para me espalhar
nas profundezas
do seu misterioso mar.

⁠A distância uma imensa
Acropora valida revela
a sua monumental beleza,
Nadar ao redor dela
não se compara as matizes
encontradas nos teus olhos,
O mundo às vezes caça
o discernimento das leituras,
Não há nada que não possa
se descoberto com serenidade.

⁠Acropora serrata Lamarck
por cada lugar avistado
no silêncio deste recife,
os meus olhos, os ouvidos
e a atenção não permito afetar
mesmo com esta correnteza
forte na profundeza do mar
da minha poética existência

(o nosso mundo não é
só de quem tem poder,
ele pertence a todos que
buscam cultivar a paciência)

o quê é de poder dura um
tempo e depois se dissolve,
e o quê é de paciência permanece
na vida um dia sempre se resolve.

⁠Quando se trata de informações sobre guerras afins: não acredito em manchetes sensacionalistas, não acredito em fotos com textões, não acredito em vídeos e áudios recortados e que ofereçam pouca clareza e não me satisfaço com informações incompletas.

⁠Onde as correntes se encontram
sempre prefiro sentir o momento
de calma para mergulhar

para quem sabe encontrar
as acroporas muricatas
esplendendo como esferas

na parte mais profunda do mar
e na paz nos teus braços
o meu coração se deixar levar.

(É óbvio que quero te amar!)

⁠Acropora spathulata
na minha dimensão
oceânica e poética,
Que vive a espera
e derrete por estes
tão lindos olhos
que nos meus sonhos
moram absolutos.

⁠Um Acropora Tenuis Blue
se revela como uma safira
gigante para brindar o olhar,
É no oceano poema
que iremos nos encontrar,
Longe de um mundo
que tergiversa tudo
para alguma vantagem levar
ou apenas para posar,
Longe de um mundo que
prefere julgar em vez de pensar,
Longe de um mundo
que só olha para o próprio
umbigo e que ignora
a dor do semelhante
que sente na própria
pele a mesma dor
que foi sentida outrora
ou a dor igual a do seu presente.

(As preferências e apoios
relativos as soberanias
territoriais falam tudo
sobre este teatro de desumanidade).

⁠Acroporas rudis se espandem
como estrelas para receber
os teus olhos que flertam
e encantam sem querer,
O amor profundo entre
nós era previsível acontecer,
Do mundo não conseguimos
mais evitar e esconder,
Tudo em nós publicamente
acontece e está a se expandir.