Coleção pessoal de andresaut

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Num destes dias frios de inverno peguei no roupeiro um casaco que só havia usado uma vez e, já fazia algum tempo. Para espanto meu, tinham duas marcas muito profundas e simétricas na altura dos ombros. Fui na loja para perguntar o que poderia ter acontecido e, prontamente me esclareceram: Falta de uso, estas marcas é do cabide. Perder um casaco por mal uso, por derramar comida, refrigerante, esbarrar em uma porta suja, tudo bem é acidente, mas perder sem aproveitar, ter que abandoná-lo por tê-lo abandonado no cabide, é no mínimo, desagradável. Isso me fez pensar nos amigos que tenho guardado, mesmo que seja no armário do coração, estão guardados e sem uso. Eles não têm sido amarrotados de abraços, muito menos molhados de lágrimas de felicidade, nem mesmo estou desfilando com eles por passarelas das conversas. Hoje mesmo quando chegar em casa, vou ligar e ver se visto a amizade de alguns antes que as traças da saudade tomem conta até ficarem cheios de buracos nas lembranças.

O que não tiver raiz, qualquer brisa arrasta.

As vezes esquecemos que se quebrar o grafite do lápis é só apontar e continuar a desenhar o presente ou rabiscar o futuro.

Todo ano as folhas se renovam, mas se não podar, os galhos ficam.

Que coisa mais chata é esta tal de razão que sempre acha que está certa.

Lembre-se minha filha:
Na noite de sábado todos os gatos são pardos, mas sábado pela manhã, viram cachorros.

Se minhoca que mora num buraquinho na terra, é terrestre. Os peixinhos que moram no mar são extraterrestres. Eu acredito, já vi.

Seu caminho é marcado do seu último passo para traz, não para frente. O caminho que você irá percorrer até seus objetivos, só é marcado pelos passos que você dará e, estes mudam a todo instante. Seja pela folha que despencou de um galho e desviou seu olhar, o perfume da pessoa que passou perto e lhe lembrou momentos passados, ou a pedrinha ou rocha que te fez mudar a direção, que te fez mudar de opinião. A verdade é que você não prevê seu caminho, apenas o constrói dia a dia, passo a passo. Agora como você caminha, que é importante. Caminha rápido para chegar logo? Caminha devagar para não cansar? Eu penso que de nada adianta caminhar rápido ou devagar, ou até sair correndo, você irá percorrer o caminho do mesmo jeito, a distância não muda, como você irá chegar, sim. Eu escolhi trocar a caminhada por um passeio, olhar para os lados, olhar para cima, olhar para trás e depois olhar para frente. E durante este passeio tenho encontrado jardins onde sentei em seus bancos e vi lagos lindos, montanhas enormes, corações gigantes, pássaros cantando, botos mergulhando, bailarinas dançando, crianças sorrindo e amigos se abraçando. Verdade, o meu caminho, tem sido um passeio.

Confesso, nunca fui um guri caprichoso. Meus cadernos tinham orelhas que como as minhas, minha Mãe limpava, e carinhosamente encadernava, deixando-os novinhos. Até porque dentro, as folhas sempre estavam ótimas, branquinhas e limpinhas para desenhar ou escrever. Hoje quando acordei, notei que a capa do meu rosto já está velhinha, meia enrugada e com orelhas (elas crescem com a idade). E não dá para colocar outra, ou encadernar, tenho que ir com esta até o fim do curso, até o fim da vida. Mas o que sei é que por dentro, ainda tenho um monte de folhas em branco para escrever novas histórias, novos começos, com dois ou três finais diferentes se a criatividade e a coragem permitirem. E nas que já escrevi, li de memória varias histórias divertidas, de aventuras, algumas até tristes, mas todas muito bem aproveitadas. A vida, dá para ler na cara do livro, na capa do rosto, nas rugas bem ou mal escritas, gravadas pelos sorrisos, nos rascunhos que as lágrimas mancharam de tinta da saudade. Mas o melhor de tudo é quando aparece alguém com o seu caderno cheio de orelhas e te deixa ler e compartilhar as histórias escritas em suas páginas, em sua vida. Então meu amigo, minha amiga, tem um caderno velho aí para eu ler?

Tenho quase certeza que o está faltando é pão com manteiga. Simplicidade no café da manhã da nossas vidas.

O amor é um complô do cérebro e do coração apoiados por vários dos cinco sentidos.

Somos hábeis engenheiros na hora de construirmos vazios. E esta nunca foi das construções mais difíceis de serem erguidas, na verdade acho que ela é pré-fabricada. Sua matéria-prima está nas oportunidades não aproveitadas como um abraço que passou em branco sem ser usado, um beijo desperdiçado no vazio (tem gente que ensaia beijo e nunca pratica) e até mesmo nas preguiças que vencem os convites para jantar, almoçar e até os convites para sorrir. Estou pensando seriamente em tentar não construir mais vazios e tentar preencher até a capacidade máxima todos os pedacinhos da vida a qual ganhei de presente e acho que não estou aproveitando como alguém que não é amigo do silêncio mudo, gosto de silêncios barulhentos de carinho, estridentes de amigos faceiros. Se alguém tem uns tijolinhos de momentos para compartilhar, tenho cimento de abraços sobrando.

Tempo são as páginas que usamos para escrever a vida. Não dá para escrever de novo as páginas escritas, mas sempre existe a oportunidade de começar uma nova página .

E se cada momento da vida fosse como um tijolo? Acontecimentos maravilhosos seriam, por exemplo 1000 tijolos, tristes 2 tijolos, muito triste 60 tijolos, horríveis 2000 tijolos...

Neste pensamento, durante a vida teríamos colecionado pilhas enorme Deixados ao lado das nossas vidas, tanto os momentos felizes como os tristes se encheriam de musgos, aranhas...até que sabe...fantasmas.

Mas tenho uma sugestão: Vamos construir, com estes tijolos de experiências, praças de saudades, edifícios de felicidade que estes desejaríamos que chegassem às nuvens, garagem para estacionar as tristezas, bem organizadas para que, se tiver que lembrá-las, saber o porquê temos que vencê-las.

Ah! E o parque das alegrias, cheio de árvores floridas e um jardim de amor onde poderemos passear por amores passados, amores presentes e inimagináveis sorrisos de orelha a orelha.

Poeminha confuso…

Quando as primeiras folhas de outono começam a cair, e o vento faz voar as sementes camufladas de borboletas que irão aterrissar nos campos gelados do inverno próximo desabrochando em saudades nos então campos pós floridos da primavera…Eu, vou lembrar que não te esqueci…vou correr sem tocar os pés no chão, vou falar sem me ouvir, só pensando, só imaginando o que não foi mas será, o que não é mas foi…
Tudo isto pensei porque hoje acordei dormindo, pois ao te ver sem sonhar, teu perfume ficou abraçado no meu corpo quando nos despedimos…beijo querida…te vejo na primavera…

Quem é aquela que vem
Rebolando os cabelos,
Dando de ombros para vida,
Soprando caminhos,
Sorrindo palavras de bondade,
Devolvendo sorrisos em
Agradecidos e desejados
Bons dias?
Ah! É uma mulher feliz.

Todo mundo tem sonhos guardados em segredo, sonhos de amor, sonhos de conquistas, sonhos de trabalho, sonhos adormecidos. Se você compartilhar estes sonhos com alguém especial, ele não será mais segredo, continuará sendo um sonho, mas agora tem alguém para perguntar, incentivar e torcer por você. Então vamos acordar aquele sonho adormecido e transformá-lo em realidade. Eu iria ficar feliz, você realizado!

Meu porto de partida será meu porto de chegada quando meu barco de velas de sonhos percorrer as águas de minha vida e trouxer comigo a sereia que escolhi no grande rio do sul. Então vou tomar um chimarrão com as lágrimas de saudade, e olhar o teatral e melancólico suicídio do por do sol nas águas do Guaíba.

Não tenha medo da noite, porque se Deus não acender a lua para iluminar teu caminho, com certeza deixará as estrelas para guiá-lo.

Mulher, o começo da vida, o futuro de tudo,
o presente de todos.