Coleção pessoal de andresaut

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⁠Uma vez Pinóquio um sujeitinho cara de pau, alias virado em madeira e com um coração de igual material, mas ao contrario do que pensavam, não era oco. Quando batia dava até eco, mas não era oco. Um dia uma cupinzinha linda se aproximou do Pinóquio, foi amor a primeira mordida. Ela sentiu o cheirinho de um pot-pourri de madeiras diferentes, pois ele era feito de diversas experiências, tinha carvalho, pinheiro, dedinhos de mogno, enfim tinha experiências de varias vidas, centenas de primaveras, verões e até invernos. E ele viu nos olhos dela nela o brilho de alguém especial, ela parecia ver além da superfície e ele assim, se apaixonou. Mas foi um amor que logo foi consumido, corroeu ele por dentro e ela só via ele e foi fundo na relação não via mais nada, não fazia mais nada. E por mais que ela o amasse as mordicadinhas do dia a dia, destruíram ele até que lá no coração que até então não era oco, foi ficando e ali ela, conformada, fez morada. E um dia aconteceu, aquele coração um dia parou de bater, até tinha vida dentro, mas o som era oco...não tinha mais amor...nem o cheirinho de mogno que outrora encantava as pessoas. Assim como uma fábula qualquer a moral vem depois, concluída em verso, prosa ou até numa rima pobre como um amor de um boneco de pau por uma cupinzinha querida que acabaram confortavelmente até felizes, mas sem vida. Dos amores que a vida presenteia não fique com todos pois as vezes o melhor é que todos fiquem com ele.

⁠De certa forma, feliz é o cachorrinho vira-lata de rua que quando ele recebe um carinho, aproveita o instante, pois é quase certo que será um carinho de momento e provavelmente a pessoa está de passagem e se encantou com o olhar doce e alguma atitude amigável. Então ele abana o rabinho, coloca a língua de fora,as vezes até se expõe colocando-se de costas e com a barriguinha para cima, mas quando levanta a pata é só pra dar um tchauzinho, pois não tem nenhuma esperança que a passageira da calçada, irá segura a sua patinha.

⁠Claro que te dou outra chance, você tem até ontem para dizer que me ama.

⁠Bom dia noite, boa noite dia, seja bem-vinda despedida, tchau chegada. Amanhã acordei com a mão esquerda, fechei a porta e fui para a rua. As tartarugas voavam para o norte, acho que está chegando o verão. Os cachorrinhos coloridos nadavam no lago e passarinhos abanavam os rabinhos enquanto enterravam ossinhos nas poças de água. Acho que vou fechar os olhos e voltar a acordar...

⁠Colha a flor, não arranque a planta. A flor nasce de novo se as raízes forem fortes e se alguém quiser regar a planta mesmo que seja com lágrimas de saudades.

⁠Que idade o amor acontece? Vamos pensar nele como uma flor que de botão espreguiçando-se floresce em pétalas de cor. Vamos descobrir nele, que o impossível é possível para quem acredita, para quem quer e com coragem faz acontecer. Para quem descobre que o carinho, aliado a amizade é cumplicidade, e o necessário para que ele floresça. Florescendo seja em que idade for, em que tempo FLOR, é tudo quanto se precisa, quanto se deseja para viver. É querer compartilhar vida. É quando o tempo, que seja um segundo apenas, torna-se eternidade e a flor em fruto. E o exemplo, semente.

⁠Estava pensando, já não tenho todo o tempo do mundo, até por que ele me pegou desprevenido, aproveitando não tão bem quanto eu pensava. até por que, achei que tinha muito mais. Assim, de posse deste pensamento resolvi aproveitar o tempo ao máximo por isso se me convidarem para sorrir, ando 100, 200km ou o que tiver que percorrer para desfrutar de um sorriso sincero ou um abraço apertado e querido e uma conversa gostosa. Para isto eu tenho todo o tempo do mundo então não recuso escalar montanhas ou jogar pedra no laguinho e se o laguinho for uma poça d'água, melhor podemos ficar mais pertinho e eu vou, quem poder e saber ouvir as batidas do teu coração, que é a música do ritmo da vida. Então me convida para soltar pipa, jogar bolita, e se quiser desabafar, eu te escuto, se quiser minha opinião vai tê-la em um abraço, em um sorriso e vai me ouvir dizer, faça o que teu coração está te dizendo e siga o caminho onde teus olhos estão olhando. Se eu tiver a oportunidade de alguns segundos da tua companhia, vou fazer de tudo para não desperdiçar nem uma terrinha que eu possa deixar uma semente de carinho para quando eu não estiver mais pertinho, ao alcance de um abraço, os momentos queridos nas sementinhas que deixei, em flores de lembranças possam te alegrar.

⁠Por que um dia?
Se temos uma vida inteira
para acordar com um sorriso.
Secar uma lágrima com um beijo,
aquecer uma dor com um abraço,
agradecer com um carinho.

Por que um dia?
Quando a saudade de quem vimos
a um segundo é mais longa que um ano.
Quando a vida floresce todo dia
no momento que acordo e te vejo ao meu lado.
Quando olho para o pomar da cumplicidade
contempla todos os momentos que vivemos,
frutificando e florescendo em atitudes.

Por que um dia?
Quando contigo o tempo não existe,
e a estações são apenas cenários para a vida
e viver no sentido exato, é amor!

⁠Ah mar. Com suas ondas que vem e vão. Que fogem e retornam. Que trazem estrelas e destroem castelos só para nos mostrar que frágeis são quando construídos de areia. Ah mar, amar.

⁠Um dia eu olhei para o céu e tive a impressão que uma estrelinha piscou para mim. Não foi impressão não, ela piscou. E no mesmo instante meu coração brilhou - deve ser algum efeito estrelar ou algo assim - mas alguma coisa despertou em mim.

E a partir daquele momento meu dia nunca mais foi completo se eu não ficasse por alguns momentos que fosse, contemplando a estrelinha. Nos dias nublados ou chuvosos eu tinha de consolo, as memórias, lembrava e no meu rosto o sorriso aparecia. Se tão longe ela está, no meu coração sempre estará bem próximo, tão pertinho que esquenta meu peito. Minha estrela querida, minha estrela amada.

Daí fico pensando: - Será que ela me vê? - Então meu coração brilha (no meu pensamento é claro) e eu tenho certeza, lá de longe, bem longe, quase no infinito, ela me vê e até me ouve e deve dar risadas quando eu falo que vou construir um foguete, apontar para o universo e alcançá-la. Não é promessa, é sonho. E sonhos, com coragem a gente realiza. Só fico pensando se ela vai gostar de mim e do meu traje espacial...

⁠Era uma vez um nada que morava ali,
perto de tudo.
Até que outra vez o tudo,
que morava perto do nada
deixou cair uma semente no nada..Assim do nada,
brotou de tudo.

Penso que viver é assim,
alguns tem missão,
outros ocasião.
Mas todos,
oportunidade.

⁠Tempos estranhos
flores estão morrendo
algumas nascem
sementes idênticas
flores diferentes
perfume triste
brisa está gelada
sol mal aquece
chuva prometida
para lavar o ar
lavar a terral
lavar a alma
tempos estranhos
os passarinhos continuam
a cantar
ouvidos escutam
não ouvem
palavras escritas
sem conteúdo
só letras agrupadas
pessoas não abraçam
não sorriem
nem choram
tempos estranhos
me alimentei da semente
não plantei
flor não nasceu
fruto sumiu
tempos estranhos...

⁠Então o sapo pediu à para a princesa:
- Me beija, me beija!
E a princesa perguntou:
- Você vai virar um príncipe?
O sapo respondeu:
- Príncipe nãooo, mas um sapo feliz!

Preguiça responsável: Nada para fazer a além de te amar.

⁠Estrelinha lá no céu
distante, brilha sozinha
sem intenção de nada iluminar
talvez brilha só para mostrar
para um cometa perdido
como a encontrar.

⁠Sonhos são os ingressos para o show da vida. Quem tem os sonhos? tem as entradas!

⁠Se é para sonhar, divido o sonho contigo se quiser usar meu ombro de travesseiro...

⁠Entrou na minha vida como
uma brisa de verão
fez surgir um sorriso,
refrescou o coração.

⁠Palavras escritas com emoção
tem uma ou duas mensagens
implícitas nas entrelinhas
para serem traduzidas
pelo coração.

⁠Um dia conheci um palhaço que tinha um sorriso maior que o mundo. Tão grande que chegava no céu. Quando estava lá, inventava bichinhos de nuvens branquinhas que iam ficando alaranjadas quando o sol fugia para dormir. Brincava de escorregar no arco-íris até mergulhar de barriga em algum rio tão gelado que assobiava de frio. Então se aquecia no sol da manhã, aproveitando o calor para fazer pipocas e distribuir para a gurizada. Tinha um nariz tão grande que metia na vida de todo mundo, mas era só para trazer alegrias. Fazia cócegas nas consciências. Com orelhonas enormes, ouvia risadas e, com os olhos, enxergava a felicidade por mais escondida que estivesse. Era o maior palhaço do mundo mas cabia aconchegado, no coração de todos.