Coleção pessoal de anamargaridapinto1234_1130411

Encontrados 6 pensamentos na coleção de anamargaridapinto1234_1130411

Nos vícios, perde-se a razão,
pouco a pouco, sem perceber,
o corpo ainda segue em frente,
mas a alma começa a desaparecer.

Num mundo sem empatia,
o amor tenta florescer,
mas é difícil amar
quando ninguém quer compreender.

Por trás do sorriso


Há noites em que o espelho pesa,
e cada reflexo parece julgar,
como se houvesse algo errado
na pessoa que estou a tentar amar.


Escondo os olhos cansados,
disfarço o medo de não ser suficiente,
e visto um sorriso bonito
para enganar toda a gente.


Digo “estou bem” baixinho,
mesmo quando tudo dói,
porque aprendi a esconder as lágrimas
antes que alguém pergunte o que foi.


E há noites tão compridas,
em que o silêncio sabe o meu nome,
em que o peito fica apertado
e a tristeza simplesmente não some.


Choro onde ninguém me encontra,
abraço a almofada sem dizer nada,
e no dia seguinte volto ao mundo
com a minha dor bem disfarçada.


Talvez ninguém veja as batalhas
que travo dentro de mim,
nem quantas vezes me pergunto
se algum dia vou gostar de quem sou assim.


Mas talvez eu esteja a aprender
que não preciso ser perfeita para ser bonita,
que o meu valor não mora no espelho
nem depende daquilo que alguém acredita.


E talvez, um dia, o sorriso que eu mostrar
não seja apenas uma máscara no rosto,
mas seja realmente meu —
sem medo, sem culpa, sem desgosto.


Porque por trás de toda esta insegurança,
ainda existe alguém a florescer:
uma pessoa que passou por noites difíceis
e, mesmo cansada, continua a escolher viver.

À minha mãe


Mãe,


se hoje ainda consigo sorrir,
é porque tantas vezes me ensinaste
a continuar quando eu só queria desistir.


Foste tu quem ficou,
quando alguém decidiu partir.
Foste tu quem segurou a minha mão
quando eu ainda nem sabia o que era cair.


Cresci com uma ausência
que nunca escolhi carregar,
com perguntas sem respostas
e uma saudade de algo que nunca cheguei a ter.


Às vezes pergunto-me porquê,
por que razão alguém consegue abandonar
uma criança que só queria amor,
um abraço, alguém para ficar.


E talvez essa ausência
tenha deixado marcas em mim,
medos que ainda hoje aparecem
e perguntas que parecem não ter fim.


Mas, mãe, no meio dessa dor,
houve sempre uma coisa que nunca faltou:
tu.


Tu estiveste nas noites difíceis,
nos dias em que eu não sabia sorrir,
nas lágrimas que escondi de toda a gente
e nas vezes em que só precisei de existir.


Foste mãe, foste colo,
foste casa e proteção.
E mesmo sem poderes apagar o passado,
ajudaste-me a não viver presa à sua escuridão.


Por isso, obrigada.
Por cada sacrifício que talvez eu nem conheça,
por cada lágrima que escondeste,
por cada vez que escolheste ficar.


Se um dia eu conseguir olhar para trás
sem sentir tanto peso no coração,
sei que uma parte dessa força
vai ter nascido da tua mão.


E se algum dia eu me esquecer
do quanto sou amada,
espero lembrar-me de ti —
a mulher que ficou
quando outra pessoa decidiu ir embora.


Mãe,


não posso mudar aquilo que me faltou,
mas posso agradecer aquilo que tive:
o teu amor, a tua presença
e a vida que construíste comigo.


E por tudo isso,
mais do que qualquer poema poderia dizer:


obrigada por teres ficado.À minha mãe


Mãe,


se hoje ainda consigo sorrir,
é porque tantas vezes me ensinaste
a continuar quando eu só queria desistir.


Foste tu quem ficou,
quando alguém decidiu partir.
Foste tu quem segurou a minha mão
quando eu ainda nem sabia o que era cair.


Cresci com uma ausência
que nunca escolhi carregar,
com perguntas sem respostas
e uma saudade de algo que nunca cheguei a ter.


Às vezes pergunto-me porquê,
por que razão alguém consegue abandonar
uma criança que só queria amor,
um abraço, alguém para ficar.


E talvez essa ausência
tenha deixado marcas em mim,
medos que ainda hoje aparecem
e perguntas que parecem não ter fim.


Mas, mãe, no meio dessa dor,
houve sempre uma coisa que nunca faltou:
tu.


Tu estiveste nas noites difíceis,
nos dias em que eu não sabia sorrir,
nas lágrimas que escondi de toda a gente
e nas vezes em que só precisei de existir.


Foste mãe, foste colo,
foste casa e proteção.
E mesmo sem poderes apagar o passado,
ajudaste-me a não viver presa à sua escuridão.


Por isso, obrigada.
Por cada sacrifício que talvez eu nem conheça,
por cada lágrima que escondeste,
por cada vez que escolheste ficar.


Se um dia eu conseguir olhar para trás
sem sentir tanto peso no coração,
sei que uma parte dessa força
vai ter nascido da tua mão.


E se algum dia eu me esquecer
do quanto sou amada,
espero lembrar-me de ti —
a mulher que ficou
quando outra pessoa decidiu ir embora.


Mãe,


não posso mudar aquilo quÀ minha mãe


Mãe,


se hoje ainda consigo sorrir,
é porque tantas vezes me ensinaste
a continuar quando eu só queria desistir.


Foste tu quem ficou,
quando alguém decidiu partir.
Foste tu quem segurou a minha mão
quando eu ainda nem sabia o que era cair.


Cresci com uma ausência
que nunca escolhi carregar,
com perguntas sem respostas
e uma saudade de algo que nunca cheguei a ter.


Às vezes pergunto-me porquê,
por que razão alguém consegue abandonar
uma criança que só queria amor,
um abraço, alguém para ficar.


E talvez essa ausência
tenha deixado marcas em mim,
medos que ainda hoje aparecem
e perguntas que parecem não ter fim.


Mas, mãe, no meio dessa dor,
houve sempre uma coisa que nunca faltou:
tu.


Tu estiveste nas noites difíceis,
nos dias em que eu não sabia sorrir,
nas lágrimas que escondi de toda a gente
e nas vezes em que só precisei de existir.


Foste mãe, foste colo,
foste casa e proteção.
E mesmo sem poderes apagar o passado,
ajudaste-me a não viver presa à sua escuridão.


Por isso, obrigada.
Por cada sacrifício que talvez eu nem conheça,
por cada lágrima que escondeste,
por cada vez que escolheste ficar.


Se um dia eu conseguir olhar para trás
sem sentir tanto peso no coração,
sei que uma parte dessa força
vai ter nascido da tua mão.


E se algum dia eu me esquecer
do quanto sou amada,
espero lembrar-me de ti —
a mulher que ficou
quando outra pessoa decidiu ir embora.


Mãe,


não posso mudar aquilo que me faltou,
mas posso agradecer aquilo que tive:
o teu amor, a tua presença
e a vida que construíste comigo.


E por tudo isso,
mais do que qualquer poema poderia dizer:


obrigada por teres ficado.e me faltou,
mas posso agradecer aquilo que tive:
o teu amor, a tua presença
e a vida que construíste comigo.


E por tudo isso,
mais do que qualquer poema poderia dizer:


obrigada por teres ficado.

Depois do abandono


Há abandonos que não fazem barulho.


Não há portas a bater,
nem despedidas perfeitas,
apenas uma presença que desaparece
e um silêncio que fica.


E dói.


Dói olhar para o lugar onde alguém costumava estar
e perceber que já não está.
Dói procurar respostas
em perguntas que talvez nunca as tenham.


Às vezes, o pior não é alguém partir.
É começar a acreditar
que partiu porque não éramos suficientes.


E então carregamos essa culpa,
mesmo quando não nos pertence.


Começamos a pensar
que fomos difíceis demais,
tristes demais,
intensos demais,
ou simplesmente
não fomos aquilo que alguém queria.


Mas ninguém devia ter de diminuir a própria existência
para convencer alguém a ficar.


Há pessoas que partem
sem perceber a dimensão do vazio que deixam.


E há quem fique,
a tentar reconstruir sozinho
aquilo que não foi ele que destruiu.


Mas a tua dor não é a tua identidade.


Ser abandonado não significa
ser impossível de amar.


Ser deixado para trás
não significa que valhas menos.


Às vezes, alguém parte
e leva consigo uma parte da nossa paz.


Mas, com o tempo,
aprendemos a procurá-la novamente.


Dentro de nós.


Porque há pessoas que nos deixam,
mas isso não significa
que tenhamos de nos abandonar também.

Não te compares


Vivemos numa geração
onde um sorriso vale mais numa fotografia
do que a verdade escondida por detrás dele.
Onde mostramos vidas perfeitas,
enquanto por dentro
há pedaços nossos a pedir socorro.


Crescemos a comparar caminhos,
rostos, corpos, sonhos e conquistas,
como se a vida fosse uma corrida
e chegar depois significasse perder.


Mas ninguém vê as noites mal dormidas,
as lágrimas escondidas,
o medo de não ser suficiente,
nem as batalhas que travamos em silêncio.


Olhas para alguém
e pensas: “Eu queria ser como ele.”
Mas esqueces-te de uma coisa:
também há alguém a olhar para ti
e a desejar ter aquilo que tu tens.


A nossa geração aprendeu a mostrar tudo,
menos aquilo que realmente sente.
Aprendeu a dizer “estou bem”
quando o coração gritava o contrário.
Aprendeu a esconder as feridas
para não parecer fraca.


Mas tu não tens de ser igual a ninguém.


Não precisas de florescer ao mesmo tempo que os outros.
Uma flor não deixa de ser bonita
só porque outra nasceu primeiro.


O teu caminho é teu.
As tuas cicatrizes são tuas.
Os teus passos, mesmo pequenos,
continuam a ser passos.


Por isso, não te compares.


Não transformes a vida de outra pessoa
numa medida para julgarem a tua.


Talvez hoje não te reconheças,
talvez ainda estejas a tentar juntar
as partes que o mundo te fez perder.


Mas continua.


Porque crescer também é aprender
que não precisamos de ser perfeitos
para merecermos existir,
sermos amados
e, finalmente,
sermos nós próprios.