Coleção pessoal de anajcesero

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A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez.

Someday ...

I’ll eat breakfast.

I’ll keep a job for more than 3 weeks.

I’ll have a boyfriend for more than 10 days.

I’ll love someone.

I’ll travel wherever I want.

I’ll make my family proud.

I’ll make a movie that changes lives.

Estou amarga, emaciada e os sonhos, vazios.
Eu sorria, com mais um delírio.
Paralisou.
Sou presa do sorriso forçado pelo meu desespero.
Eu menti, eu sempre minto.
Deveria trabalhar com isso.
O futuro distante e vê a mim como todas as promessas.
De velha, de amarga, de fria, de sem cor.
Centopéia rastejante. Eu, criança, desaprendi a andar.

Um corpo, sobre outro. Sobre o mesmo. Sobre-tudo. Quero te. Nesse instante. Só você. E. Eu?

Seus 14 amores incorrespondidos, viciados em sofrer por vontade, trabalhar muito; em ser sustentado.
Nauseante cheiro de cidade- cafeteria e desinfetante.
Jurou ele equivocado, matou-se: ninguém notaria. Amaldiçoado pela mãe: "Porra moleque! Não sabe o tempo que o cheiro de seu cadáver vai demorar a sair"

Ela sabe que é para ela
cada cor de aquarela
de céu, de chão
de branco marfim

Ela sabe que não suporto
saudade de teu colo
orgulho
cadê nosso fim?

Ela sabe, pequena
valia a pena
lutar
por que fez assim?

Sei
Amena
Fazei
De Mim

Mãe, desculpa
Eu nunca quis
Ser uma má criança
Pra você, pro mundo

Perdão
Agora me diz
Como devolver a esperança
De volta ao útero

Lamento
Se não te faço feliz
Não me dou criatura mansa
De desespero, morto

"De velha, de amarga, de fria, de sem cor.
Centopéia rastejante. Eu, criança, desaprendi a andar."

Manifesto Dedicado Unica-exclusivamente aos Comunistas Comedores Apenas de Criancinhas que Usam Johnson e Bepantol

Usai vermelho, de vermelho, vermelho sangue
Pois branco é muito colégio e azul realeza inútil.
Perdei o medo e a vergonha
Pois é em morte corpo louco e mente ausente
De qual chorassem falta não dada a gente.
Comei carne jovem com talco e amor
Pois de duro basta eu
E de sujo e frio, o mundo.
Destrancai vossas portas
Pois esse afastamento te leva ao seu eu-imundo.
Chorai sem motivo qualquer
Pois o sol se vai agora
E tremo eu de receio de mim mesmo.
E escrevei um longo texto
Sem sentido, sem cunho, sem contexto
Pois de logo o todo pensa que o risco é dele com tamanha conspiração comunista afim de comer o feto e o útero materno com molho shoyo e uma boa dose do mais fino álcool etílico.

No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam.

tudo dito,
nada feito,
fito e deito

INCENSO FOSSE MÚSICA

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

acordei e me olhei no espelho
ainda a tempo de ver
meu sonho virar pesadelo

Ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram
que a mágoa nova
virasse a chaga antiga

ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é pão feito em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não porque não tem asa

Lápide 1
Epitáfio para o corpo

Aqui jaz um grande poeta.
Nada deixou escrito.
Este silêncio, acredito,
são suas obras completas.

AMOR

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

Pois estragar a própria vida é um direito inalienável.

Então, minha querida Amélie, não tem ossos de vidro. Pode suportar os baques da vida. Se deixar passar essa chance, com o tempo seu coração ficará tão seco e quebradiço quanto meu esqueleto. Então, vá em frente, pelo amor de Deus

Se você está perdendo sua alma e você sabe disso, então você ainda tem uma alma a perder.

Bem, todos morrem um dia, é simples matemática. Nada de novo. A espera é que é um problema.

Eu podia ver a estrada à minha frente. Eu era pobre e ficaria pobre. Mas eu não queria particularmente dinheiro. Eu sequer sabia o que desejava. Sim, eu sabia. Queria alguma lugar para me esconder. Um lugar onde ninguém tivesse que fazer nada. O pensamento de ser alguém na vida não apenas me apavorava como me deixava enojado. Pensar em ser um advogado, um professor ou um engenheiro, qualquer coisa desse tipo, parecia-me impossível. Casar, ter filhos, ficar preso a uma estrutura familiar. Ir e retornar de um local de trabalho todos os dias. Era impossível. Fazer coisas, coisa simples, participar de piqueniques em famílias, festas de Natal, 4 de Julho, Dia do Trabalhador, Dia das Mães...afinal, é pra isso que nasce um homem, para enfrentar essas coisas até o dia de sua morte? Preferia ser um lavador de pratos, voltar para a solidão de um cubículo e beber até dormir.