Coleção pessoal de alice_duarte
Pense com a razão e não com a emoção: se nós que temos esperança e confiança que tudo dará certo, temos que torcer até o final, imagine o que pode acontecer com quem não tem esperança em mais nada?
PENSE NISSO E LUTE !
A depressão é, os seus sentimentos e suas emoções negativas se transformando em pensamentos sabotadores,tentando te destruir.
A verdadeira beleza nunca esteve presa ao reflexo do espelho. Ela se revela na forma como você ama, acolhe, respeita e transforma a vida de quem está ao seu redor. Não existe "feio" quando falamos da singularidade humana; existem pessoas diferentes, cada uma com sua própria identidade e beleza.
Eu não consigo amar ,eu não me amo, eu não amo mais ninguém, só quero ser amada mesmo não podendo amar.
Ela me amaldiçoou , me entregou seu cabelo e e disse que me amava,no final apenas me usou e me transformou em uma marionete.
"Quando está em silêncio, vários gritos te assombram
te perseguem e te chamam.
Você resolve se concentrar, porém a sua labuta insiste em te chamar
com prazeres e momentos que não fazem sentido esperar."
A Mulher Que Ficou Apenas na Memória
No primeiro dia de novembro,
o tempo escreveu o teu nome
na página mais bonita da minha vida.
E eu, sem saber,
entreguei-te o coração
como quem entrega uma casa
a alguém que promete nunca partir.
Em março,
vestimos o amor de eternidade.
Diante do mundo jurámos permanecer,
ignorando que até as promessas
podem sangrar em silêncio.
Vivemos instantes
que hoje parecem pertencer
a outra existência.
Havia poesia no teu olhar,
calma nas tuas mãos,
abrigo no teu abraço
e esperança no sabor do teu beijo.
Tu caminhavas com a elegância
de quem fazia da ternura
a sua mais bela linguagem.
Então a vida,
cruel sem pedir licença,
arrancou-nos um filho
antes que ele pudesse conhecer
o calor dos nossos braços.
Naquele dia,
não morreu apenas um sonho.
Morreu um pedaço de nós.
Depois desse vazio,
vieram os silêncios.
Quem me chamava “amor”
passou a pronunciar apenas o meu nome,
como se cada letra apagasse
a história que juntos escrevemos.
O eterno começou a desfazer-se
sem ruído.
Como um castelo de areia
que o mar leva,
grão por grão,
até nada restar.
Tentámos regressar.
Houve pontes reconstruídas,
palavras ensaiadas,
esperanças teimosas.
Mas nunca faltou amor.
Faltou coragem.
A coragem de reconhecer,
de pedir perdão,
de olhar para as próprias sombras
sem fugir delas.
Hoje encontro diante de mim
uma mulher que tem o teu rosto,
a tua voz
e o teu nome…
Mas já não tem a alma
por quem um dia me apaixonei.
Onde havia princípios,
ergueram-se muralhas.
Onde existia admiração,
cresceu a indiferença.
Onde florescia a verdade,
restou apenas o eco
das promessas que o vento levou.
E então compreendi
a mais amarga das verdades:
às vezes,
a pessoa que perdemos
não parte.
Ela transforma-se
numa estranha
enquanto ainda respira.
Não sei se mudaste.
Ou se apenas deixaste cair
a máscara que o amor,
cego e generoso,
nunca me permitiu ver.
Hoje não choro
porque a nossa história terminou.
Choro porque continuo à procura
da mulher
que conheci naquele novembro.
Da mulher
que me olhava como destino.
Da mulher
que me abraçava como lar.
Da mulher
que um dia prometeu eternidade…
e que agora vive apenas
no lugar onde ninguém consegue morrer:
a memória
de um coração
que amou
até ao último pedaço de si.
Hassamo Abdurrahimo
A caixa de música da boneca de porcelana quebrada.
Existe uma coreografia exaustiva que aprendi a seguir: curvar os lábios em um sorriso perfeito como se a vida fosse apenas um cenário de filme onde tudo da certo sempre. É um ensaio diário onde a regra principal é dizer 'sim'. Eu digo sim para as demandas, sim para os papéis que esperam que eu interprete, enquanto, sob a superfície, meu corpo inteiro grita um 'não' desesperado.
Eu me afogo em um oceano chamado expectativa. É uma maré que sobe silenciosa, mas implacável. O 'estou bem' tornou-se a minha rotina, uma resposta automática que esvaziou de significado, enquanto a sensação de estar de fato bem virou uma memória longínqua, quase um sonho de outra pessoa.
Vou aceitando o peso de cada cobrança, uma camada sobre a outra, engolindo em seco o que deveria ser dito, o que deveria ser gritado. Mas o mar não respeita o silêncio. Ele sobe, ele pressiona, ele invade. E quando o fôlego acaba, o que eu guardei transborda, não em palavras, mas em lágrimas que carregam tudo o que me sufocou por dentro.
Contudo, a tempestade é breve, e a engrenagem é implacável. O choro é apenas uma pausa técnica antes que o mecanismo interno volte a girar. Com um suspiro que ninguém ouve, limpo o rosto, ajusto a postura e sinto a chave girar nas minhas costas mais uma vez.
O sorriso volta a se curvar, milimetricamente ensaiado. A música começa a tocar — aquela melodia doce, repetitiva e mecânica que todos esperam ouvir. Eu volto para o centro da caixa, pronta para a próxima rotação, dançando com a leveza de quem não tem escolha, enquanto, lá no fundo, a boneca de porcelana apenas observa, imóvel e partida, o mundo que continua a girar sem ela.
E se a vida for um jackpot?
E se a vida não for apenas uma sequência de dias, mas um jackpot... um bônus inesperado concedido pela existência?
Talvez cada amanhecer seja uma nova rodada, uma oportunidade silenciosa de recomeçar. Não para apagar o passado, mas para fazer diferente da última vez.
A vida pode não garantir vitórias, mas oferece tentativas. E, às vezes, o maior prêmio não é o sucesso imediato, e sim receber mais uma chance quando tudo parecia perdido.
Talvez o verdadeiro jackpot não seja encontrar riqueza, fama ou poder. Talvez seja simplesmente acordar, respirar e perceber que ainda existe tempo para mudar, aprender, construir e vencer.
Enquanto houver vida, o jogo ainda não terminou. E cada novo dia pode ser o bônus que a existência concede para que você escreva um final diferente daquele que imaginava.
Somos bonecas russas , escondemos nossas verduras faces,cada uma das facescom cada sentimento reprimido
Saber calar o que o coração grita não é sobre omissão ou fraqueza, é, na verdade, uma das maiores demonstrações de força e elegância emocional que alguém pode ter. É a arte sutil de transformar tempestades internas em brisa leve para o mundo. Muitas vezes, a nossa mente e o nosso peito viram um cenário de ventanias, dúvidas e sentimentos que pesam. O impulso natural seria deixar transbordar, mas quem escolhe o silêncio compreende que nem todo mundo está pronto para acolher a nossa chuva. Há um valor sagrado em recuar, em fechar os olhos e permitir que o turbilhão aconteça apenas do lado de dentro.Nesse processo silencioso, a gente se torna o próprio abrigo. Em vez de espalhar raios e trovões por onde passa, quem domina essa arte escolhe respirar fundo e filtrar a própria dor. É como se no aconchego desse isolamento voluntário, o coração conseguisse desacelerar o vento, acalmar as ondas e transformar o caos em aprendizado. Quando finalmente voltamos a interagir com o exterior, o que entregamos aos outros não é o estrago da tormenta, mas o frescor que vem depois dela. Oferecemos paz, maturidade e uma brisa leve aquela que acalma quem está ao redor, enquanto mantemos intacto e protegido o nosso próprio mundo secreto.
_Enzo Ruchell_
Saber calar o que o coração grita é a arte de transformar tempestades internas em brisa leve para o mundo.
_Enzo Ruchell_
Nós seremos humanos somos como animais camuflados, escondidos esperando o melhor momento para atacar os vulneráveis,por que afinal somos cruéis animais que destruindo uns aos outros
