Coleção pessoal de alessandro_loiola

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Religião é um estilo de vida, não uma teoria filosófica.

O objetivo da vida é conhecer-se a si mesmo - e o Amor é um dos mais nobres caminhos para esta meta.

Críticas são como líquido inflamável: ateiam fogo aos fracos, alimentam o motor dos fortes.

Sempre que o Amor é vivenciado como uma resposta imunológica a uma delicadeza que nos fragiliza, ele deixa de ser aconchego e elegância e se converte em uma batalha cruel em um charco de flagelos.

Intimidade é convidar o outro para conhecer um pouco do seu “eu” mais interior, tornando-o uma mistura de consultório médico e confessionário.

O desejo é a anarquia do romance não-domesticado.

Ao colocarmos o amor no centro de toda expressão emocional do imaginário popular, o transformamos em uma tela utópica onde estamos sempre projetando nossas querelas sentimentais e construindo dramas vívidos, sufocantes e muitas vezes inúteis que chamamos de “romance”.

A paixão é uma Deontologia baseada na vítima, onde a vítima é o sujeito que diz estar amando: ele deseja para si todos os direitos, inclusive o de sequestrar e parasitar o outro como uma filial, transformando-o em uma franquia externa de suas angústias destinada a trabalhar incessantemente para quitar os débitos de sua própria miséria emocional.

O apego ao desapego é uma forma de apego em si.

A Paixão é um caldo fervente de interdependência emocional que despejamos sobre outra pessoa. Ingeri-lo implica em uma perda no mínimo parcial de si mesmo.

A Amizade emerge quando duas ou mais pessoas descobrem que compartilham alguma ideia, interesse ou gosto que, até aquele momento, acreditavam ser um tesouro ou um fardo único de si mesmas.

Amamos porque nossos desejos nos fazem acreditar que outra pessoa nos trará a felicidade – o que é um imenso equívoco.

Morremos por amor, sofremos por amor, nos calamos por amor, choramos por amor, enlouquecemos por amor e nos sentimos sós porque amamos.

A biologia evolucionária é a ruína dos poetas, dos românticos e dos religiosos.

A seletividade do amor pode ser explicada, mas não justificada: para aquilo que não apreciamos no amor, nos tornamos voluntariamente cegos, distorcendo a percepção até que ela silencie ou nos agrade, e esta aposta na melhora espontânea do desencanto parece ser uma das maldições mais longevas de nossa espécie.

Ser “amável” não é uma questão de “valer o amor que você tem”, mas de “demonstrar aptidão para ser amado”.

Uma vida sem amor assemelha-se a uma narrativa sem organização.

O Amor está para o Gostar assim como a Felicidade está para o Prazer.

Vamos supor que deus nos diferenciou dos demais animais quando nos dotou de inteligência, raciocínio e livre arbítrio. Ele deseja que acreditemos nele, mas escondeu as provas diretas e incontestáveis de sua existência. Acreditar em deus sem provas seria então uma elevação da inteligência, do raciocínio e do livre arbítrio ou a simplesmente degeneração de todos estes em loucura?

Somos especialistas em empregar filosofia e ciência para racionalizar algo em que, por razões absolutamente não-filosóficas e não-científicas, acreditávamos desde o princípio.