Coleção pessoal de alessandro_loiola

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A discussão não é se estamos fazendo muito ou pouco, mas se estamos fazendo as coisas certas que funcionam.

Economias de livre mercado não são construtos hipotéticos imunes à Moralidade, mas realidades encastoadas em diferentes contextos políticos, culturais e sociais que afetam profundamente seu funcionamento.

Em uma pequena comunidade de agricultores autossuficientes, as pessoas podem apontar para alguma coisa e dizer “Eu produzi aquilo” ou “Eu construí aquilo”. Mas, em uma economia moderna e complexa, a conexão entre o que é produzido e quem foi o responsável pela produção daquilo não é algo tão óbvio. O mundo dos negócios se tornou um esporte de equipe.

Um dos grandes milagres da humanidade é a incrível diversidade de talentos que podem ser colocados a serviço da sociedade, e o mercado deveria ter como objetivo-mor identificar e recompensar estes talentos.

Não é função do capitalismo amalgamar em si a cura de todos os problemas sociais – nenhum sistema econômico ou político é capaz de assumir honestamente tal missão -, mas ele certamente proporciona um cenário democrático favorável para o avanço da Moral, da justiça e da prosperidade.

Em uma matriz autêntica de livre comércio, sem um Grande Irmão concentrador de todo o poder, o principal impedimento de ascensão, descontadas incapacitações físicas ou mentais, é a falta de motivação do indivíduo – uma índole cuja responsabilidade não cabe ao capitalismo.

Para os pensadores da Esquerda, o sistema ideal – regulador, centralizado e paternalista -, tem a obrigação de eliminar o risco de falências, abolir os insucessos, suprimir as desigualdades e extinguir todo sofrimento da face da Terra.

É ingênuo acusar o livre mercado das prioridades que os compradores estabelecem - seria como culpar os garçons nos restaurantes pelos mais de 50 milhões de obesos em nosso país.

O debate Moral em torno do capitalismo deveria centrar-se então não em uma condenação completa e irreversível do sistema, mas em como manter um livre mercado garantindo eficiência econômica com dignidade humanitária e discussões honestas sobre as gafes do modelo.

Não estamos mais subordinados a laços de familiaridade, mas a interesses de negócios.

Não pode haver Moralidade sem responsabilidade, ou responsabilidade sem autodeterminação.

Nenhum sistema econômico pode tornar as pessoas boas: o melhor que eles podem fazer é permitir que as pessoas o sejam.

A Moralidade não pode ser alcançada exceto quando se possui soberania de escolha sem coerção.

Em um paradoxo, a liberdade capitalista requer uma esfera privada, protegida, onde os indivíduos possam perseguir seus meios e seus fins sem a interferência de outros. Ainda que seja uma liberdade, ela não é tão libertária quanto seus entusiastas propõem.

A aptidão do Mercado para o Metacapitalismo é proporcional ao apreço que os Estados - democráticos ou não – possuem em se deteriorar em Plutocracias.

Por trás das forças condutoras da história espreita uma ambição pueril que nos faz engendrar maneiras cada vez mais industriosas para resolver a penúria à nossa volta em busca de comodidade, influência, fama ou lucro.

No capitalismo, as pessoas não buscam pela Verdade, ou pela beleza, pela honra, pela coragem ou pela sabedoria. Elas buscam conforto. Neste sentido, uma sociedade capitalista não difere muito de uma sociedade comunista: em ambas, a motivação dos indivíduos é atingir um determinado padrão material de vida – e só.

No fundo, as pessoas oram não por amor, gratidão ou devoção, mas por intercessão: rezar é protocolar uma petição de favores na mesa de um vertebrado gasoso imaginário.

Um sinal comum em todas as religiões é o reconhecimento de que a condição humana é de alguma forma “insatisfatória”, ou decaída ou incompleta, e que nossa felicidade ou salvação ou elevação dependem de um estado de bençãos ou algum outro tipo de nirvana.

Dentro do Deísmo e do Panteísmo, agradecer a deus faz tanto sentido quanto rezar ao prédio da maternidade onde você nasceu ou prestar sacrifícios ao bebedouro da escola onde você foi alfabetizado. O deus deísta (ou panteísta) criou tudo e é tudo, mas não está nem aí para você. Infelizmente, isso não oferece grande aconchego: somos seres sentimentais e ansiamos por um sentido na veneração. A adoração religiosa é uma expressão desta necessidade de dependência emocional com um criador com quem achamos ter alguma preferência ou relacionamento pessoal. Por isso o Teísmo é tão popular.