Coleção pessoal de alcindoalmeida
Quando desfrutamos da contemplação na oração, passamos a desprezar o desejo de ser popular, de ser relevante, de ser bem-sucedido.
As palavras são nossas principais ferramentas para nos orientarmos no mundo cuja maior parte não podemos enxergar, cuja maior parte jamais chegaremos a tocar.
A realidade da imagem e reflexo de Cristo em nós criam uma dinâmica na vida de tal forma que caminhamos para a glória de Cristo e não de nós mesmos.
A grande verdade é que nos achamos melhores do que os outros, então para não ficar para trás, julgamos, medimos e condenamos as pessoas.
Sem a solidariedade de Jesus que surge para trazer um novo começo na nossa existência, é impossível andarmos sozinhos diante das crises da vida. Somente na presença do Jesus divino, do Jesus solidário, que a nossa vida nasce de novo. Só nele há esperança, pois, somos extremamente limitados.
A mais profunda satisfação de escrever é que abre novos espaços que não tínhamos consciência antes de começar. Escrever revela o que somos, o que pensamos e o que respiramos. Por isso, sempre falo que escrever tem a ver com a alma!
Escrever é como um processo no qual descobrimos aquilo que vive dentro de nós. O próprio escrever revela o que está vivo dentro de nós.
A jornada espiritual se baseia na liberdade da graça, essa graça divina que atua em nós mesmo sendo pecadores e indignos dela. Quando a experimentamos desfrutamos da liberdade em Deus.
Momentos de quietude e isolamento eram importantes para Jesus. Naqueles instantes de solidão não apenas ele derramava o coração diante do Pai como, também, o ouvia atentamente. Notem que é a própria palavra viva que tem esta necessidade de buscar a Pai e ouvir sua voz, ele é o modelo para a nossa vida.
Os momentos com Deus que se seguem são os que realmente importam. É de onde brota o cristianismo autêntico. Não de orações no meio da correria diária, não de conferências ou concertos de música evangélica, não quando estou viajando de avião de um lugar para o outro, mesmo que esteja envolvido no ministério.
O Evangelho não oferece só um contato com o Eterno, ele é a própria comunhão com ele por meio de Jesus Cristo de Nazaré.
Tudo na vida se torna secundário quando refletimos a cruz em nosso viver diário. A cruz de Jesus de Nazaré é a realidade da morte do nosso ego.
Um grande risco que vivemos hoje é que somos envolvidos pelo poder dentro de nós. O poder que nos faz querer ser melhores do que os outros.E por causa disso, algumas vezes pisamos em gente valiosa!
Precisamos fazer uma gramática espiritual na vida através do arrependimento e o olhar para dentro de nós mesmos. Esse arrependimento nos faz olhar para a cruz de Cristo.
Precisamos aprender a silenciar o nosso coração para sermos sujeitos a Cristo. Precisamos silenciar o nosso coração para que guardemos a vida do Espírito dentro de nós.
Somos amados dele chamados para o projeto da santidade, da vida de comunhão com o eterno todos os dias da nossa vida.
