Frases sobre coerência
Discurso que não vai pra ação, coerência em queda
Revolução pra alguns é nascer e morrer na merda
Falecer no anonimato com conta e um sonho frustrado
Já que viver do que ama por aqui é pecado
COERÊNCIA
Que o teu Pensar, Sentir e Agir estejam sempre na mesma direção e no mesmo sentido. Isto garante uma vida justa.
Coerência nunca foi virtude. Nunca será. Coerência é apenas uma maneira de cobrarem que você cometa sempre os mesmos erros.
A teoria de Ptolomeu é logicamente coerente mas falsa; a coerência não é garantia da verdade. Mas é um fato que qualquer teoria verdadeira tem de ser coerente.
Toda palavra dita se torna mentira sem uma atitude coerente. A verdade está na coerência, na transparência e nas atitudes.
Minha vida é um poema meio assim sem rimas, com coerência, dividido em longas estrofes.
Às vezes mal interpretado, por não ter sido bem lido!
Um poema cheio de reticências...
Cheio de afirmações que podem se tornar interrogações e vice-versa.
Um poema que às vezes tem duplo sentido ou ao qual dão duplo sentido por conta própria.
Minha vida é um poema cheio de conteúdo mas, vazio a alguns olhos maus leitores.
Minha vida é um poema que teve início e clímax, mas que ninguém, tampouco eu ainda sabe o desfecho.
Um poema cheio de vírgulas desnecessárias ou muito necessárias, talvez.
Mas com nada que esteja entre aspas ou isolado entre parênteses.
Minha vida é um poema, cheio metáforas e paráfrases.
É um poema lindo.
Ou talvez seja um poema bobo.
Poema bobo sim, mas sou eu quem ainda tem forças para reescrevê-lo todo dia!
Mas deixa comigo, mesmo com pouca tinta e com as mãos trêmulas, eu sozinha já consegui escrever seu final.
E quem disse que precisa de coerência pra amar alguém, assim, desse jeito? Quem foi que inventou que pra ser amor, tem que ser de forma tradicional, que pra ser verdadeiro tem que ter presença, que isso que nós temos é besteira, ou pior, algum tipo de doença? Ah, quem é que anda falando pelos cotovelos que nosso amor é bobagem e que isso não vai levar a lugar nenhum? Falaram até que você não precisa de mim, que eu sou só mais uma "boba" e que se eu fosse embora, não faria diferença pra você. O que é que ganham com isso? Eu não sei, mas de uma coisa eu sei e tenho certeza: ninguém sabe o que se passa no coração de ninguém. Muito menos em um cheio de amor. Quais motivos, o porquê, a razão e o sentido. Ninguém sabe. E nem precisa saber. Ainda mais do nosso. "Nosso", sim, dessa forma proprietária, mas de um jeito carinhoso. Carinhoso porque se trata de nós, de dois seres humanos com vidas diferentes, mas que se acham nessas diferenças. De duas pessoas que se cruzaram e desde então tem caminhado, você dai e eu daqui, juntinhas. De dois corações, um que transborda amor e outro que doa. De duas almas feitas da mesma matéria. Então, meu bem, quem liga pro que os outros falam? O que nós temos, é nosso. O que a gente sente, cabe a nós. E, cabe muito...
A coerência entre o que se pensa, o que se diz e o que se faz é o verdadeiro alicerce da credibilidade.Quando as atitudes refletem os valores, a confiança se torna natural e o respeito deixa de ser exigido para ser conquistado.
COERÊNCIA
As coisas que não disse...
O que escondi dentro de mim...
O segredo da verdade...
Ou a mentira já no fim...
O tempo já dormia...
Quando se lembraram de mim...
O sol já brilhava...
Como convite de marfim...
Mas as coisas que não disse...
Continuam dentro de mim...
A vaidade nos atrai...
Mas escolhi ser assim...
António José Ferreira
O sentido do caminho não está apenas no destino, mas na coerência entre aquilo que pensamos, dizemos e praticamos.
Quem somos nós? A imagem que sustentamos diante dos outros, construída com cuidado, coerência e esforço, ou aquilo que irrompe quando o controle falha, com um gesto, um pensamento, uma reação que rapidamente tentamos esconder? Talvez essa divisão já revele o conflito central: viver entre o que mostramos e o que tememos revelar. Onde há essa cisão, há tensão contínua, e essa tensão consome energia que poderia ser usada para simplesmente perceber.
Em público, ajustamos a voz, o discurso, o comportamento. Em silêncio, observamos outra coisa se mover. Às vezes contraditória, às vezes desconfortável. Não brigamos contra isso porque seja errado, mas porque ameaça a imagem que aprendemos a proteger. O problema não é a imperfeição do que surge, mas o medo de ser visto sem a armadura. Assim, passamos a vida defendendo uma ideia de nós mesmos.
Então surge a pergunta moral: é melhor ser justo e parecer injusto, ou ser injusto e parecer justo? Enquanto essa escolha existir, já estamos presos à aparência. A justiça verdadeira não precisa de plateia, assim como a injustiça não deixa de existir porque foi bem disfarçada. Quando a preocupação principal é como algo será percebido, o ato deixa de ser claro. Ele passa a ser estratégico.
Buscar equilíbrio entre essas posições talvez seja outra armadilha. O equilíbrio pensado, calculado, escolhido, ainda pertence ao campo do esforço. E esforço implica conflito. O que acontece quando não tentamos parecer nada? Quando não há intenção de sustentar uma imagem nem de combatê-la? Talvez reste apenas o fato nu do que somos naquele instante.
E se a pergunta “quem sou eu?” não exigir resposta, mas observação? Não a observação do personagem público, nem a condenação do impulso oculto, mas a percepção direta do movimento inteiro… sem escolha. Nesse ver sem defesa, sem justificativa, pode não surgir uma definição. Mas talvez surja algo mais simples: o fim da necessidade de parecer.
A coerência não se constrói em palavras soltas, mas em atitudes firmes. Quem vive o que defende não precisa de discursos longos, porque sua postura fala mais alto do que qualquer frase ensaiada. A verdade não se sustenta em máscaras: ela se revela na constância, na coragem de manter-se fiel mesmo quando é mais fácil ceder.
O observador atento distingue quem apenas fala de quem realmente acredita. O discurso vazio é frágil, cai diante da primeira contradição. Já a prática coerente é sólida, atravessa o tempo e se torna exemplo. Não há espaço para dúvidas quando a vida confirma o que anuncia.
